sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Obrigada e até 2013!!!
















Salve amigos navegantes!

Queremos agradecer pela colaboração e pela companhia em 2012 e contamos com vocês em 2013.

Que tenham todos um excelente Natal com seus familiares, que aproveitem esse momento para dar asas aos seus mais belos sonhos e que o Mestre Jesus, ainda menino nos faça lembrar do menino interior que todos temos.

E que 2013 venha belo, forte, sereno e nele colhamos as boas sementes plantadas no ano que está acabando. Que o Mar esteja pra peixe! =)))))

A Cia. Nó ao Vento entra em recesso hoje e retornamos com NOVIDADES no dia 21/01/2013.

Evoé!!!
Feliz Natal!!!
Feliz 2013!!!

Cia. Nó ao Vento



Como fui arrebatado pelo teatro - por Denise Del Vecchio

Aí vai a última coluna "Como fui arrebatado pelo teatro" de 2012.
Até 2013!!! (mande-nos também a sua história)


Eu tinha 15 anos e fui assistir "Morte e Vida Severina" do João Cabral de Mello Neto, com direção do Silney Siqueira no Teatro Municipal de São Paulo. A montagem era fantástica . Tinha acabado de voltar do Festival de Nancy na França onde foi premiada. Assisti sentada na " torrinha" bem no alto e sentia como se estivesse no palco. Saí pensando que aquele era o lugar aonde eu queria estar.

Denise Del Vecchio - Atriz



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Opinião - "Mas afinal o que é a cultura?"

Quase impossível medir a quantidade de variáveis que envolvem a palavra CULTURA. Segundo nosso grande amigo de todas as horas o Wikipédia, Cultura vem do latim colere, que significa cultivar - é um
conceito de várias acepções, sendo a mais corrente a definição genérica formulada por Edward B. Tylor, segundo a qual cultura é “aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade”.
 

Bem visto que o fato de ter ou não cultura depende do ponto de vista de cada um, essa simples palavra torna-se uma cadeia complexa de variáveis, como se fosse um círculo que não tem começo, meio e fim. Pois como saber e respeitar acima de tudo a cultura e a individualidade de cada um.

Existem várias vertentes do entendimento da palavra, podendo ser entendida como cultura o que cada pessoa escolhe como religião, costumes, gosto musical, amor às artes e por ai vai. Mas o que não conseguimos medir é até onde conseguimos entender o que é a cultura de cada um.

Já ouvimos diversas vezes uma pessoa referir-se a outra como “sem cultura”, pois não compartilham do mesmo gosto músical, crença, etc. Ora se gosto de azul o que você tem a ver com isso? Se eu ouço um determinado tipo de música o que isso interfere na sua contínua e linda vida? Qual real sentido de me classificar usando o seu ponto de vista?

São questionamentos que devemos fazer antes de apontar no outro coisas que gostaríamos que eles fossem. Se você tem um “Q” cultural aguçado para artes, para moda, para qualquer coisa, ótimo! Se não compartilhamos os mesmos pensamentos, ótimo também.

O importante é saber respeitar a cultura de cada um e não julgar aquele que não tem o mesmo conhecimento de causa como você. E se por ventura alguém se interessar em saber mais sobre a SUA cultura, porque não estender a mão e levar um pouco mais de conhecimentos de sua “causa” ao próximo.

Pense nisso!


Chris Galvão é jornalista.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - Vanessa Goulartt


Acho que o teatro esteve presente na minha vida desde sempre, mas uma lembrança marcante é minha avó, Nicette Bruno, em cena no espetáculo "Dona Rosita, a Solteira" de Lorca. Eu devia ter uns 6 anos, e me lembro que havia uma cena que ela fazia com uma tesoura que simplesmente não sai da minha cabeça. É impressionante como o teatro tem a capacidade de gravar na nossa memória momentos tão efêmeros.

Vanessa Goulartt - atriz



Como fui arrebatado pelo teatro - Normando Rabelo

Estava com meus 20 e poucos anos quando fui fazer um trabalho no teatro do Sesc em Sampa, era ja fim dos anos 70 e me deparei com o Plínio Marcos vendendo seus livrinhos. Na época fazíamos a peça Noel Rosa o Poeta da Vila, com o Everton de Castro. Já o conhecia da Boca, pois morava lá com o também ator Tony Vieira, dai o Plinio me pegou e disse: senta aqui vamos assistir uma peça de verdade. Assistimos e eu sai de lá chorando. Plinio, falou chora não que agora nós vamos vender livros juntos.
Vendemos 63 livro naquela noite. (risos)

Normando Rabelo - Ator, Diretor e Produtor


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Ricardo Dantas

Acho que o bichinho do Teatro me pegou , quando eu ainda estava no Jardim da Infância (Naquela época chamava assim) Fiz um espetáculo na escola "Pluft o Fantasminha" eu era tímido a beça, mas no dia da apresentação , eu fiquei completamente fascinado por aquele mundo, as coxias , o cenário. Encarei a platéia com a maior naturalidade , e me senti inteiro e confiante , não me lembro de muita coisa da minha infância, mas essa sensação de estar no palco eu nunca esqueci.

Ricardo Dantas - ator



Como fui arrebatado pelo teatro - por Marat Descartes

Uma das experiências mais marcantes pra mim no teatro, pelo menos uma das primeiras, e que por isso foi definitivo para que eu me apaixonasse pelo teatro foi a peça O Beco - A Opera do Lixo, do Grupo Ponto de Partida, de Barbacena/MG. Acho que era 1992, se não me engano, tinha começado há pouco a fazer teatro amador com um grupo da escola, e fomos em grupo assistir ao belíssimo musical do grupo mineiro, que estava em cartaz em SP no Teatro João Caetano, e fiquei tão apaixonado pela montagem, e pelo grupo, que voltei mais umas cinco vezes pra assistir o espetáculo! Fiquei tão fã do trabalho deles, que me lembro daquela sensação clássica do "garoto que quer fugir com o circo!!! Foi mesmo muito marcante!!! Pra imaginar a força daquele grupo basta saber que eles já existiam desde 1980... e acabo de descobrir pesquisando na internet que estão na ativa até hoje!!!

Marat Descartes - ator


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Vanda de Jesus

Desde que me deparei com essa pergunta do blog fiquei cavocando na memória... esta, gasta, cansada, esquecida...

...teatro, teatro mesmo, não consegui me lembrar qual foi.
 

