quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Como fui arrebatada pelo teatro - por Rachel Ripani


Como Lucy na peça Drácula
Minha 1ª experiência com teatro foi aos 10 anos, minha querida avó e minha tia Lilia compraram ingresso para eu assistir "O Mistério de Irma Vap" - elas tinham ido antes e acharam que eu ia gostar muito, já que eu já fazia teatro amador no colégio. Elas me deixaram na porta (era caro assistir de novo, por isso eu fui só), e sozinha, sentada na platéia do Procópio Ferreira tive uma epifania. Eu ri tanto, e na companhia daquele teatro lotado, fiquei tão feliz, que tive certeza de que se fizesse alguém tão alegre quanto eu me sentia naquele momento eu seria uma pessoa realizada. E é o que venho tentando fazer desde então, e não pretendo parar!

Rachel Ripani é atriz


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Como fui arrebatado pelo teatro - por Giuseppe Oristanio


Nem tive tempo de escolher o Teatro, de ter a angústia ou a ansiedade da busca, de viver o dilema de ser ou não ser ator. O Teatro me escolheu tão cedo e tão definitivamente que tudo aconteceu mesmo antes de eu conhecer o real significado dessa tarefa que é o ato de representar. Eu tinha 13 anos e a primeira vez em que pisei num palco, aquilo nem era um palco. Era uma salinha de conferência do Hospital das Clínicas de São Paulo. Eu fazia o Pedrinho do Sítio do Pica Pau Amarelo para crianças da ala de ortopedia do hospital - todas engessadas, quebradas, imóveis em suas talas. Quando a peça começou e o meu momento de entrar em cena se aproximava, bateu um enorme pavor - um enorme pavor. Eu disse ao nosso diretor, que, vestido de porco, fazia o Rabicó: - Eu não to lembrando de nada. Eu esqueci tudo, tudo! Mesmo vestido de porco, ele me olhou nos olhos, sereno, e me disse: - Quando chegar a sua hora, você vai lembrar, fique tranquilo. A hora chegou e eu me lembrei mesmo. Hoje, 41 anos depois, dezenas de peças depois, ainda lembro disso com o frescor do momento, como se ainda sentisse o mesmo pavor que ainda me assalta eventualmente. Depois me lembro do primeiro palco de verdade, em 1972. Teatro Brasileiro de Comédia. O cheiro, as coxias, os refletores emitindo sua luminosidade e quase me cegando de paixão e magia. A vida mudou e as experiências se sucederam uma após a outra. As longas temporadas de sucesso e os retumbantes fracassos formaram em mim os calos que só a quilometragem de palco pode nos dar. Assim como já fiz temporadas de 5 anos ininterruptos, já ensaiei 6 meses para fazer apenas um único espetáculo de estreia e nada mais. Agora estou há quase 4 anos fazendo Doidas e Santas. Escrevendo este texto, aqui de Salvador, onde estamos hoje, trabalhando para o público da Bahia, sinto o mesmo arrepio do primeiro dia, o mesmo frisson da estreia, o mesmo pavor que só o sucesso e o fracasso nos proporcionam. E muitas vezes, bate a mesma insegurança de esquecer de tudo bem no meu momento de entrar em cena. Nessas horas, a mesma voz guardada até hoje dentro de mim aparece para me dizer: - Quando chegar a sua hora, você vai se lembrar, fique tranquilo. E a magia do teatro se repete, dia após dia, como tem acontecido nesses últimos 41 anos. E, sem nenhuma demagogia, espero viver esse pavor e esse prazer até meu último dia. É um privilégio. Para pouco, para poucos.

Giuseppe Oristanio é ator


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Como fui arrebatado pelo teatro - por Ithamar Lembo

O primeiro contato que tive com o teatro foi numa pecinha de final de ano no primeiro ano primário em que eu fazia "o mato". Isso mesmo... o jardineiro passava regando o jardim e "o mato" crescia balançando as mãozinhas com uma roupa verde, de papel crepom, horrível. Detestei a experiência. Primeiro porque não fui o jardineiro, o "papel principal". Segundo por causa da roupa ridícula.

Depois, aos 12 anos, por insistência da minha mãe, entrei numa peça que uma amiga dela dirigiu, chamada O Fantasma de Canterville, de Oscar Wilde. Fui na marra, puto da vida ( acho que ainda traumatizado pela pecinha do primário ), mas minha mãe achava que aquilo podia me "acalmar" um pouco, me fazer "melhorar" porque eu era uma peste.

Passei quatro meses ensaiando na má vontade, muito a contragosto, sem o menor prazer. Só queria contentar minha mãe e não via a hora que aquilo terminasse, a peça estreasse e acabasse pra eu voltar a ter meu tempo livre e voltar ao meu futebol.

Sem perceber eu decorava o texto muito rapidamente, as marcações e ainda lembrava a dos outros e sugeria soluções para as cenas. Estava mais envolvido do que minha marra imaginava.

No dia da estréia, todo mundo nervoso, ansioso e eu ali, querendo que começasse logo pra que terminasse logo também. Então chegou minha hora de entrar e quando pisei no palco e vi aquelas cabecinhas na penumbra olhando atentas pra mim, aquele "ar" que emana das pessoas e toca você lá em cima, alguma coisa mudou dentro de mim. Saí fazendo o que tinha que fazer com outra energia, outro astral, sentindo até um certo prazer de estar ali. No meio dessa primeira sequência, tive uma idéia de fazer uma coisa que não estava marcada, não havia sido ensaiada. Fui procurar o "fantasma" na casinha do Cuco no relógio. Peguei uma cadeira, subi, abri a portinha e forçava a cabeça como se quisesse olhar lá dentro. A platéia veio abaixo. Quando escutei aquelas risadas foi como se eu me sentisse o cara mais poderoso do mundo. Fiz 400 pessoas rirem sem fazer força.

Uma hora e meia de peça depois, entramos pro agradecimento. Luzes acesas, platéia de pé, olhares felizes, sorrisos na cara, palmas eufóricas e naquele momento eu tive certeza que nunca mais abandonaria o teatro. E do alto dos meus 12 anos, disse pra mim mesmo: vou fazer isso para o resto da vida.

Lá se vão 35 anos e estamos aí, fazendo isso a vida toda.

Ithamar Lembo é ator

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Para pensar - Carta ao ator D - Eugênio Barba

Li essa carta na época da escola de teatro, lembro que a Mônica Granndo nos levou.
Ela faz todo sentido do mundo pensando no teatro e nos atores de hoje...
Especialmente a parte em destaque.

