sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Teka Barnabe

Paulo Autran
Minha mãe era amante das artes . Adorava filmes antigos, e me falava de cada um deles , fotonovelas nas revistas e novelas de rádio também.E eu diante de tudo aquilo que ela me apresentava pensei o quanto seria bom ter alguma coisa para colecionar, ou mesmo sentir prazer em viver aqueles momentos de ilusão, mas tão reais que os filmes e as novelas provocavam nela.
Aos meus 12 anos fiz parte de uma Cia de Teatro na Biblioteca Kennedy em Santo Amaro, São Paulo, e de lá em diante nunca mais pude ficar longe dos palcos. Como atriz no passado, como expectadora , e agora de 04 anos para cá, como produtora. Nunca mais consegui deixar de ir ao teatro, mesmo muitas vezes não tendo dinheiro para o lanche, andava  a pé para podermos pagar ingressos em bons teatros e ver coisas que hoje realizo.

Paulo Autran, Laerte Monrone, Maria Izabel de Lisandra eram os meus atores prediletos e onde eles se apresentavam eu dava sempre um jeito de ir. Eu fiz parte de um grupo em São Paulo que não perdia um espetáculo desses atores. Qualquer diretor geral antigo sabe do que eu falo.
O teatro é um bichinho maravilhoso que me mordeu aos 12 anos e hoje me sinto muito realizada em poder levar esta energia a muita gente.

Teka Barnabe - Produtora teatral


Como fui arrebatado pelo teatro - por Paulo Goya


Eu tinha 3 anos, fui o padre na quadrilha do que se chamava parque infantil, hoje EMEI, acho que se chama assim, da prefeitura la na Rua da Consolação. Tinha uma passagem para a Rua Maria Antonia, onde ainda estava a USP e onde minha mãe estudava ainda.
Junto com esta experiencia, teve também o encontro do grupo, da equipe. Quando volto atrás e penso no que é o teatro para mim, vejo sempre essa cena. Marcou minha ideia sempre de trabalho de equipe. De criação em conjunto.
Agora, na fase mais adulta, seguramente foi o Rei da Vela. Mas dai já com uma visão crítica do mundo, aos 16 anos. No entanto, vale sempre lembrar, que jamais pensei em ser ator, eu ia ser médico. Foi o convite do Zé Celso para integrar o elenco do Galileu que me fez conhecer o teatro. As aulas com Kusnet no Oficina. Daí a verdadeira consciencia do que é ser ator, de teatro digo bem, desse contato maravilhoso com o público - que no fundo é a minha maior paixão - do efêmero da representação teatral. Amo a idéia de que a cada apresentação será sempre um novo espetáculo. Uma nova experiência. Se me afastei do teatro nestes anos é porque sinto que tudo isso já não tem mais lugar. Os espetáculos colaborativos não visam na verdade um diálogo com o público mas antes de tudo performances pessoais sem muito desejo de uma troca - de um diálogo - com o público.

Paulo Goya - ator, diretor e diretor executivo do Casarão do Belvedere


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Como fui arrebatado pelo teatro - por Moises Miastkwosky