Mas me veio a recordação da primeira série, em 1975, na escola, quando vi as professoras no palco do teatro vestidas de bruxinhas, encenando e cantando pra nós... não me lembro exatamente qual era o roteiro, mas foi uma alegria imensa ir descobrindo quem eram aquelas personagens por dentro e por trás daquelas roupas, máscaras... hoje compreendo o carinho que elas tiveram ao se prepararem para uma apresentação tão alegre...  a sensação foi muito boa por saber que ali tinha um carinho enorme por nós, as crianças carentes da época.
... ainda hoje é na escola, para muitas crianças, que ocorre o primeiro contato com as artes; por isso é necessário que haja projetos intersecretariais, como o "formador de público" de uma gestão municipal passada... teatro, música, dança, artes plásticas... a arte pode transformar a sociedade!

Vanda de Jesus - educadora



O ator transitando entre o Teatro e a TV - por Deo Garcez

Um ator é ator, seja no Teatro, na TV, no Cinema, mas existem sutilezas, detalhes de interpretação, técnicas que mudam de um para outro. E o ator Deo Garcez (em cartaz no Rio de Janeiro com a peça "Anjo Negro" de Nelson Rodrigues e no ar como o Sr. Morales da novela Carrossel do SBT) conta para nós um pouco da sua experiência nesse sentido.
Valeu Deo!
"Como ator, transitar entre a TV e o Teatro é uma experiência  super interessante. Comecei no Teatro bem cedo, ainda adolescente, e só muitos anos depois fui fazer TV, um veículo bem diferente do Teatro. Diferente porque no Teatro as emoções, o corpo e a cara do ator, tudo isso necessita de uma intensidade maior.  Na TV é o contrário, com as emoções e o gestual sendo mais interiorizados, salvo em raras exceções, quando a concepção e a direção optam por uma interpretação mais,  digamos, teatral.

Depois de ter feito Faculdade de Teatro, resolvi fazer cursos de interpretação específicos para TV, ministrados por diretores desse veículo, para me familiarizar com a linguagem televisiva.

Mas, seja no Teatro, seja na TV, crio meus personagens igualmente, tendo sempre a mesma preocupação na forma de abordá-los. Resumindo: no Teatro a interpretação deve ser mais exteriorizada e na TV ela deve ser mais interiorizada.


"Sr. Morales" (Carrossel) e a professora Helena (Rosanne Mulholand)

Porém, ambos os veículos exigem do ator uma interpretação sincera e verdadeira, sobretudo. O ator deve estar vivo em cena o tempo todo, através do seu personagem, reagindo a tudo, contracenando de fato com os outros atores. É como um jogo de futebol, cujo objetivo é o gol. Se o ator jogar generosamente, dando muito de si e colaborando com seus parceiros, os resultados serão muito melhores e o gol será alcançado.


Destaco também a importância de o ator se preparar teórica e tecnicamente para a profissão, estudar bastante, fazer cursos afins, para assim poder exercer seu ofício com mais competência e qualidade. Além de também ir ao teatro como espectador, o ator deve assistir muitos filmes, viajar, conhecer novas culturas, estar antenado com o mundo e com o seu tempo, o que amplia bastante seu conhecimento, ajudando-o expressivamente na criação de seus personagens.
Na peça "Anjo Negro"

Como sabemos, a profissão de ator exige dedicação muito grande e imensa coragem para investir nela,
abdicando de muitos outros prazeres que a vida oferece, e dedicando muito de seu tempo pessoal à sua própria formação e treinamento. A pessoa que queira ser ator não deve contar somente com seu talento, e sim preparar-se arduamente para enfrentar as dificuldades naturais da profissão e, mais ainda, aquelas do mercado de trabalho. A competição é muito grande, o número de competidores é enorme, e poucos serão contemplados com o sucesso. Fundamental, entretanto, é persistir na luta para alcançar seus objetivos. Não desistir nunca. Assim tem sido comigo."

Deo Garcez



domingo, 16 de dezembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - Débora de Souza

Quando era criança participava de algumas peças da escola. Mas o contato com o teatro mesmo foi na época do vestibular quando fui assistir Camões com Paulo Goulart. Fiquei encantada com a atuação e os poemas! E neste momento surgiu a paixão por esta arte e não parei mais de me emocionar e deliciar com o teatro.

Débora de Souza - artesã, figurinista e estilista (Maruja da Cia. Nó ao Vento)



sábado, 15 de dezembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Fátima Braga


Eu já fazia teatro quando era pequena, criança ainda. Comecei interpretando uma árvore.
Cheguei a fazer um fantasma no "Romanceiro da Inconfidência" aos 15 anos.
Mas o "vermezinho" do tearo entrou mesmo em mim em 1995, quando comecei a frequentar os ensaios do Tap (Teatro de Amadores de Pernambuco). Lá tenho padrinho e madrinha. Escrevi uma peça chamada "História de uma mãe" e dirigi esta peça, com alunos de um colégio. Daí, fiz o curso do Sesc e não parei mais. Já estou com 17 anos de carreira consecutiva, sem interrupções. Já fiz coisas mágicas.

O bichinho do teatro se tornou uma paixão incontrolável. O teatro é também a minha vida. Eu amo o teatro. E agora apresento minhas poesias no Sarau das artes, do Grupo João Teimoso. Embora com todas as dificuldades, a arte permanece viva em mim. É isso.

Fátima Braga - atriz e escritora



Como fui arrebatado pelo teatro - por Renato Scarpin

Acho que o teatro "cocus" me infectou quando assisti "Bella Chiau" em Curitiba! Eu anda fazia faculdade de engenharia e já tinha feitos esquetes no escotismo. (aliás, a minha 1 especialidade de escoteiro foi a de artista!). Aquela peça mexeu comigo e até hoje tenho vontade de montar esse trabalho.
Depois de formado, me inscrevi num curso de teatro chamado "Pé no Palco". E foi a minha sorte, pois a 

diretora é a responsável pela minha descoberta da minha vocação. Por isso digo que a Fátima Ortiz é a minha madrinha na profissão!! 

Um Viva ao teatro !!


Renato Scarpin - ator



sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Miguel Hernandez

Relembro que a primeira casa de minha infância era dentro de um estacionamento na Avenida Floriano Peixoto (que hoje é um shopping). Lá tinha um grande corredor por onde entravam os carros. O dono desse estacionamento, seu Miranda, era um artista plástico amador e durante anos foi criando inúmeras máscaras com que decorava a entrada do local. Na minha infância, para entrar e sair de casa eu passava por esse corredor. Todos os dias por entre essas máscaras africanas, orientais, indígenas, carnavalescas, demoníacas, monstruosas... Eram dezenas, frutos da imaginação de um artista diletante que insistentemente tomaram forma como um sopro de liberdade numa época censurada. Esse foi meu início involuntário no Teatro.