Por isso reproduzo abaixo.
Rita Brafer

"Carta ao ator D" - Eugênio Barba

"Freqüentemente me surpreende a ausência de seriedade em seu trabalho. Não é devido à falta de concentração ou de boa vontade. É a expressão de suas atitudes.

Antes de tudo, tem-se a impressão de que suas ações não são ditadas por uma convicção interior ou por uma necessidade que deixa sua marca no exercício, na improvisação, na cena que você executa. Você pode estar concentrado no seu trabalho, não estar se poupando, seus gestos podem, tecnicamente, ser precisos e, no entanto, suas ações continuam sendo vazias. Não acredito no que você está fazendo. O seu corpo só diz uma coisa: obedeço a uma ordem dada de fora. Seus nervos, seu cérebro, sua coluna não estão comprometidos, e, com uma atitude epidérmica, quer me fazer crer que cada ação é vital para você. Você mesmo não percebe a importância do que quer fazer partícipe os espectadores.

Então, como pode esperar que o espectador fique preso por suas ações? Como você poderia, assim, afirmar e fazer compreender que o teatro é o lugar onde as convenções e os obstáculos sociais devem desaparecer, para deixar lugar a uma comunicação sincera e absoluta? Você neste lugar representa a coletividade, com as humilhações que passou, com seu cinismo que é autodefesa, e seu otimismo, que é a própria irresponsabilidade, com seu sentimento de culpa e sua necessidade de amar, a saudade do paraíso perdido, escondido no passado, na infância, no calor de um ser que lhe fazia esquecer a angústia.

Todas as pessoas presentes nesta sala ficariam sacudidas se você efetuasse, durante a representação, um retorno a estas fontes, a este terreno comum da experiência individual, a esta pátria que se esconde. Este é o laço que o une aos outros, o tesouro sepultado no mais profundo do nosso ser, jamais descoberto, porque é nosso conforto, porque dói ao tocá-lo.

A segunda tendência que vejo em você é o temor de levar em consideração a seriedade deste trabalho: sente uma espécie de necessidade de rir, de distrair-se, de comentar humoristicamente o que você e seus companheiros fazem. É como se quisessem fugir da responsabilidade que sente, inerente à sua profissão, e que consiste em estabelecer uma relação e em assumir a responsabilidade do que revela. Você tem medo da seriedade deste trabalho, da consciência de estar no limite do que é permitido. Tem medo de que tudo aquilo que faz seja sinônimo de fanatismo, de aborrecimento, de isolamento profissional. Porém, num mundo em que os homens que nos rodeiam já não acreditam em mais nada ou pretendem acreditar para ficarem tranqüilos, aquele que se afunda em si mesmo para enfrentar a sua condição, a sua falta de certezas, a sua necessidade de vida espiritual, é tomado por um fanático e por um ingênuo. Num mundo, cuja norma é o enganar, aquele que procura "sua" verdade é tomado por hipócrita.

Deve aceitar que tudo no que você acredita, no que você dá liberdade e forma no seu trabalho, pertence à vida e merece respeito e proteção. Suas ações, na presença da coletividade dos espectadores, devem estar carregadas da mesma força que a chama oculta na tenaz incandescente, ou na voz da sarça ardente. Somente então, suas ações poderão fermentar conseqüências imprevisíveis.

Enquanto Dullin jazia em seu leito de morte, seu rosto se retorcia assumido as máscaras dos grandes papéis que viveu: Smerdiakov, Volpone, Ricardo III. Não era só o homem Dullin que morria, mas também o ator e todas as etapas de sua vida.

Se lhe pergunto por que escolheu ser ator, me responderá: para expressar-me e realizar-me. Mas que significa realizar-se? Quem se realiza? O gerente Hansen que vive uma existência respeitável, sem inquietudes, nunca atormentado por estas perguntas que ficam sem resposta? Ou o romântico Gauguim que, depois de romper com as normas sociais, terminou sua existência na miséria e nas privações de uma pobre aldeia polinésia, Noa-Noa, onde acreditava ter encontrado a liberdade perdida? Numa época em que a fé religiosa é considerada como neurose, nos falta a medida para julgar o êxito ou o fracasso de nossa vida.

Sejam quais foram as motivações pessoais que o trouxeram ao teatro, agora que você exerce esta profissão, você deve encontrar um sentido que vá além de sua pessoa, que o confronte socialmente com os outros.

Somente nas catacumbas pode-se preparar uma vida nova. Esse é o lugar de quem, em nossa época, procura um compromisso espiritual se arriscando com as eternas perguntas sem respostas. Isto pressupõe coragem: a maioria das pessoas não tem necessidade de nós. Seu trabalho é uma forma de meditação social sobre si mesmo, sobre sua condição humana numa sociedade e sobre os acontecimentos de nosso tempo que tocam o mais profundo de si mesmo. Cada representação neste teatro precário, que se choca contra o pragmatismo cotidiano, pode ser a última. E você deve considerá-la como tal, como sua possibilidade de reencontrar-se, dirigindo aos outros a prestação de contas de seus atos, seu testamento.

Se o fato de ser ator significa tudo isto para você, então surgirá um outro teatro; uma outra tradição, uma outra técnica. Uma nova relação se estabelecerá entre você e os espectadores que à noite vêm vê-lo, porque necessitam de você.




quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Como fui arrebatada pelo teatro - por Renata Belarmino