E o palhaço o que é ?
Vou tecer algum comentário sobre a importância que um palhaço teve na minha vida. Eu devia ter oito anos de idade onde residia com a minha família, de judeus da Ucrânia, na cidade de Laranjal Paulista, pequena cidade do interior paulista. Meu pai tinha uma loja de móveis, como todo bom judeu tem. Na pacata Laranjal Paulista não tinha quase nada para se fazer, era de casa para escola, da escola para casa e, as vezes, para casa de algum amiguinho. As vezes, aos finais de semana, ia ao cinema, onde sempre assistia o mesmo filme “Flash Gordon” ou os épicos do cinema italiano que quando criança eram fantásticos e, hoje, vejo o quanto eram ruins. A felicidade surgia quando vinha para Laranjal um cirquinho com a lona remendada que mais parecia um cortejo cigano do que um verdadeiro circo, mas tudo aquilo se transformava, como magia, quando o espetáculo acontecia. O circo apresentava dramas, comédias, momentos hilários, como o palhaço, que sempre, além de suas façanhas como cômico, se apresentava em dramas e em hilários momentos da palhaçaria, e sempre era o protagonista. E o menino, judeu, ia em todas as apresentações, fugia de casa, mas estava em todas as apresentações. Para mim era fantástico aquele universo, tão mágico quanto comungar na igreja católica mesmo sendo judeu, para desespero do padre da igreja matriz que corria e gritava: “Pega! Não deixe ele comungar, ele é judeu!”. Enquanto o circo estava em Laranjal, lá estava eu na arquibancada me emocionando com os dramalhões e sentindo uma catarse que eu não entendia bem. Por quê o circo e aquele palhaço me atraiam tanto¿ Por quê aquelas histórias, intituladas “O céu uniu dois corações”, “A marca da ferradura”, “O ébrio”, “Coração materno” e tantas outras tinham o poder de me cativar tanto¿ Era como se existisse um elo entre aquela criança e aquele universo de magia. Eu sempre notava que aquele palhaço, que mostrava tanta alegria e ao mesmo tempo tanta tristeza, me percebia na platéia, até que um dia me vendo franzino e desengonçado me levou para participar de uma peça. E eu fui. Não entendendo muito bem o que estava acontecendo, mas fui. Parecia que aquele palhaço não era um simples palhaço, mais parecia materialização de um sonho, algo que veio, talvez de uma projeção inconsciente. Tudo aquilo era muito fascinante, eu não sei exatamente porquê, mas eu tinha que estar com aquelas pessoas. Creio que foi naquele instante, naquele cirquinho pobre, de lona remendada, e um fantástico manjar de groselha que tinha gosto de festa, que nasceu o Moisés artista. Não posso dizer que foi influência, nem herança de família, pois a teatralização estava pré-destinada. Quem hoje me vê não tem ideia que tive o inicio da minha vocação em um palhaço guiado por Deus. A partir desta minha estréia “triunfal” não deixei mais de fazer teatro, mesmo fazendo-o no fundo da minha casa, cobrando como ingresso palitos de fósforo. A minha família não entendia o que estava acontecendo, embora de raízes russas ninguém da família lidava com essa arte dos “vagabundos”. Um dia o circo foi embora, e o menino foi atrás. Correndo e acenando. E aquele palhaço, que despertou a minha sensibilidade, ia acenando e sumindo com a poeira da estrada. O que foi plantado na minha alma persiste até hoje. Como eu sou o único da família que vai atrás do passado, de sua história, fui parar na Ucrânia e da mesma forma fui em busca daquele cirquinho e daquele palhaço, como se eu fosse envolvido por mistério que até hoje não tem explicação. Ah! Que saudade! Que saudade, palhaço Inholó!

Moises Miastkwosky - diretor


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Como o teatro me Arrebatou - por Cláudia Mello (atriz)

Com 2 aninhos, atravessava a rua de chinelinhos, para ir na casa dos Capilongo, familia italiana, que apresentava no quintal (deles) um teatro para a criançada, baseado na Comédia del 'Arte com direito a Pierrot, Arlequino, lindo.Tenho vivida lembrança!
Ia com minha mãe me segurando pela mão.
Foi minha galharufas! 

Teatro de Marionetes!

Cláudia Mello em "A Boa Alma de Setsuan" (2005)

Como fui arrebatado pelo TEATRO!

Gente, comecei uma "pesquisa" inocente.
Primeiro fiz a pergunta para os "Marujos" aqui da Cia. Nó ao Vento e somente a Cláudia, a Denise e a Sandra (além de mim) responderam.
Expandi para pessoas que vivem teatro, e pessoas que sei que gostam muito de ir ver, e para crianças... as respostas tem sido mágicas! E o teatro, mais uma vez, através dos relatos que venho recebendo me encantou!
Vou publicar diariamente aqui as respostas que venho recebendo, são muitas, vou procurar publicar uma por dia. Acho que também vão se emocionar e se identificar com muitas delas.