Miguel Hernandez - ator, diretor e produtor


Miguel Hernandez ao centro - Espetáculo "Paraíso"

Como fui arrebatado pelo teatro - por Adriano Cypriano

Como fui arrebatado pelo teatro - por Adriano Cypriano

Eu estava com treze anos e o professor de literatura chamado Hanry resolveu montar uma peça com seus 

alunos. Era uma história rocambolesca parodiando Peter Pan, mas fazendo alusões à ditadura militar ainda no poder. Lembro dos ensaios e como ficava fascinado pela possibilidade da representação. Nossa estréia foi caótica e uma garota acabou queimando seriamente as mãos... foram horas de angústia e poesia que impregnaram eternamente minhas lembranças.

Adriano Cypriano - ator e professor de teatro

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Antonio Rocco

Depois do teatro infantil, nunca mais tinha pisado em um teatro. Foi então, que aos 15 anos de idade,  junto com minha classe do Colégio Santa Cruz, assisti  “A Morte do Caixeiro Viajante” de Arthur Miller, com Nathalia Timberg e Paulo Autran.
Saí de lá com  a certeza que iria dedicar minha vida ao teatro.
Estávamos em plena ditadura. Fiquei certo que o teatro tem força pra derrubar qualquer regime, modificar qualquer pessoa.

Antonio Rocco - diretor teatral, do teatro Next


Como fui arrebatado pelo teatro - por Daphne Rego

Daphne Rego
O meu primeiro contato com o teatro foi quando eu tinha uns 7 anos, acho eu. Fui ver uma peça "O Chapeuzinho vermelho" com a turma da escola. E lembro-me que fiquei encantada...e quando terminou a peça, as cortinas (do teatro italiana) eram um vermelho muito intenso, quase sangue vinho e as outras crianças foram pedir autógrafos para a personagem principal e lembro-me de querer muito chegar perto da atriz mas a minha timidez não me permitiu. Mas fiquei mesmo admirada com toda a magia teatral. Tudo era lindo...o palco, as cortinas (que, devo dizer, foi o que mais me fascinou...e penso que me fascinou foi a questão do "abrir" do meu imaginário...existia um certo mistério...), as cadeiras, a alegria do público... enfim. Amei mesmo! Foi uma experiência incrível.

Daphne Rego - Atriz



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Admir Calazans



O bichinho do teatro me picou la na época do colégio. Tinha uma professora  (Nanci) de educação artística, que tinha o teatro como ferramenta de trabalho. E eu achava aqueles trabalhos os que eu mais me divertia, até porque desenhar eu era um fracasso. Taí, esse foi meu primeiro contato e, direto, porque já estava atuando. O primeiro espetáculo que me lembro de ter visto e achado o máximo foi: Sades ou noites com professores imorais do Sátyros....... ahhhhh viajei, me vi ali!Naquele espaço cênico.

Admir Calazans - Ator



Como fui arrebatado pelo teatro - por Américo Nouman Jr.

Acho que eu me apaixonei por teatro há muitos anos atrás quando vi, como público, um belo espetáculo de teatro. Não foi certamente a primeira peça que vi em minha vida, mas me encantei a ponto de nem lembrar quais haviam sido as outras. Era um texto da Maria Adelaide Amaral que vi no teatro FAAP com Juca de Oliveira e Irene Ravache. A peça chama-se DE BRAÇOS ABERTOS. Me fascinaram (hoje eu sei) a luz, o texto, as interpretações e até mesmo o espaço físico de um teatro. Bem, é isso. Espero ter podido contribuir com sua enquente. Beijos

Américo Nouman Jr. - dramaturgo



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Wismar Rabelo


Como eu entrei no Teatro?
Tudo começou quando fiz a letra da música  - Africando (Benguela e Luanda)




Meu parceiro Lula Barbosa disse:
- Cara, o que você pensou, essa letra é uma coisa é uma história...

Descobri que Teatro não é história é enredo ...
Escrevi um texto  "Bacalhau com tempero brasileiro" e no Teatro Maria De La Costa fizeram a leitura do meu texto.
Ali fui convidado a fazer parte de um grupo de estudo DRAMATURGIA coordenado por Chico de Assis.
Bebi da água, adorei e continuo escrevendo mesmo tendo dificuldade em mostrar meus textos.


Wismar Rabelo - poeta, compositor e dramaturgo


Como fui arrebatado pelo teatro - por Tally Mendonça

A atriz em "Uma certa Carmem"
Acho que meu primeiro encantamento com o teatro pode ser resumido nesse trecho:

Quando eu era pequenina, bem pequenina, eu tinha verdadeira adoração pelos smurfs. Era meu desenho 

preferido, eu tinha bonequinhos... Não preciso nem dizer que eu achava que eles existiam de verdade.
Um belo dia, minha mãe (também conhecida como Sra. Melhor Mãe do Mundo), me levou pra assistir a uma peça dos Smurfs. E lá estava eu vendo aquelas criaturinhas azuis. NA MINHA FRENTE! Pertinho. Tão real, tão de verdade... E a casa do Papai Smurf girava no palco e eu podia ver dentro. Era tão, mas tão mágico!
Do alto dos meus 3/4 anos, me encantei por completo. Passei a peça toda de boca e olhos arregalados, com aquele brilho no olhar que a gente tem só quando tem até 1 metro de altura e acorda na manhã do dia 25 de dezembro e encontra a árvore de Natal LOTADA de presentes reluzentes.

http://clementine-the-tangerine.blogspot.com.br/2009/11/o-dia-em-que-eu-revi-os-smurfs.html)

e eu completaria o surgimento do teatro na minha vida com esse texto:

http://clementine-the-tangerine.blogspot.com.br/2009/08/pq-eu-fui-fazer-teatro.html

Tally Mendonça - Atriz





segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Cláudio Phonseca

Minha primeira experiência com o teatro foi criar um texto teatral pra escola, pra aula de português, já comecei escrevendo, dirigindo e atuando. Muito ousado. Era um texto simples, que falava da adolescencia e seus conflitos.
Sem percerber, o bichinho da arte, mais especificamente o bichinho do teatro havia me infectado. E nunca mais fui curado. E nem quero.
Foi na primeira oficina de teatro que fiz, que tive a real dimensão que o teatro tem. O teatro foi pra mim uma ponte pras outras artes e principalmente pro próximo. Me tornei mais humano. Mais gente.
O teatro abriu a janela do mundo pra mim. Uma janela que abre uma só vez, e não fecha nunca mais.


Claudio Phonseca – Ator e produtor


Farol - Nutrição com Renata Belarmino

Quer energia? Conte com os carboidratos

Ensaios, ensaios e mais ensaios, quantas vezes não perdemos a energia com a rotina de trabalho?