Ainda lembro, lá pelos meus 6 anos de idade, da minha mãe perguntando: “Então, você já escolheu o que quer fazer?” Sendo a quinta filha, e a mais nova, eu já via desde muito cedo os meus irmão envolvidos com atividades extracurriculares. Minhas duas irmãs faziam ballet, meu irmão mais velho desenho e natação e meu outro irmão, oscilando também entre futebol, natação e o Teatro.
Engraçado, eu pequenina acompanhando meu irmão com Zé Mojica, vulgo Zé do Caixão, no teatro. Que medo aquilo me causava, aquele caixão e aquele mundo, aquelas pessoas sorrindo frenéticas e satisfeitas pós-apresentação. Foi então que eu decidi o que faria Ballet. Um ano com meia calça, collant, faixa no cabelo, coque e uma energia que não conseguia acompanhar a leveza dos movimentos. Definitivamente não era minha praia, apesar de achar lindo. Desci do palco e disse que não queria mais, mas algo ficou desta experiência, subir no palco fez todo sentido, me senti livre, senti que podia dizer o que eu quisesse.
Aquela sensação permaneceu ainda durante alguns anos, mas fui fazer natação e sempre estive envolvida em testes e mais testes na infância, tanto para modelo infantil, como uma atriz mirim, contando com a experiência obtida em peças na escola (como eu ADORAVA). E então aos 12 anos iniciei os estudos, mas tudo não passava de um passatempo, minha atividade extracurricular, mas aos 15 anos quando me “libertei” de algumas amarras e atuei e dirigi num monólogo para um exercício em aula, eis que a ARTE me avassala, mostra que pode fazer muito por mim, por nós. O palco virou minha morada, as pessoas minha família. Entendi o que de fato é fazer ARTE.
O teatro é minha constante inquietação, ser ATRIZ não foi só questão de escolha, tenho certeza que o teatro nos chama. A minha maior expressão da alma, onde a Nutricionista Renata Belarmino é a Bela, a Rex, a Belarmino, onde a atriz é qualquer um, qualquer coisa sem limites, sem gênero, sem número, sem grau.

Renata Belarmino é atriz e nutricionista. (Escreve mensalmente para a coluna "Farol - Nutrição" do nosso blog)


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O Teatro sem tempo - por Rita Brafer

O teatro as vezes fica sem tempo, pior, fica com o tempo que sobra. E não estou falando de espectadores, estou falando de ator. De pessoas que dizem "poxa, como eu amo teatro". O que é muito triste.

É fato que é muito difícil sobreviver do ofício de ator, uma minoria tem esse prazer, esse privilégio e a grande maioria não. Então algumas pessoas desistem, outras sobrevivem (financeiramente falando) com o pouco que conseguem ganhar com o seu ofício, outras partem para empregos secundários.

Alguns partem para empregos secundários e continuam sendo atores, lutadores, que acreditam que um dia seguirão somente a profissão que escolheram e não abandonam em momento algum o teatro, o ofício de ator e não o relegam jamais a segundo plano. Talvez possuam uma certa covardia e não se arriscam em viver com o pouco que conseguem ganhar com o teatro, talvez porque precise sustentar alguém mais que não somente ele, enfim. Mas o teatro é seu ofício, o seu amor e tem toda a sua dedicação.


E aí... tem o ator do teatro sem tempo... É aquele cara do "poxa, como eu amo teatro", "não vivo sem teatro" mas relega o ofício de ator ao tempo que resta. Ele também tem um emprego fora do teatro mas é o teatro que fica com o tempo que resta... SE restar. Se não surgir nenhuma balada, almoço de família, batizado, jogo de futebol, chá de bebê, feriadão, enfim, qualquer coisa que possa ocupar seu tempo restante. Para esse ator o teatro é um hobby. E é esse o ator que me irrita, me ofende.

Sei e sinto na pele que as vezes (inúmeras vezes) é preciso se ter uma fonte de renda para sobreviver financeiramente enquanto buscamos as condições de "viver de teatro" também no lado financeiro. E acredito ser possível conciliar. Mas o teatro não é e não pode ser tratado como hobby, como segundo plano.

Penso que é exatamente esse ator que optou por ter um outro emprego além do ofício de ator que precisa de maior entrega ao teatro, que precisa se dedicar com maior afinco, que precisa respirar, comer, cheirar teatro "25" horas por dia. Caso contrário ele relega o teatro ao tempo restante, o que não acho justo com o teatro e nem com os atores de alma.

Entre esse cara do "tempo restante" e o cara que desiste, meu respeito ao que desiste.

Me irritam atores que dizem "poxa, como eu amo teatro", "não vivo sem teatro" e que estão sempre arrumando desculpa para uma dedicação pífia, ridícula. Aceitam entrar em projetos para atuar (porque afinal amam o teatro!) mas estão sempre "sem tempo" para uma dedicação decente ao que se propuseram, mesmo que seja fora do horário do seu emprego/financiamento. Não tem tempo para estudar texto (poxa, eles trabalham muito!). Não podem viajar com a peça porque não dá para faltar no trabalho. Mas... se aparecer uma baladinha básica viram a noite e faltam no emprego no dia seguinte. Basta aparecer uma viagem com os amigos que pedem "um dia" pro chefe... Mas se for pro teatro... "pô, não dá, eu trabalho né."

Esses caras são pavões que adoram estar no palco se exibindo. Adoram elogios do tipo "Bom esse ator". Bom? Será mesmo?

No caso desses caras o tempo que resta para o teatro é cada vez mais curto e qualquer frieira faz esse tempo ficar ainda mais curto, mais curto, mais curto... Ah! Mas eles amam o teatro!!!!

Amam é? Então entreguem-se!!!! Se joguem!!! Mergulhem no fazer teatral!!!!

Ou desistam.

Rita Brafer
24/10/2013


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Como fui arrebatada pelo teatro - por Angela Ribeiro

Como em Belém, na minha infância, as pessoas não tinham muito o hábito de levar seus filhos ao teatro (até por não terem muitas opções), meu contato foi mesmo na escola, fazendo teatro, dançando. :)

Quando criança, sempre gostei de criar personagens imaginários.
 
Inventava, pegava as roupas da minha mãe e fazia apresentações em casa para a família, até que um dia, em uma feira da cultura da escola, tivemos que fazer uma peça de teatro "de verdade", meu personagem era a lua. Devia ter uns 11 anos quando comecei a ler, pequenina, aquele texto. Meu coração começou a bater tão forte e senti um nervosismo bom misturado a uma alegria tão grande e inexplicável que pensei ali que queria fazer aquilo até morrer.
 
E, graças a Baco e as transformações que a arte me presenteou durante a vida, é assim que penso e me sinto até hoje.  Evoé.

Angela Ribeiro é atriz


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Como fui arrebatada pelo teatro - Por Carolina Costa

Eu ia ver espetáculos com a escola, mas nada muito incrível, achava legal, mas nunca me imaginava no palco. E com minha família, ia mais ao cinema.
Não sei dizer exatamente porque comecei a fazer teatro, só sei que fui.
Fui levada por uma amiga da adolescência a fazer um curso livre de teatro, achava que seria divertido, mas nunca pensei em ser atriz.
Tudo era muito bom, as aulas, os jogos, a descoberta do corpo e das possibilidades infinitas da criatividade foram me transformando na vida. Eu me tornei melhor fora de lá, fiz amigos maravilhosos e com certeza minha vida ficou mais feliz.
O professor dessa escola me disse que quando eu subisse no palco pela primeira vez eu nunca mais iria querer descer.
Dito e feito, foi fantástico!
Brincar de contar uma história fazendo de conta que era outra pessoa com muitas pessoas que eu nunca tinha visto na vida assistindo tudo, foi arrebatador.
Depois disso, busquei o teatro como profissão e descobri muito mais dessa arte tão gostosa e incrível.
Apesar das dificuldades, como tem toda profissão, não faço outra coisa, sendo atriz ou professora, minha vida é teatro todo dia.