Se quiser contar o seu primeiro momento de encantamento conosco fique à vontade, é só nos mandar um email para cianoaovento@gmail.com

Encantada!
Rita Brafer

Nos próximos dias,  e antes de mais nada agradecendo imensamente pelo carinho de compartilhar essas histórias conosco,  vou postar aqui os depoimentos de Paulo Goya (ator, diretor e diretor executivo do Casarão do Belvedere), Cláudia Mello (atriz), Marco Aurélio Ozzetti (Espaço Cultural Tendal da Lapa),  Rodolfo García Vásquez (do ator, diretor e professor da São Paulo Escola de Teatro, dos Satyros), AméricoNouman Jr (dramaturgo), Kamunjin Tanguelê (atriz, diretora e arte educadora), Chrys Madeira (atriz, diretora e arte educadora), Marcos Tibério (ator), Vanessa Santana (atriz e fisioterapeuta), Regis Monteiro (ator), Uarlen Becker (ator e diretor), Moisés Miastkwosky (diretor), Maria Isabel Gomes (da coordenadora de produção da Conteúdo Teatral), Cláudio Phonseca (ator e produtor), Fábio Jerônimo (ator e técnico teatral), Beth Néspoli (jornalista), Wismar Rabelo (poeta, compositor e dramaturgo), Tally Mendonça (Atriz), Admir Calazans (ator), Teka Barnabé (Produtora cultural), Antônio Rocco (diretor teatral, do teatro Next), Ricardo Grasson (músico e ator da Cia. Clube Noir)... ufa!!!

Acompanhem o encanto de cada um deles!



Receita do Grumete - salada de pinhão

Ingredientes:
- 1kg de pinhão descascado
- 500g de ervilha
- 500g de fava
- 500g de feijão branco
- 4 colheres (sopa) de óleo
- Sal e orégano a gosto

Mode de fazer:
Cozinhar o pinhão por aproximadamente 40 minutos em fogo médio. Deixe esfriar e depois descascar. Enquanto isso, ferva o feijão, a fava e a ervilha separadamente. Leve ao fogo médio o óleo e junte o pinhão, a ervilha, a fava e o feijão branco, deixando cozinhar por cerca de 5 minutos, acrescente o sal e o orégano, tire do fogo e arrume em uma travessa. Sirva fria ou gelada.

domingo, 25 de novembro de 2012

Receita do Grumete - salada de abacate e mostarda

Ingredientes
- Folhas coloridas e variadas (alface roxa e crespa, rúcula, agrião)
- 2 fatias grossas de queijo branco light cortadas em tiras
- 1/4 de abacate cortado em tiras Molho de mostarda
- 2 col. (sopa) de mostarda
- 4 col. (sopa) de azeite extravirgem
- 1/2 col. (sopa) de mel
- Sal e pimenta a gosto

Modo de fazer
Arrume as folhas, o queijo e o abacate em um prato. Misture os ingredientes do molho e tempere a salada na hora de servir.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Receita do Grumete - salada francesinha

Ingredientes
- 1 prato (sobremesa) de alface lisa (ou mimosa)
- ½ xíc. (chá) de feijão-branco cozido (ou ervilha fresca cozida)
- 3 azeitonas pretas
- 6 tomates-cereja cortados ao meio
- ½ lata de atum light
- Folhas de salsa
- 4 col. (sopa) de croûton (cubos de pão torrado com azeite e orégano)

Monte a salada
Num prato, coloque a alface, o feijão, a azeitona e o tomate. Junte o atum, a salsa e o croûton. Regue com o tempero que preferir. Sirva em seguida.

Receita do grumete - salada espanhola

Ingredientes
- 4 folhas de alface
- 2 ramos de agrião (ou rúcula)
- 3 col. (sopa) de grão-de-bico cozido (ou feijão-branco cozido)
- 1 filé de peito de frango cozido e cortado em lascas
- ½ tomate em rodelas
- Sal a gosto
- 8 folhas de salsa

Monte a salada
Numa travessa, arrume a alface, o agrião, o grão-de-bico, o frango e o tomate. Tempere com 1 col. (sopa) de pesto de manjericão.


domingo, 18 de novembro de 2012

Receita do Grumete - Salada mexicana

Ingredientes:
- 4 tomates grandes, firmes e bem lavados

- 1 lata de atum light
- 1/4 de cebola em cubos
- 1/4 de pimentão verde em cubos
- 1/4 de pimentão vermelho em cubos
- 1 lata de milho
- 4 col. (sopa) de maionese light
- Folhas de coentro (ou salsa)

Modo de fazer
Corte uma tampa na parte superior dos tomates. Retire a polpa com cuidado e deixe os tomates virados para baixo sobre um papel-toalha para escorrer o excesso de água. Em uma tigela, coloque o atum, a cebola, os pimentões e o milho e misture a  maionese. Recheie os tomates e decore com coentro (ou salsa). Sirva em seguida.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Receita do Grumete - Salada italiana