Por isso, é fundamental o consumo adequado de alimentos, para que tenhamos a quantidade de energia o suficiente para realizar todas as atividades diárias.

Neste sentido, devemos apostar em alimentos fontes de carboidratos, pois estes representam até 65% do total de calorias da nossa dieta*, segundo International Journal of Sports Nutrition. Durante a atividade física queimamos o glicogênio presente no músculo e no fígado, portanto, o consumo de alimentos fontes de carboidratos é fundamental tanto para fornecer como para repor a energia perdida.

Então se lembrem, contra o cansaço aposte em carboidratos. Inclua alimentos como batata, arroz integral, macarrão integral, pães, frutas, que são fontes desse substrato tão importante para a manutenção do corpo.

*A quantidade de carboidratos pode variar de acordo com as necessidades de cada indivíduo. O consumo deve ser moderado.

Renata Belarmino
Nutricionista e Personal Diet CRN 35113/P
renatabelarmino@yahoo.com.br



Como fui arrebatado pelo teatro - por Fábio Jerônimo


Posso dizer que o teatro entrou em minha vida de forma plena quando li "Pra acabar com o julgamento de Deus" do Artaud, não sei expressar ao certo o que senti e sinto quando leio e releio o texto. Até então não gostava de teatro, achava tudo muito chato e cá estou eu no ano que completo 20 anos de palco e bastidor respondendo sobre minha primeira experiencia.


Fábio Jerônimo – ator e técnico teatral


domingo, 9 de dezembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Maria Isabel Gomez

A primeira vez que vi teatro, foi marionete eu tinha 4 anos. Meu avô me levou e em seguida me fez teatro em casa pois ele era ator. foi assim!

 

Maria Isabel Gomez - da coordenadora de produção da Conteúdo Teatral


sábado, 8 de dezembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Regis Monteiro


Meu primeiro trabalho foi uma produção de Cleide Yáconis - Capital FEDERAL no Teatro Anchieta, sob direção de Flavio Rangel- 1972 - já era ator de novelas na extinta tv tupi....foi um grande marco em minha carreira....com Suely Franco, Riccelli, Walter Breda, Neusa Borges, Odilon Wagner, e muitos outros ,todos muitos queridos !!!!!

 

Regis Monteiro - Ator


Como fui arrebatado pelo teatro - por Marcos Tibério

Marcos Tibério em cena

Meu primeiro contato com o teatro foi com 14 anos numa pequena peça da escola, fiz um personagem que era um inspetor de alunos, uma pequena participação.
Depois fui ter contato com o teatro no curso básico do Macunaíma e foi num esquete na aula do Zé Aires que fiz a minha primeira cena com uma garota chamada Ligia, a cena ficou muito legal e foi muito elogiada, fiquei feliz e satisfeito. Acho que é isso.
 

Marcos Tibério - ator


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Marco Aurélio Ozzetti

Dzi Croquettes

Meu primeiro contato com teatro, foi inesquecível. Nunca tinha ido ao teatro. Assisti 3 vezes o musical "DZI 

CROQUETES", em 1972.

Marco Aurélio Ozzetti do Espaço Cultural Tendal da Lapa

Como fui arrebatado pelo teatro - por Rodolfo García Vázquez

A primeira experiência realmente epifânica que tive com o teatro foi quando assisti ao Trilogia Kafka, o Processo de Gerald Thomas. A primeira cena abria com algum trecho de uma ópera do Wagner, muita fumaça na sala e pin beams recortando o ar. As sombras dos atores passeavam entre os recortes de luz. Aos poucos, se revelava o cenário de uma biblioteca gigantesca de Daniela Thomas e o Damaceno surgia, tragicamente envolto no mito kafkiano. Aquilo foi o suficiente para entender que o teatro poderia inspirar uma experiência sublime. E é a força daquela imagem teatral suprema que sempre busco realizar no meu trabalho.
 








Rodolfo García Vázquez  - do ator, diretor do grupo de teatro Satyros e professor da São Paulo Escola de Teatro 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Uarlen Becker

Uarlen Becker
Meu primeiro contato com o teatro foi ainda criança, eu devia ter uns 08 anos, vi uma peça de rua (ou seria performance? Ou estou enganado e não foi teatro, foi real?) numa praça que abriga um cine teatro e onde está localizada a antiga casa da família do poeta Castro Alves. Era um dia de domingo e eu lembro de uma noiva chorando, depois falando um poema e uns três ou quatro músicos vinham atrás tocando uma música triste. Entraram no teatro. Não entrei. Depois, todos os domingos lá estava eu pedindo para entrar de graça na casa de espetáculo, o Cine Teatro Solar Boa Vista. Vi muita peça infantil por lá, lembro do colorido dos cenários. Mas a noiva chorando, declamando poemas e com os músicos jamais esqueço.

Uarlen Becker - ator e diretor


Como fui arrebatado pelo teatro - por Kamunjin Tanguele

Meu primeiro contato com teatro foi aos 6 anos de idade, no pré-primário (olha isso!!! sou do tempo do
pré-primário e não Educação Infantil!). A gente tinha bastante atividade de teatro lá. Volta e meia a professora fazia teatro com a gente. Apesar de eu sempre fazer teatro na escola, esta opção de ser atriz nunca havia passado pela minha cabeça. Sempre quis ser médica... Mas nunca estive fora do palco... Então, lembro que minha primeira experiência foi fazendo a Nossa Senhora da história do Negrinho do Pastoreio.Lembro da roupinha e tudo... Eu falava e abençoava o Negrinho.Ficava emocionaaadaaaa!(risos)... Que legal... Boas lembranças essas...
Depois fui crescendo e aos 18 anos de idade pensei pela primeira vez em fazer teatro profissionalmente. Prestei vestibular pra 1a. turma de cênicas da USP, quase entrei, ficou faltando só uns 30 pontos pra conseguir!Brincadeira... Bom, como não passei, me afastei um pouco do teatro por uns 6 anos e retornei já morando em Campinas e fiquei nele até hoje.
Agora tô na USP, na Linguística,pra eu conseguir minha resposta a respeito da enunciação (do momento da fala efetivamente) do ator. Respostas estão por chegar, viu? Tenho descoberto coisas bastante interessantes neste ponto.
E é isso... Este foi o bichinho do teatro que entrou em minha alma e se manterá por toda eternidade eu acredito. No mais, continuamos nossa jornada, né? Parabéns ao grupo pela iniciativa, viu? Muito legal da parte de vocês abrirem espaço no blog pra partilhar as experiências de outras pessoas.Dizem que um bom contador de histórias é aquele que vive suas experiências por si e por ouvir as experiências de outrem...