Carolina Costa é atriz e professora de teatro



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Como fui arrebatado pelo teatro - por Carlos Meceni

Tinha seis anos ,longe dos pais, morando em Sampa com uma tia, me trouxeram para estudar,lá onde nasci era mato, interior do Rio. Esta tia me levou a um espetáculo de teatro de bonecos de uma companhia italiana, no extinto teatro São Paulo, percebi que eu também sabia fingir, um fingimento que me tocava tanto, que me dava uma dimensão diferente de mundo. Chegando em casa comecei a fazer a mesma coisa e só brincava daquilo de "fazer" personagens, de senti-los e hoje, já velho, percebo que passei a vida, com todas as dificuldades que se apresentaram, brincando da mesma e única coisa: conhecendo-me através da observação das coisas e pessoas. Foi assim.

Carlos Meceni é ator, diretor e dramaturgo



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Como fui arrebatada pelo teatro - por Maria Cordélia

A primeira experiência que me lembro com o teatro foi quando eu tinha 7 anos de idade e fui assistir a uma peça infantil "O segredo das 7 chaves". Eu fiquei encantada com o cenário, com os atores, achava mágico vê-los ali em cima no palco sendo outras pessoas diferentes deles mesmos. Naquele momento, o meu desejo era estar no lugar deles e desfrutar daquele poder de transmutação.

Maria Cordélia é atriz


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Como fui arrebatado pelo teatro - por Ney Piacentini

Eu cursava a Universidade Federal de Santa Catarina, não lembro se era o curso de Engenharia Civil ou o de Psicologia e aí vi uma plaquinha anunciando "curso de teatro" e fui ver o que era. Fora do curso da UFSC eu era ligado em basquete e fazia parte da seleção universitária.
 

Mas depois daquele plaquinha sobre teatro, já são quase 35 anos de profissão, cheia de percalços e alegrias.

Ney Piacentini é ator



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Farol - Voz com Renata Ferreira


Por que a água faz bem para a voz?

A água hidrata o organismo, inclusive as pregas vocais, fazendo com que vibrem em melhores condições,  de forma mais solta, com menos esforço.

Quando estamos desidratados, temos mais dificuldades para manter o controle da voz e geralmente fazemos mais esforço.

Sentimos mais vontade de beber água quando estamos gripados e dormimos de boca aberta, já que ocorre ressecamento acentuado. Além disso, a maior hidratação também é necessária pra combater vários fatores que roubam a umidade do aparelho fonador, como as condições ambientais, ar condicionado, fumo, álcool, cafeína e alguns medicamentos.

O ideal é ingerir dois litros a dois litros e meia de água por dia, especialmente antes e durante a atuação profissional. Essa quantidade sugerida tem o objetivo de garantir a reposição das perdas pela urina e pela transpiração. Chá de frutas , sucos e bebidas isotônicas também podem ser utilizados.

Para verificar se o seu nível de hidratação está adequado, observe alguns sinais como a coloração da urina que deve estar praticamente transparente, pigarro persistente, saliva grossa e esforço pra falar.

Outra dica caso você sinta a boca seca no momento que está falando, é dar pequenas mordidas na ponta da língua , pois aumenta a salivação e contribui para a hidratação do trato vocal.

PRECISANDO DE AUXÍLIO COM A VOZ? 
CONTATE A PROFISSIONAL:
:: Renata Dall'Agnol Ferreira ::
Canto e Voz
Fonoaudióloga - Crfa 18492 / SP
Professora de Canto e Técnica Vocal
Certificada Somatic Voicework ™ - The LoVetri Method
55.11.99904.5878
55.11.5505.6952


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Como fui arrebatado pelo teatro - por Carlo Briani

A primeira coisa que me vem na cabeça é o cheiro de mofo do palco do teatro do sesc de Bauru em 1971... eu comecei lá, fazendo um curso de teatro amador chamado Gruta.. comecei por curiosidade, que se transformou numa paixao com a primeira montagem que era uma criação coletiva sobre a musica “Nothing is gone a change my world...” e numa epoca de repressão de vontade de falar.. adolescencia ... etc etc .. foi o terreno fertil para me decidir a continuar nesta estrada.. depois veio o teatro da Accademia de Roma e aí foi de vez ... o virus do teatro me pegou definitivamente... e o que me impressionava... era encontrar o mesmo cheiro de mofo em todos os velhos palcos..
Sempre o mesmo !! maravilhoso e sedutor !!

Carlo Briani é ator

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Farol - Nutrição com Renata Belarmino

 “Respira devagar e solta...”

    Uma das primeiras coisas que aprendemos com exercícios de respiração, é controlar a Ansiedade. Você sabia que a alimentação pode influenciar no nível de ansiedade?

  Para algumas pessoas a válvula de escape para este “mal” é justamente nos alimentos, quase sempre mais calóricos e pobres nutricionalmente. O grande problema é que comer descontroladamente pode trazer malefícios para saúde, tais como aumento do colesterol, ganho de peso, irritabilidade, cansaço e queda no rendimento. Tudo o que não queremos tanto na vida, quanto na arte.
    Permanecer em jejum por longos períodos também é prejudicial e só potencializa a ansiedade, uma vez que diminui os níveis de açúcar no sangue causando tontura, mal estar e cansaço.
    Existem alimentos que podem elevar ou baixar esses níveis, então precisamos cuidar tanto dos nossos hábitos alimentares, como hábitos de vida. A cafeína e o álcool, por exemplo, são alimentos que elevam esta ansiedade.
    Então que tal começarmos hoje a controlar em 3, 2, 1?!?!
- Consuma alimentos integrais que ajudam no controle da glicemia, ou como conhecemos o açúcar do sangue.
- Frutas e verduras são muito bem vindas, além das fibras contém nutrientes que ajudam no controle da ansiedade, irritabilidade e estresse.
- Consuma alimentos fontes de cálcio, tais como leite, queijos e iogurtes. Ideal consumir desnatados, queijos brancos, para não termos ganho de peso e de quebra ainda diminuímos a ansiedade.
- Peixes e frutos do mar também são essenciais. Esses alimentos contêm Zinco e selênio que aumentam a disposição e diminuem a ansiedade.
- Consuma açúcar com moderação.
    Pratique atividade física, exercício físico e bons hábitos alimentares serão seus aliados. Entrar em cena depois de ter tido esses cuidados será bem mais fácil. E como não pode faltar: “ Merda pra nós!”