Ingredientes:
- ½ xíc. (chá) de tomate-cereja
- 1 pimentão verde fatiado
- 1 dente de alho amassado
- 1 pé de alface romana cortada em tiras largas
- ½ xic. (chá) de erva-doce fresca picada
- ½ xíc. (chá) de cebola roxa em rodelas
- 6 azeitonas pretas sem caroços e picadas
- 4 rabanetes em fatias finas
- 2 col. (sopa) de azeite de oliva extravirgem
- Suco fresco de 1 limão
- 1 pitada de orégano desidratado
- 1 pitada de sal

Modo de fazer
Misture os oito primeiros ingredientes. Tempere com o azeite, o limão, o orégano e o sal. Sirva em seguida.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Farol - Nutrição com Renata Belarmino

Renata Belarmino
Nutricionista e Atriz
Sabemos que os profissionais do teatro precisam disponibilizar não somente sua estrutura emocional, mas também a estrutura física a favor da arte para a criação de um personagem.

Os trabalhos exigem muito do corpo, então é de extrema importância manter  uma dieta variada para suprir as necessidades do organismo, uma vez que a alimentação saudável contribui para evitar problemas de saúde, diminuir estresse e ansiedade e até pode potencializar o desempenho físico dos atores.

Mas sabemos também que o universo desses artistas inclui tantas atividades que falta tempo para que possam fazer uma refeição equilibrada em quantidade e em qualidade, e as escolhas inadequadas podem ser os “vilões” de quem quer colher os benefícios de uma alimentação saudável.

Desta maneira, em parceria com a Cia Nó ao Vento deixo aqui algumas dicas valiosas para quem quer fazer escolhas assertivas em prol de Qualidade de Vida.


Pra começar, vamos falar do principal, e muitas vezes (quase sempre), deixado em segundo (terceiro, quarto, quinto...) plano: a água!


Já bebeu água hoje?

Manter-se hidratado é fundamental, pois a água está envolvida no funcionamento adequado do intestino, produção de urina, suor (que ajuda a regular a temperatura do corpo), e também em outras muitas reações químicas do nosso organismo.

A perda de água durante a atividade física pode gerar no ator um estado de desidratação, que por consequência diminui o rendimento e causa prejuízos no desempenho físico e mental.

Podemos acompanhar a hidratação através das cores da nossa urina, onde os tons variam desde um líquido quase transparente para outro mais amarelado, o ideal é que esteja sempre nos tons mais claros que indica uma boa ingestão hídrica.

A recomendação de água pode variar, de acordo com as necessidades individuais, mas de modo geral procure ingerir no mínimo 2 litros, ao longo do dia.

Então se lembre de beber água para garantir uma boa hidratação e não perder a disposição nos ensaios.

Renata Belarmino é Nutricionista e Atriz e escreve mensalmente para a coluna "Farol" da Cia. Nó ao Vento.
Contato: renatabelarmino@yahoo.com

*Lembre-se, consulte SEMPRE um profissional Nutricionista para Reeducação Alimentar.

Farol - Cia. Nó ao Vento

Bom dia galera!!!

A marujada aqui da nossa embarcação está louca por boas dicas que nos ajude a navegar.
Então resolvemos, com a colaboração de alguns profissionais, publicar aqui no nosso "Diário de bordo" boas dicas para nos mantermos firmes e fortes no curso da arte.

Serão dicas de alimentação, exercícios, maquiagem, cuidados com a pele, com os cabelos, dicas de como se vesitir, etc etc, sempre preparadas por profissionais.

Será muito útil para nós e esperamos que para vocês também.


Pra começar, teremos a atriz e nutricionista Renata Belarmino com dicas de nutrição. A coluna da Renata será mensal e começa hoje, logo mais!


 
Boa navegação!!! Boa semana!
E aguardem logo mais a estréia da nossa coluna "Farol" com as dicas de nutrição de Renata Belarmino.


Rita Brafer

Nos enviem para o e-mail: cianoaovento@gmail.com, sugestões de coisas que gostariam de saber e nunca tiveram para quem perguntar... quem sabe a gente descobre um profissional para nos ajudar! 