Kamunjin Tanguele - atriz, diretora e arte-educadora


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Luiz Thomaz



Foi no Teatro Dulcina, Rio de Janeiro, quando Jorge Amado assistiu a uma apresentação especial da peça Velhos Marinheiros (adaptação da obra dele), e ao final, ele subiu no palco e conversou com todos nós.

Luiz Thomas – ator, diretor e professor de interpretação


Como fui arrebatado pelo teatro - por Murilo D. César

Eu tinha 17 anos e, como era católico, frequentava a Igreja Matriz do Bairro de Santana. Atrás dessa igreja e de propriedade dela, havia um salão paroquial em que se realizavam conferências sobre religião, peças teatrais e shows de amadores. Por curiosidade, fui assistir a um show desses shows, muito simples, em que havia de tudo: jogral, declamações, músicas tocadas ao piano (quase sempre religiosas), quadros de humor, etc. Fiquei maravilhado e pedi para participar do próximo show do jeito que me fosse possível. Puseram-me num número de jogral: era a história de um peixinho que, pescado, torna-se amigo do pescador, que passa a educá-lo como gente. Aí o peixinho desaprendeu a nadar e, quando retornou à água, morreu afogado. Soube muito tempo depois que se tratava de uma historieta  de Mário Quintana e assisti a mesma historieta muito bem interpretada por Paulo Autran, no monólogo “Quadrante”. A partir desse jogral, passei a fazer parte do grupo amador da Igreja de Santana e, como ator, trabalhei em diversos shows e peças, entre as quais DE TAMANHO DE UM DEFUNTO, de Millôr Fernandes; O HOMEM DA FLOR NA BOCA, de Pirandello e ANASTÁCIO, de Joracy Camargo. Quando estávamos para montar A MORATÓRIA, de Jorge Andrade, o pessoal se desentendeu e  cada um tomou seu rumo. Deixo claro: essas três peças foram muito bem encenadas, graças a Sebastião de Souza, um diretor competentíssimo vindo da antiga TV Tupi, que me ensinou muito do que aprendi sobre teatro, especialmente estudo pormenorizado do texto e de cada fala dos personagens, movimentação cênica, postura, entonação etc.  Tão bem feito era nosso trabalho, por exemplo, em DE TAMANHO DE UM DEFUNTO que, na mesma ocasião em que estávamos em cena com essa peça, fomos assisti-la no Maria Della Costa, então o melhor teatro de São Paulo, interpretada por conhecidos atores da época, entre os quais o saudoso Fernando Baleroni, então famoso ator de teatro, cinema e tevê.. Saímos do teatro felizes da vida. Nosso trabalho (afirmo isso hoje, com absoluta certeza, mais de quarenta anos) era melhor. Ouso dizer: bem melhor e graças, repito, ao grande diretor Sebastião de Souza com quem,  infelizmente, nunca mais tive contato.

Nosso grupo – inesquecível! – tinha um título pomposo dado pelo Sebastião: ART – ACADEMIA DE REPRESENTAÇÃO TEATRAL.

Ah, nós nos amávamos tanto... Éramos tão amigos, tão companheiros, andávamos sempre  juntos enquanto durou o grupo em festas, bailinhos, passeios... e, principalmente, éramos tão  jovens, quase meninas e  meninos – e talentosos!... Disse que nunca mais tive contato com o Sebastião; aliás, nunca mais vi nenhuma companheira, nenhum companheiro da ART – ACADEMIA DE REPRESENTAÇÃO TEATRAL. Todos tão queridos…

Com frequência, em meus muitos momentos de solidão, melancolia / nostalgia, ponho-me  a pensar: onde 
será que andam, onde será que andamos todos nós… todos nós que éramos aquelas moças e aqueles rapazes tão bonitos, tão jovens,  tão talentosos, tão sorridentes  e, principalmente, tão felizes da vida?

Murilo D. César - ator, diretor e dramaturgo



Receita do Grumete - Salada portuguesa

Ingredientes:
- 1/2 k. de batatas cozidas em cubos
- 01 kilo de bacalhau cozido e desfiado
- 1/2 k. de grão de bico
- 01 xícara de cebola picada
- 01 xícara de salsa picada
- 02 dentes de alho picados
- 01 xícara de azeite
- 01 xícara de azeitonas
- 1/2 xícara de vinagre
- sal e pimenta

Modo de fazer:
Misturar todos os ingredientes e temperar com azeite e vinagre, sal e pimenta.
Deixar algumas horas para pegar gosto e servir fria.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Vanessa Santana

Foi no Macunaíma, fazendo uma cena de abajur lilás( eu tinha 14 anos, quanto tempo...).
Todas as peças me marcaram de formas diferentes, mas fazer a cena do estupro da Maria Cecília em "Bonitinha, mas ordinária" me marcou por ser um personagem e uma cena que eu nem imaginava como seria. Fora As troianas...sem comentários!!

Vanessa Santana – Atriz e fisioterapeuta


Teatro à Vapor - Direção de Luiz Baccelli

Como fui arrebatado pelo teatro - por Beth Néspoli

Tenho a lembrança vívida do primeiro teatro que vi, aos cinco anos, no pátio da Igreja Católica que eu frequentava. Era sobre um caminhão, na boleia do caminhão, e era um teatro de bonecos de luva, de fantoches, não sei bem como chamar, acho que tem um nome específico. Lembro que tinha aqueles personagens característicos, o criado negro esperto, o coronel mandão, os enamorados. Eu fiquei encantada com aquilo. Dois anos depois, já aos oito, também na Igreja, vi um teatro 'de gente'. Não lembro direito a história, só lembro de um menina cantando com uma voz linda. Achei aquilo igualmente maravilhoso, mas era tudo muito onírico, como um sonho. Aí, só aos 19 anos voltei ao teatro (eu morei em Niterói até os 26 anos, e Niterói não é o Rio, menos ainda na época que eu era criança, e minha família não tinha o hábito de ir ao teatro). Aos 19 (1976) eu vi Equus, do Peter Shaffer, um drama psicológico, numa montagem protagonizada por Ricardo Blat dirigida pelo Celso Nunes, no Rio, no antigo Teatro da Caixa. Aí o teatro me pegou. Eu vi no palco, porque era uma daquelas montagens na qual os atores não saim do palco, quando estavam fora de cena, sentavam ali mesmo, em cadeiras, e observavam os outros. Antes do início do espetáculo chamaram pessoas do público, quem quisesse, para sentar ali, no palco, nas cadeiras que sobravam, junto com eles. Eu imediatamente subi. Nem sei por que tive esse impulso. Eu e meus amigos, éramos eu e três amigos homens.
Foi um impacto. Vi pertinho, vi ao lado dos atores que estavam 'fora de cena' e pela primeira vez eu vi algo que não era 'encantandor', pelo contrário, era terrível, alguém cegava cavalos, tinha uma 'transa' em cena com atores nus e, mais do que tudo, o teatro fez com que eu compreendesse os 'motivos' para alguém cegar cavalos. Era possível compreender profundamente um ato à primeira vista monstruoso. Eu estava com amigos, mas saí em silêncio, nem queria falar, estava totalmente mobilizada. Os cavalos, lembro até hoje, eram bailarinos com uma máscara de metal vazada e dentro delas havia lanternas em lugar dos olhos, que os atores apagavam ao serem cegados. A linguagem não era de um naturalismo amesquinhado, havia procedimentos estéticos, como o uso de máscaras e a coreografia dos cavalos e ainda a ocupação do palco pelo público que contribuíam para pertubar a recepção. Enfim, eu vi esse espetáculo três vezes seguidas e daí em diante nunca mais deixei 'as plateias'