Renata Belarmino
Atriz, Nutricionista e Personal Diet CRN 35113/P

Quer um plano nutricional especialmente para você? Consulte através do email: renatabelarmino@yahoo.com.br





quarta-feira, 31 de julho de 2013

Como fui arrebatado pelo teatro - por Gustavo Haddad

Meu primeiro contato com o teatro foi aos 13 anos em minha cidade natal, Bauru SP.
Em  fevereiro de 1989, numa terça feira chuvosa de carnaval, fui levado por uma amiga de infância para conhecer uma senhora, proprietária de uma escola de datilografia, Dona Celina Lourdes Alves Neves (professora, autora e diretora de teatro com uma vasta biblioteca teatral).
Até então meu interesse estava só em aprender a “arte de datilografar”- nossa como estou velho!!
Comecei a freqüentar as aulas de datilografia.
Como exercício para aprimorar minha digitação, Dona Celina, me oferecia textos de teatro para copiar através da máquina de escrever. Foi ai que o teatro me pegou, fiquei fascinado por aquelas histórias e a forma como eram contadas, com diálogos, cenários e ações. Conclusão, lia os textos até a última linha sem apertar um único botão da maquina de escrever. Logo ficou claro, para mim e para paciente professora, que eu não teria futuro com a datilografia.
Nos aventuramos então em uma montagem amadora e o texto escolhido foi “O pedido de casamento” de Anton Tchecov, ensaiamos durante 2 meses na sala de visitas da casa de Dona Celina e fizemos uma única apresentação, em um Espaço Cultural no centro da cidade, minha primeira tentativa nos palcos.
Segui com o teatro amador, até que em 1993 tive a experiência definitiva. Assisti na praça da Catedral, no cento de Bauru, a montagem de “Romeu e Julieta” do Grupo Galpão com direção do Gabriel Villela. Depois de ver o que esta trupe mineira fazia em cima de uma Veraneio, fui arrebatado pelo teatro e tive a certeza que era esta a estrada que eu queria percorrer.


Gustavo Haddad é ator


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Receita do Grumete - Caldinho de Açafrão

Tá frio né?
A dica do Grumete é um jeito rápido, fácil e delicioso para aquecer o seu estômago! Caldinho de Açafrão! Huuuummmm e esse cheirinho bom de açafrão!



Ingredientes
. 4 xícaras (chá) de caldo de carne
. 1 colher (chá) de açafrão em pó
. 4 ninhos de macarrão cabelo-de-anjo
. Sal
. Pimenta e azeite a gosto
. Folhas de manjericão para decorar

Modo de preparo
1. Misture o caldo com o açafrão e ferva.
2. Junte a massa e cozinhe conforme as instruções do fabricante.
3. Tempere com o sal e a pimenta e regue com o azeite. Decore com folhas de manjericão e sirva


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Como fui arrebatada pelo teatro - por Mônica Granndo

E no mês em que comemora 25 anos de carreira a atriz e diretora Mônica Granndo (que dirigiu o primeiro trabalho da Cia. Nó ao Vento, a peça Navalha na Carne) nos conta como foi que o bichinho do teatro lhe pegou. Parabéns Mônica que venham mais 25, e mais 25 e mais 25...


Em "Essa Moça"
Tive algum momentos marcantes que me levaram a esta escolha, o primeiro deles foi aos 9 anos ao assistir uma apresentação da peça Chapeuzinho Vermelho, fomos mau pai, minha irmã do meio, então com 3 anos e eu. Lá pelas tantas esta minha irmã se levantou da plateia e correu ao palco pra ajudar a Chapeuzinho, fiquei impressionada com a verdade daqueles atores que convenceram minha irmã de que a apresentação era de real. Mais tarde, já com 16 anos iniciei um curso de teatro no Sesi de Sorocaba e depois da primeira aula, no palco daquele teatro, ouvindo os aplausos dos meus colegas tive certeza de que ali era o meu lugar. Nessa época assisti peças incríveis como "Corpo de Baile" dirigido por Ulysses Cruz, "Electra concreta" de Gerald Thomas, "Paraíso Zona Norte" de Antunes Filho e acada espetáculo desses tinha mais certeza do meu caminho. Este mês completo 25 anos de carreira, data da minha primeira peça em cartaz no Sesi de Sorocaba.

Mônica Granndo - atriz, diretora e professora de teatro


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Como fui arrebatado pelo teatro - por Mauro Baptista Vedia


A primeira peça que lembro de ter visto foi uma peça infantil que assisti em Montevideo, escrita pelo melhor amigo de meu pai, Alberto Paredes, Chun Chun, Los Ferrocarilles, era o nome em castellano. Lembro bem de meu ponto de vista, bem baixinho, eu deveria nao ter mais do que 5-6 anos e medir não mais do que 1 metro, assistindo os atores vestidos e fazendo o trem em cena, e da música composta para a peça, do mesmo nome. A cena era em plano aberto, geral. Chun, chun seria o ruido que o trem faz quando larga aquela fumaça. Eu me divertia muito e era, sobretudo, muito feliz, já que havia no atmosfera da época, fins dos sessenta, muito afeto, muito afeto e generosidade. Lembro também como se fosse hoje do rosto do filho do dramaturgo, Daniel, em primeiro plano, rindo e cantando para mim a música. Na época, consigo recordar que meu pensamento ao assistir a peça era sobretudo emoção, sentimento, felicidade, quando eu não tinha que me preocupar com nada e era rodeado de de afeto.