Cia. Nó ao Vento: Receita do Grumete - Salada de melancia

Cia. Nó ao Vento: Receita do Grumete - Salada de melancia: Ingredientes para o vinagrete: - 2 col. (sopa) de geléia diet de laranja - 1/4 de xíc. (chá) de melancia em cubos e sem sementes - 3 col. ...

domingo, 11 de novembro de 2012

Receita do Grumete - Salada de melancia

Ingredientes para o vinagrete:
- 2 col. (sopa) de geléia diet de laranja
- 1/4 de xíc. (chá) de melancia em cubos e sem sementes
- 3 col. (sopa) de suco de limão
- 1 col. (chá) de azeite de oliva
- 1/2 col. (chá) de sal

Ingredientes para a salada:
- 4 xíc. (chá) de mix de folhas (rúcula, agrião e alface americana)
- 1 xíc. (chá) de melancia em cubos e sem sementes
- 1/2 xíc. (chá) de ricota em cubos
- 1/4 de xíc. (chá) de amêndoa em lascas
- pimenta-caiena (opcional)

Modo de fazer:
Faça o vinagrete: em uma panela pequena, aqueça a geléia até ficar líquida. Retire do fogo e deixe amornar. Bata a melancia no liquidificador para obter um suco e adicione-o à geléia com os demais ingredientes. Leve à geladeira por 15 minutos. Monte a salada: distribua as folhas em pratos individuais e coloque sobre elas a melancia e as lascas de amêndoa. Tempere com o vinagrete e polvilhe com a pimenta.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Receita do Grumete - saladas!!!

Galera, pra quem está afim de uma boa salada nesse calorzão e não aguenta mais a boa e velha alface e tomate o Grumete resolveu passar umas receitinhas diferentes e deliciosas! Tem saladinha para todos os gostos! São 9 receitas publicadas aqui as quartas e domingos a partir de hoje.

Pra começar, a "Salada mediterrânea", que leva lentilhas e amêndoas e é uma delícia!

Ingredientes:
- 1 xic. (chá) de lentilha
- 1/2 pepino em cubos
- 1/2 cenoura em cubos
- 4 rabanetes em cubos
- 8 tomates-cereja cortados ao meio
- Sal, limão e pimenta a gosto
- 2 col. (sopa) de amêndoa tostada sem a pele e cortada em pedaços
- 1 maço pequeno de agrião

Molho
- 2 col. (sopa) de azeite extravirgem
- 2 col. (sobremesa) de vinagre de vinho branco
- Sal a gosto
- 2 col. (sopa) de salsa picada
 

Modo de fazer
Numa panela com água e sal, cozinhe a lentilha al dente. Escorra a água e coloque em uma tigela. Misture os ingredientes do molho e tempere a lentilha. À parte, junte o pepino, a cenoura, o rabanete e o tomate-cereja e tempere com sal, limão e pimenta. Deixe descansar por 5 minutos. Acrescente a  amêndoa e misture na lentilha. Monte a salada num prato: coloque o agrião e, por cima, a lentilha com os outros ingredientes. Sirva em seguida.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Barco de Papel - Manoel de Andrade

 Quem sabe por tantos barcos
navegarem a minha infância
herdei essa enorme ânsia
por navios, terras e mares.

Nesse mar dos meus pesares
meu porto é uma ilha perdida
e assim naveguei na vida
passageiro do horizonte.

Hoje pergunto a mim mesmo
se não remei sempre a esmo
a bordo do meu batel…

Com meu sonho de criança
navegando a esperança
num barquinho de papel.


(Manoel de Andrade - poeta e autor do livro “Cantares”)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Retomando o leme!

Depois de uma breve ancoragem para acertar a rota, a Cia. Nó ao Vento está de volta ao mar porque, como disse o poeta, "navegar é preciso". Navegar é bom, é urgente, é belo... Eia marujos!!!

Entre os aprendizados importante dessa ancoragem que termina hoje fica a importante lição que "barco sem capitão está fadado a naufragar". Então vamos que vamos, assumindo a capitania desse navio e navegando mar adentro rumo ao próximo porto, que se abram as cortinas do tempo e que venha o TEATRO!!! A ARTE!!! A VIDA!!!

Mais uma lição: camarão que dorme a onda leva! Tem alguém dormindo aí? 
Tá na hora de acordar!

Içar velas e avante marujos!!!


Rita Brafer