Beth Néspoli - jornalista



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Ricardo Grasson

Meu primeiro contato com o que você chama de "o bichinho" foi em uma aula experimental com a atriz Celia Helena. Passei 2 horas ouvindo ela falar sobre o "ser ator" e entre as muitas coisas que ela disse naquele dia me marcaram as seguintes: ...o ator é aquele que tudo observa... ...leiam estudem, leiam estudem, leiam estudem... o teatro é como um virus de uma doenca sem cura, quando entra dentro de vocÊ nunca mais sai, a diferenca da doenca é que você reza todos os dias para ele nao te abandonar.


Ricardo Grasson - Ator da Cia. Clube Noir


Como fui arrebatado pelo teatro - por Chrys Madeira

A primeira de todas foi aos 6 anos de idade, no Colégio dos Santos Anjos, lá em Varginha, fazendo a Branca de Neve em uma "pecinha". O colégio era maravilhoso, tinha um teatro delicioso e na minha turminha tinha uma galera que adorava fazer teatro, lembro que brigávamos muito com as freiras para conseguir fazer nossas peças e o melhor, é que sempre estávamos no palco, pois qualquer data ou acontecimento era motivo para irmos à cena.
O meu primeiro prêmio em Teatro, foi na quarta série primária como melhor direção, o espetáculo era "Robin Hood". Tenho até hoje a minha
placa de prata. Desde muito cedo surgiu a paixão pelo Teatro em mim, aliás, isto vem de outras vidas...
Ah, tenho muitas histórias desta época tão deliciosa e inocente...
Vixe!!! Não só desta época, agora começou a vir outras muitas na cabeça...

Chrys Madeira Kaya Mujeuin – atriz, diretora e arte-educadora


domingo, 2 de dezembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Jacqueline Rodrigues

Não me lembro a data, mas sei que ja faz alguns anos, uns 4 mais ou menos que um amigo meu, que é ator, me chamou pra assistir uma peça de teatro, na época parecia coisa de outro mundo e de fato é, o teatro nos leva pra outro mundo ou pelo menos a exergar o mundo de outra forma.

Me lembro da emoção de simplesmente comprar o ingresso na bilheteria, parecia criança na fila do algodão doce. (risos)

Ao entrar no teatro parecia algo magico, o palco, as luzes, as poltronas, o cenario...tudo muito lindo.

A peça foi incrivel e desde entao me apaixonei!

Teatro é assim faz algo simples ser surreal e verdadeiro.

Seja pra rir, chorar, emocionar...sempre existe uma mensagem que fica gravada no coração seja do publico seja do ator.

Jacqueline Rodrigues - uma amante confessa do teatro



Receita do Grumete - salada de couve frita

Ingredientes:
- Óleo, suficiente para fritar
- 1 maço de couve cortada em tiras finas
- 2 dentes de alho picados grosseiramente e fritos
- Azeite a gosto
- 2 colheres (sopa) de vinagre balsâmico
- 1/2 maço de rúcula picada grosseiramente
- 100 g de queijo parmesão ralado
- 100 g de tomate seco cortados em tiras
- 50 g de nozes picadas
- Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de fazer:
Numa panela com óleo quente, coloque e retire rapidamente pequenas porções de 1 maço de couve cortada em tiras finas (somente para "dar um susto"). Retire e escorra em papel-toalha.
Num recipiente, junte a couve (já frita), 2 dentes de alho picados grosseiramente e fritos, azeite a gosto, 2 colheres (sopa) de vinagre balsâmico, 1/2 maço de rúcula picada grosseiramente, 100g de queijo parmesão ralado,100g de tomate seco cortados em tiras e 50g de nozes picadas. Misture bem, tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto e sirva a seguir.


sábado, 1 de dezembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Carlos Palma

O ator em "Einsten"
Eu é que invadi ele com minha mãe pelos 5 ou 6 anos numa comédia amadora feita pelo que soube e me lembro por operários do sindicato dos tecelões no Circulo Operário pertinho de casa nos Campos Elíseos em Ribeirão Preto no final dos anos 50. A peça? Uma imitação bem amadora do musical Uma Pulga na Camisola grande sucesso no Rio daquela época. Vários daqueles atores passavam frequentemente na frente de casa e sempre me lembrava deles no palco quando eu os vi pela primeira vez. Voltamos várias vezes para ver outras representações, outras peças.

(Mais tarde descobriria que minha mãe havia feito teatro em sua terra natal, Ibirá, representando Maria Madalena em encenações religiosas.)

E foi neste momento que as radio novelas invadiram minha casa quando minha mãe costurava que nem louca para contribuir no sustento obrigando-me ouvir junto histórias de fazer lágrimas.

E a noite na cama, com meu pai do lado, grudado no rádio ouvia programas humorísticos vindos da carioca e antiga Rádio Mayrink Veiga.

Fui pego assim pelo teatro, pelos amadores e pelo rádio, bem pequeno onde tv só existia para poucos.

Carlos Palma - ator (Núcleo Arte Ciência no Palco)



Como fui arrebatado pelo teatro - pelas "Marujas da Cia. Nó ao Vento"





 
 Rita Brafer, Denise Orthis, Sandra Dias e Cláudia Fernanda, contanto o seu primeiro encantamento... Ahhh! O Teatro!