Mauro Baptista Vedia é diretor de teatro e cineasta.



quarta-feira, 19 de junho de 2013

Como fui arrebatada pelo teatro – por Carla Giffoni


Minha relação com o teatro começou muito, muito cedo. Desde que pisei no colégio, já me voluntariei para participar de algum evento que tivesse que ir à frente declamar meia dúzia de versinhos. Era sempre uma das primeiras a levantar a mão, toda contente e feliz. Sou uma exibida, admito, e sempre gostei de aparecer sob as luzes da ribalta.
Lembro até hoje um dos muitos versinhos que declamei nos áureos tempos infantis. A primavera estava chegando, e o colégio promoveu uma grande atividade entre todas as séries, para saudar a estação das flores. Na minha turma, a professora deu para cada aluno que quis participar um pedaço de uma árvore. Para mim caiu a folha, e lá fui eu, toda vestida de verde e com dois pedaços de papel crepom recortados em formato de folhas. Na mão esquerda, uma folha amarela e, na direita, uma verde. Lembro como se fosse hoje que eu, alegre e saltitante, fui à frente, toda exibida, dizer os seguintes versinhos:

– Sou a folha, sou verdinha, sou verdinha (mostrava o papel crepom verde), mas quando fico velha (escondia o papel crepom verde e mostrava o amarelo), fico toda amarelinha!

Foi a glória!
Fiquei quase uma semana junto com minha tia-avó, carinhosamente chamada de Dindinha, ensaiando para não fazer feio à frente de colegas, professores, minha mãe e do pastor da congregação — eu estudava num colégio metodista.
Dedicação total durante sete dias, até encontrar o tom ideal para declamar os tais versinhos primaveris. Não é para me gabar, não, mas acho que Meryl Streep não se dedicou tanto a uma performance como eu.
É bem verdade que minha diretora teatral era uma mistura de Stanislavski e Zé Celso, com uma pitadinha de Gerald Thomas. Dindinha era rigorosíssima e não aceitava menos do que a perfeição. O resultado: fui ovacionada em cena aberta! Pelo menos, é assim que me lembro.
Depois, o palco do colégio já era pouco para o meu grau de exibição. Já estava maior, tinha uns 12 anos, quando ingressei no primeiro grupo de teatro amador em Barra Mansa. Dos 12 aos 25 anos fiz teatro amador, participei de festivais (fui até cotada como finalista para ganhar o prêmio de melhor atriz; não ganhei, mas não me importei. Já valeu ter concorrido!); atuava em peças nos colégios e onde quer que nos chamássemos, no estilo mambembe mais legítimo. Era ótimo, e aprendi muito a compartilhar e a escutar o outro.
Foram vários grupos de que participei: nóS OS nus , que brincava com o título ao escrever a palavra SOS, grupo Granada, Getape e Gatson (não me lembro dos significados das siglas) e, por último, participei de algumas oficinas dadas no Sesc Barra Mansa. Teatralmente, foi a melhor época de minha vida, porque tive professores como Luciano Maia (professor da Unirio), Roberto Lima (bailarino e professor da Escola Teatral Martins Pena), Zé Luiz, Carlos Pimentel, entre outros.
Formamos uma turma boa e unida. O Luciano, que na época morava na Urca, abriu a porta de seu apartamento para a trupe de jovens alunos barra-mansenses, que eram apaixonados por teatro. Era tão bom! Guardo nas dobras do coração a felicidade que sentia quando andava por aquelas ruas da Urca, principalmente a Ramom Franco. A gente comia macarrão com salsinha, jogava ImaginAção e Batalha Naval e era feliz, muito feliz naquele quarto e sala. Eu sempre precisei de pouco para ser feliz, já naquela época.
Durante a vida inteira, eu pensei que, quando crescesse, seria médica.
Uma vez, minha professora de português no ginásio determinou que cada aluno deveria entrevistar um profissional cujos passos quisesse seguir, então fui entrevistar o médico de minha família, o dr. Eros.
Naquela época, tinhamos um gravador da National portátil, e fui munida com o aparelho e diversas perguntas – não sabia que isso era uma pauta. Quando mostrei o trabalho, a professora primeiro não acreditou que euzinha tivesse tido a ideia e elaborado as perguntas. Ela disse que podia contar a verdade, porque não tiraria ponto do meu trabalho. Eu garanti a ela que tinha feito tudo sozinha, e ela insistiu, ainda não acreditando. Para dona Efigênia – este era o seu nome –, eu tinha tido ajuda de algum adulto, tipo minha mãe ou pai. Jurei de pés juntos que tudo saiu da minha cabeça, e aí dona Efigênia, depois de um minuto de silêncio, olhando dentro dos meus olhos, perguntou com voz mansa:

– O que você vai ser quando crescer ? (Eu tinha dez anos.)
– Vou ser médica! – disse, com o peito retumbante de orgulho.

Mais trinta segundos de silêncio, e ela profetizou:

– É, mas você poderia ser jornalista.

Quando ouvi suas palavras, fiquei indignada, como se a mulher tivesse me chamado de rameira ou algo que o valha. Naquela época, ser puta era ofensa.
Então quando, anos depois, na casa do Luciano, dei por mim e descobri que não queria ser médica, mas, sim, mexer com o teatro, foi uma grande descoberta. Sim, porque até então eu não encarava o teatro como algo que pudesse ter como profissão, era apenas algo que me fazia feliz e realizada. Parece coisa de maluco não associar felicidade e realização com profissão, eu sei. Mas não fiz esta associação até passar os finais de semana no apartamento do Luciano.
Resultado: resolvi fazer a prova para artes cênicas na Unirio. O Luciano ainda não tinha feito o concurso para a faculdade federal.
Escolhi para a prova prática a peça de Jean Genet As criadas. Eu e mais três amigos da trupe do Sesc de Barra Mansa prestamos vestibular para teatro. Fizemos duas provas: uma de conhecimento geral (matemática, física, português, biologia etc.); outra de conhecimento cultural (com nomes de diretores, dramaturgos, cineastas etc.); depois fizemos o teste de improvisação e, por último, uma cena escolhida previamente pelo aluno.
Como a vida inteira estudei para ser médica, meu nível de conhecimento era bom o suficiente para passar sem dificuldade; também passei bem na prova de conhecimento cultural.
O problema começou com a prova de improvisação, que foi até razoável, pelo que me lembro, mas a apresentação da cena da peça de Genet foi um desastre. O nervosismo me tomou a alma. Quando saí da sala onde me apresentei aos professores, o Luciano disse que eu estava amarela, com os lábios roxos. Resultado: não passei, e foi um momento muito triste e decepcionante para mim. Chorei horrores, acho que chorei todas as lágrimas de minha adolescência e juventude e, tive o colo amoroso do Luciano, do Roberto, do Zé Luiz, da Kátia (que era coordenadora do curso do Sesc de Barra Mansa na época) e do Pimentel.
Chorei. Chorei. Chorei. Chorei. Chorei.
Os três amigos de Barra Mansa que fizeram a prova comigo todos passaram, e aí me senti pior ainda. Alegre, porque eles tinham passado, mas infeliz, por não poder vir para o Rio.
Hoje entendo que, realmente, mesmo que tivesse passado, não conseguiria me mudar para esta cidade que amo. Ainda tinha ‘toco de vela’ pra queimar em Barra Mansa.
Ao voltar para minha cidade, fiquei sem saber que rumo tomar, porque já tinha perdido a ilusão infantil de que queria ser médica; o teatro tinha me rejeitado, e eu ia fazer o quê? Foi aí que minha tia Tereza sugeriu que fizesse uma faculdade em Barra Mansa mesmo. Fui para a Sobeu (era o nome da faculdade na época; hoje se chama Centro Universitário de Barra Mansa), e lá tinha várias cadeiras: Direito, Enfermagem, Jornalismo, Letras, Administração etc. Fiz o vestibular outra vez e passei com uma boa colocação.
Naquela época, o aluno entrava na faculdade, fazia o primeiro ano básico e depois, dependendo da pontuação, poderia escolher a cadeira que quisesse. Ele podia escolher três cadeiras, como primeira, segunda e terceira preferência: meu primo Renno sugeriu que eu fizesse Direito. Mas eu fui categórica:

– Renno, eu nunca vou aprender a fazer direito. Já nasci torta, não tem jeito.

Ele pensou que eu estivesse brincando, mas era verdade.
Minha primeira escolha foi Jornalismo, a segunda opção foi Letras e, para fazer a vontade do meu primo, incluí Direito como terceira opção. Culpa dele. Mas acabei passando para Jornalismo, já que tive notas legais no ciclo básico.
No primeiro dia de aula da cadeira de Jornalismo me apaixonei. Foi mesmo paixão à primeira vista. Rendi-me completamente e fui entusiasmada por todo o curso, que durou quatro anos. Antes do término do primeiro período já estava trabalhando na área. Era repórter política de um jornal semanário. Desde que comecei a atuar no jornalismo, sempre escrevi sobre política.
Amo escrever sobre política. Adoooro entrevistar políticos, ir para câmaras e assembleias legislativas! Adoro mesmo, do fundo do meu coração. Vale ressaltar que não sou filiada a nenhum partido político e sequer digo em quem voto.
Tem gente que não entende o meu amor por escrever sobre uma categoria profissional tão escorraçada no Brasil. Digo que amo e explico:
A política é um grande teatro. Tem o ator principal, tem o vilão, tem o pícaro, a mocinha, a mulher fatal, tem tudo que é personagem, e o melhor de tudo é que quem hoje faz o papel do mocinho pode se transformar em vilão amanhã! Nada é fixo, é tudo variável, é mutante. Uma grande encenação, uma grande arena, no melhor e no pior sentido.
Minha visão da vida é teatral.
O teatro está dentro de mim, mesmo que eu não pise mais num palco interpretando algum personagem. Hoje eu escrevo sobre eles, os personagens. Sou jornalista e também escritora e estou entrando na seara do audivisual como roteirista.
Hoje eles, os personagens, povoam minha mente, minha vida. Basta ir ao meu blog literário para ver que o que escrevo é verdade. Lá estão os vários personagens que criei: tem Carnegão, que é apaixonado por Ritinha; tem também Matilde e Donana, que buscam uma viúva no velório sem saber quem é ela; o Adão, que acha que se casou com a mulher perfeita; o Tuninho Hilário, que sofre porque ninguém o leva a sério. São mais de oitenta textos criados. Meu pacto com a fantasia é grande. Muito grande.
Na verdade, meu pacto com a fantasia é enorme mesmo; contudo, reconheço que este pacto é grande por causa da palavra. Se o teatro descobri aos cinco anos, quando entrei para o colégio, a palavra eu descobri um pouco antes. Antes mesmo de saber ler.
Lá em casa, sou filha única e sempre via os adultos lendo muito. Eu queira a atenção egoística infantil e sempre encontrava alguém com a cara enfiada naqueles objetos pesados ou mesmo numa folhas grandes que mais tarde vim a saber que eram os jornais.
Lembro-me de uma vez em que estava sentada na varanda da casa do meu avô, segurando um livro grande e pesado dele. Vô Fausto era farmacêutico e tinha uns livros pesados, com pouquíssimas figuras e que ele vivia lendo.
Lembro-me de estar usando um vestido azul-marinho que pinicava a pele; eu odiava a roupa, mas minha mãe me obrigou a usar. Lá em casa criança não tinha querer.
Se fechar os olhos, posso sentir o peso do livro nas minhas pernas gordinhas e a enorme curiosidade que sentia por descobrir o que tinha naquele negócio, aqueles sinais esquisitos (mais tarde descobri que eram letras) que faziam com que o pessoal da minha casa não me desse a atenção que eu queria.
O resultado disso é que, quando fui para o colégio, já sabia escrever meu nome inteiro – e ele é grande; sabia contar de um a cem; sabia formar pequenas palavras, como ‘ovo’, ‘papai’, ‘mamãe’, ‘mala’, ‘casa’, ‘rosa’ etc. Meu amor pela palavra começou aí.
Eu me lembro muito bem que numa ocasião…
Bem, mais isso é outra história.

Carla Giffoni é jornalista



quarta-feira, 5 de junho de 2013

Como fui arrebatado pelo teatro - por Déo Garcez


O ator na peça "Anjo Negro"
Minha primeira experiência com o teatro se deu enquanto espectador, aos onze anos de idade em São Luis/MA.
Foi paixão à primeira vista mesmo. Era uma peça infantil e eu fiquei tão fascinado por aquele mundo do faz-de-conta que naquele exato momento disse pra mim mesmo que queria ser ator. A coisa que mais me tocou nessa primeira experiência foi o fato de poder viver um mundo paralelo ao meu e poder criar personagens , coisa que intuitivamente eu já fazia em casa com meus irmãos. E foi também naquele mesmo teatro, o Arthur Azevedo, que tive minha estréia como ator, aos 12 anos de idade.

Déo Garcez é ator


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Farol - Nutrição com Renata Belarmino


Friozinho chegou, posso comer mais?