Rita Brafer - Atriz

"O teatro entrou na minha vida de repente, me pegou desprevenida e me arrebatou para sempre!
Foi na escola, eu estava no colegial, 2º colegial. Na escola em que eu estudava, o saudoso "Paiva", uma escola estadual no Campo Belo em SP, tinha um teatro incrível. Teve uma apresentação de uma peça lá, era um Monólogo, o texto do ator eram poesias do Carlos Drummond de Andrade. A poesia saia da boca dele com tal naturalidade de fala que se entendia e se sentia tudo, mais que isso, se visualizava cada cena...tinha uma cena incrível, era o filho pedindo "abenção" ao pai, inúmeras vezes até que na última ele soltava um "Deus te abençoe e vai dormir desgraçado". A peça foi incrível, o cenário era simples, a luz era mágica o ator era um ser divino que desceu à terra aquele dia para me arrebatar, tenho certeza. Bom, tínhamos que escolher uma das cenas/poesia da peça para comentar e entregar como trabalho para a professora de literatura. Enlouqueci e comentei todas as cenas/poesias e entreguei um trabalho de 10 páginas.
A partir daí o teatro me prendeu. Ou melhor, me libertou! E cada peça que eu via meu coração palpitava antes da cortina abrir me imaginando atrás dela. Respirava fundo dentro dos teatros porque aquele cheiro me fazia bem, me dava vontade de chorar.
Até ir ao Paulo Eiró, em 1999, e ver uma montagem de Navalha na Carne de Plínio Marcos...e assisti de cima do palco (eles colocaram parte do público em cadeiras "dentro" do cenário para ter uma proximidade maior). Me apaixonei e aceitei que era esse caminho que eu também queria seguir. E queria, um dia, viver aquela mulher, totalmente humana que vi na Neusa Sueli, um dia no palco. Em 2010 realizei esse sonho.
O Teatro é meu. Eu sou Teatro."

Denise Orthis - Atriz
"O primeiro contato que tive com o teatro foi para um trabalho de escola. Como não suportava isso, então assisti uma peça que falava sobre a Marquesa de Santos e depois da peça aconteceu um bate papo com os atores. Eles explicaram o processo e foi a partir daí que me apaixonei.
Depois disso comecei a assistir outras peças e ficava cada vez mais apaixonada. Trabalhava em uma empresa que tinha a semana da Sipat que falava sobre a prevenção de acidentes no trabalho, entrei para esse grupo para fazer a apresentação e foi amor eterno. Depois disso entrei para o curso de teatro e graças a Deus não parei até hoje e espero continuar até o quanto meu corpo e mente puderem agüentar.
Bom foi isso o que a aconteceu comigo."

Sandra Dias - Atriz

Comecei a fazer teatro, apresentações pequenas na igreja que eu frequentava. Eu assumi a coordenação de um grupo de jovens na minha cidade e uma vez por mês o padre abria espaço para que a gente fizesse algo na missa, cantar, dançar algo para evangelizar os adolescente, porém a unica coisa q eu conseguia fazer eram encenações atraves do evangelho do dia. Isso me facinava, eu fica deslumbrada com o coração disparado parecendo que ia sair a qualquer momento pela boca, pelas minhas pernas ficarem bambas. E ali começou um caso de amor, meu com a arte e depois de um tempo resolvi estudar e me dedicar um pouco a mais. Pois, só assim eu sentia que era plenamente feliz."

Cláudia Fernanda - Atriz

"Meu primeiro contato com teatro eu devia ter uns 5 ou 6 anos e meu pai me levou pra ver uma peça infantil no Parque São Jorge (quem é Corinthiano entende!)...
Foi nesse infantil que fiquei encantada!!! Pra sempre!"


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Teka Barnabe

Paulo Autran
Minha mãe era amante das artes . Adorava filmes antigos, e me falava de cada um deles , fotonovelas nas revistas e novelas de rádio também.E eu diante de tudo aquilo que ela me apresentava pensei o quanto seria bom ter alguma coisa para colecionar, ou mesmo sentir prazer em viver aqueles momentos de ilusão, mas tão reais que os filmes e as novelas provocavam nela.
Aos meus 12 anos fiz parte de uma Cia de Teatro na Biblioteca Kennedy em Santo Amaro, São Paulo, e de lá em diante nunca mais pude ficar longe dos palcos. Como atriz no passado, como expectadora , e agora de 04 anos para cá, como produtora. Nunca mais consegui deixar de ir ao teatro, mesmo muitas vezes não tendo dinheiro para o lanche, andava  a pé para podermos pagar ingressos em bons teatros e ver coisas que hoje realizo.

Paulo Autran, Laerte Monrone, Maria Izabel de Lisandra eram os meus atores prediletos e onde eles se apresentavam eu dava sempre um jeito de ir. Eu fiz parte de um grupo em São Paulo que não perdia um espetáculo desses atores. Qualquer diretor geral antigo sabe do que eu falo.
O teatro é um bichinho maravilhoso que me mordeu aos 12 anos e hoje me sinto muito realizada em poder levar esta energia a muita gente.

Teka Barnabe - Produtora teatral


Como fui arrebatado pelo teatro - por Paulo Goya


Eu tinha 3 anos, fui o padre na quadrilha do que se chamava parque infantil, hoje EMEI, acho que se chama assim, da prefeitura la na Rua da Consolação. Tinha uma passagem para a Rua Maria Antonia, onde ainda estava a USP e onde minha mãe estudava ainda.
Junto com esta experiencia, teve também o encontro do grupo, da equipe. Quando volto atrás e penso no que é o teatro para mim, vejo sempre essa cena. Marcou minha ideia sempre de trabalho de equipe. De criação em conjunto.
Agora, na fase mais adulta, seguramente foi o Rei da Vela. Mas dai já com uma visão crítica do mundo, aos 16 anos. No entanto, vale sempre lembrar, que jamais pensei em ser ator, eu ia ser médico. Foi o convite do Zé Celso para integrar o elenco do Galileu que me fez conhecer o teatro. As aulas com Kusnet no Oficina. Daí a verdadeira consciencia do que é ser ator, de teatro digo bem, desse contato maravilhoso com o público - que no fundo é a minha maior paixão - do efêmero da representação teatral. Amo a idéia de que a cada apresentação será sempre um novo espetáculo. Uma nova experiência. Se me afastei do teatro nestes anos é porque sinto que tudo isso já não tem mais lugar. Os espetáculos colaborativos não visam na verdade um diálogo com o público mas antes de tudo performances pessoais sem muito desejo de uma troca - de um diálogo - com o público.

Paulo Goya - ator, diretor e diretor executivo do Casarão do Belvedere


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Moises Miastkwosky


E o palhaço o que é ?
Vou tecer algum comentário sobre a importância que um palhaço teve na minha vida. Eu devia ter oito anos de idade onde residia com a minha família, de judeus da Ucrânia, na cidade de Laranjal Paulista, pequena cidade do interior paulista. Meu pai tinha uma loja de móveis, como todo bom judeu tem. Na pacata Laranjal Paulista não tinha quase nada para se fazer, era de casa para escola, da escola para casa e, as vezes, para casa de algum amiguinho. As vezes, aos finais de semana, ia ao cinema, onde sempre assistia o mesmo filme “Flash Gordon” ou os épicos do cinema italiano que quando criança eram fantásticos e, hoje, vejo o quanto eram ruins. A felicidade surgia quando vinha para Laranjal um cirquinho com a lona remendada que mais parecia um cortejo cigano do que um verdadeiro circo, mas tudo aquilo se transformava, como magia, quando o espetáculo acontecia. O circo apresentava dramas, comédias, momentos hilários, como o palhaço, que sempre, além de suas façanhas como cômico, se apresentava em dramas e em hilários momentos da palhaçaria, e sempre era o protagonista. E o menino, judeu, ia em todas as apresentações, fugia de casa, mas estava em todas as apresentações. Para mim era fantástico aquele universo, tão mágico quanto comungar na igreja católica mesmo sendo judeu, para desespero do padre da igreja matriz que corria e gritava: “Pega! Não deixe ele comungar, ele é judeu!”. Enquanto o circo estava em Laranjal, lá estava eu na arquibancada me emocionando com os dramalhões e sentindo uma catarse que eu não entendia bem. Por quê o circo e aquele palhaço me atraiam tanto¿ Por quê aquelas histórias, intituladas “O céu uniu dois corações”, “A marca da ferradura”, “O ébrio”, “Coração materno” e tantas outras tinham o poder de me cativar tanto¿ Era como se existisse um elo entre aquela criança e aquele universo de magia. Eu sempre notava que aquele palhaço, que mostrava tanta alegria e ao mesmo tempo tanta tristeza, me percebia na platéia, até que um dia me vendo franzino e desengonçado me levou para participar de uma peça. E eu fui. Não entendendo muito bem o que estava acontecendo, mas fui. Parecia que aquele palhaço não era um simples palhaço, mais parecia materialização de um sonho, algo que veio, talvez de uma projeção inconsciente. Tudo aquilo era muito fascinante, eu não sei exatamente porquê, mas eu tinha que estar com aquelas pessoas. Creio que foi naquele instante, naquele cirquinho pobre, de lona remendada, e um fantástico manjar de groselha que tinha gosto de festa, que nasceu o Moisés artista. Não posso dizer que foi influência, nem herança de família, pois a teatralização estava pré-destinada. Quem hoje me vê não tem ideia que tive o inicio da minha vocação em um palhaço guiado por Deus. A partir desta minha estréia “triunfal” não deixei mais de fazer teatro, mesmo fazendo-o no fundo da minha casa, cobrando como ingresso palitos de fósforo. A minha família não entendia o que estava acontecendo, embora de raízes russas ninguém da família lidava com essa arte dos “vagabundos”. Um dia o circo foi embora, e o menino foi atrás. Correndo e acenando. E aquele palhaço, que despertou a minha sensibilidade, ia acenando e sumindo com a poeira da estrada. O que foi plantado na minha alma persiste até hoje. Como eu sou o único da família que vai atrás do passado, de sua história, fui parar na Ucrânia e da mesma forma fui em busca daquele cirquinho e daquele palhaço, como se eu fosse envolvido por mistério que até hoje não tem explicação. Ah! Que saudade! Que saudade, palhaço Inholó!

Moises Miastkwosky - diretor


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Como o teatro me Arrebatou - por Cláudia Mello (atriz)

Com 2 aninhos, atravessava a rua de chinelinhos, para ir na casa dos Capilongo, familia italiana, que apresentava no quintal (deles) um teatro para a criançada, baseado na Comédia del 'Arte com direito a Pierrot, Arlequino, lindo.Tenho vivida lembrança!
Ia com minha mãe me segurando pela mão.
Foi minha galharufas! 

Teatro de Marionetes!

Cláudia Mello em "A Boa Alma de Setsuan" (2005)

Como fui arrebatado pelo TEATRO!

Gente, comecei uma "pesquisa" inocente.
Primeiro fiz a pergunta para os "Marujos" aqui da Cia. Nó ao Vento e somente a Cláudia, a Denise e a Sandra (além de mim) responderam.
Expandi para pessoas que vivem teatro, e pessoas que sei que gostam muito de ir ver, e para crianças... as respostas tem sido mágicas! E o teatro, mais uma vez, através dos relatos que venho recebendo me encantou!
Vou publicar diariamente aqui as respostas que venho recebendo, são muitas, vou procurar publicar uma por dia. Acho que também vão se emocionar e se identificar com muitas delas.


Se quiser contar o seu primeiro momento de encantamento conosco fique à vontade, é só nos mandar um email para cianoaovento@gmail.com

Encantada!
Rita Brafer

Nos próximos dias,  e antes de mais nada agradecendo imensamente pelo carinho de compartilhar essas histórias conosco,  vou postar aqui os depoimentos de Paulo Goya (ator, diretor e diretor executivo do Casarão do Belvedere), Cláudia Mello (atriz), Marco Aurélio Ozzetti (Espaço Cultural Tendal da Lapa),  Rodolfo García Vásquez (do ator, diretor e professor da São Paulo Escola de Teatro, dos Satyros), AméricoNouman Jr (dramaturgo), Kamunjin Tanguelê (atriz, diretora e arte educadora), Chrys Madeira (atriz, diretora e arte educadora), Marcos Tibério (ator), Vanessa Santana (atriz e fisioterapeuta), Regis Monteiro (ator), Uarlen Becker (ator e diretor), Moisés Miastkwosky (diretor), Maria Isabel Gomes (da coordenadora de produção da Conteúdo Teatral), Cláudio Phonseca (ator e produtor), Fábio Jerônimo (ator e técnico teatral), Beth Néspoli (jornalista), Wismar Rabelo (poeta, compositor e dramaturgo), Tally Mendonça (Atriz), Admir Calazans (ator), Teka Barnabé (Produtora cultural), Antônio Rocco (diretor teatral, do teatro Next), Ricardo Grasson (músico e ator da Cia. Clube Noir)... ufa!!!

Acompanhem o encanto de cada um deles!



Receita do Grumete - salada de pinhão

Ingredientes:
- 1kg de pinhão descascado
- 500g de ervilha
- 500g de fava
- 500g de feijão branco
- 4 colheres (sopa) de óleo
- Sal e orégano a gosto

Mode de fazer:
Cozinhar o pinhão por aproximadamente 40 minutos em fogo médio. Deixe esfriar e depois descascar. Enquanto isso, ferva o feijão, a fava e a ervilha separadamente. Leve ao fogo médio o óleo e junte o pinhão, a ervilha, a fava e o feijão branco, deixando cozinhar por cerca de 5 minutos, acrescente o sal e o orégano, tire do fogo e arrume em uma travessa. Sirva fria ou gelada.