    Toda vez que o friozinho se aproxima entramos na seguinte questão: “No frio costumo sentir mais fome, então posso comer mais?”. Antes de responder esta pergunta, precisamos entender porque sentimos mais fome.
    Nosso corpo precisa produzir mais calor para manter a temperatura em torno de 36°C, pra isso precisa de ajuda externa, ou seja, comida para que o metabolismo ajude nesse controle da temperatura corporal. Assim, entendemos que devemos sim aumentar um pouco a ingestão calórica.
    Geralmente as pessoas comem menos saladas e frutas neste período. Cuidado! Estes alimentos são de extrema importância para o funcionamento do nosso intestino, uma boa opção são os vegetais refogados, cozidos.
    Nesta época não vamos descuidar, desta maneira não abusem de alimentos gordurosos e doces, este costumam ser os mais consumidos nesta época. Alimentos proteicos são bem vindos às sopas, pois demoram mais tempo de ser metabolizados.
    Consuma alimentos mais quentes que darão a sensação de calor, chás , chocolate quente com leite desnatado ou semidesnatados,  aquecer frutas e polvilhar canela, podem ser uma saída para que vocês não fujam muito da dieta.
    Então lembrem-se, não abusem , pois mesmo precisando produzir mais calor, temos saídas mais saudáveis para contornar a sensação de frio!!
 

Renata Belarmino
Atriz, Nutricionista e Personal Diet CRN 35113/P

Quer um plano nutricional especialmente para você? Consulte através do email: renatabelarmino@yahoo.com.br



quarta-feira, 22 de maio de 2013

Como fui arrebatada pelo teatro - por Melissa Vettore



A atriz em cena de Camille & Rodin
A primeira vez que senti que queria subir no palco foi quando tinha uns seis anos e assisti um show da Rita Lee. Era ainda com Tuti Frutti, ela trocava de roupa um monte de vezes. Era meio transgressora. Gostei tanto que minha mãe me levava em todos os shows dela até já estar maior. Ei pirava com a Rita Lee! Depois eu ficava imitando as Frenéticas em casa. Essas duas foram as maiores influências na minha infância.
Depois veio o teatro com o Vento Forte. Eu assistia sempre as peças deles quando tinha de uns sete a nove anos, éramos vizinhos, e eu ficava todas as tardes refazendo com as amigas o que tinha assistido.
Fazia ballet,gostava daquilo e tinha uma tia fotógrafa que me fazia posar o dia inteiro!
Com treze meu pai me levou para ver Kazu Ohno. Aí foi inesquecível. Depois veio o Antunes e pronto. Eu já sonhava que era isso que eu ia fazer.

Essas foram as minhas primeiras influências...!

Melissa Vettore é atriz



segunda-feira, 20 de maio de 2013

Farol - Voz com Renata Ferreira

Como a Voz é Produzida

A voz é o som produzido pelo movimento das pregas vocais (mais conhecidas como cordas vocais) que estão localizadas na laringe, um tubo que fica no pescoço - na altura do gogó.

As pregas vocais são dobras de músculo e mucosa que tem propriedade de afastar-se (permitindo a entrada e saída de ar), aproximar-se e vibrar. Para produzir a voz, essas pregas vocais vibram com a passagem do ar dos pulmões, que é o combustível para o som, e por isso a respiração tem um papel tão importante na fonação.

Esse som é transformado e ampliado nos sons da fala pelos movimentos de várias estruturas no trato vocal: boca, língua, lábios, dentes, bochechas e palato.

O resultado final deste som da voz é moldado pela influência de características físicas, hereditárias, funcionais (como estress por exemplo), emocionais, ambientais.





Quanto melhor o ator conhecer e experienciar este processo, maior consciência e possibilidades sobre seu corpo, sua voz e dos fatores que interagem para a sua produção. Certamente terá melhor condições de desempenhar a atividade vocal-interpretativa.

Abaixo, vídeos demonstrativos:
Video: Vibração das Pregas Vocais : http://youtu.be/mJedwz_r2Pc



Video: Movimento Boca, Labios, Lingua, na Articulação dos Sons: http://youtu.be/doxkpYbS6gs

Renata Dall'Agnol Ferreira
Fonoaudióloga - Crfa 18492
Professora de Canto e Técnica Vocal
contato@renatacantoevoz.com.br
www.facebook.com/cantoevoz
Twitter/Instagram: @RenataCantoeVoz

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Como fui arrebatada pelo teatro - por Duca Rachid



"O Homem de La Mancha", com Paulo Autran, Bibi Ferreira, e Grande Otelo. e "Macunaíma" do Antunes Filho. Minhas primeiras peças, muito marcantes!


Duca Rachid é autora e roteirista da Rede Globo




terça-feira, 30 de abril de 2013

Como fui arrebatado pelo teatro - por David Medeiros

O teatro parece ter me tomado desde sempre. Quando era adolescente eu, minhas primas e vizinhos, montávamos peças para platéias enormes de 4 ou 5 pessoas, no quintal de casa, e éramos felizes demais com aquilo. Quando entrei no colégio, tive a felicidade de encontrar um monte de gente louca, que compunha o Projeto Criação, dirigido por Celso Solha e Juliano Pereira, do qual participei por 3 anos e é de lá a primeira imagem forte que guardo do teatro (1995), a encenação da peça Bobuque, a intenção que meus colegas queriam dar naquilo me acendia. Hoje, o protagonista daquela peça é um dos fundadores da Brava Companhia, que é notória em nossa cena teatral. Bem, depois de lá, e até hoje, ainda me faço platéia para sorver o néctar dessa bela arte e fico feliz das vezes que posso enfiar os pés na suculenta jaca que é o palco.

David Medeiros é ator e um amante de arte



segunda-feira, 29 de abril de 2013

Farol - Nutrição com Renata Belarmino

1, 2 Feijão com Arroz...

E não é que essa cantiga infantil faz todo sentido? Tanto o arroz quanto o feijão, possuem ótimos benefícios quando consumidos separados, agora juntos formam uma excelente fonte proteica.

O arroz possuem vitaminas do complexo B que são responsáveis pela manutenção do corpo e da mente, além de possuir carboidratos, folato e cálcio que é essencial para o bom funcionamento corporal.

Já o feijão é rico em fibras que ajudam no funcionamento do intestino, vitaminas do complexo B e alguns minerais como ferro, zinco, potássio que tem função reguladora no organismo.

A combinação de 3 colheres de arroz pra duas de feijão é um ótimo aliado pra quem quer obter os benefícios de ambos, pois a união ajuda a manter a glicemia e proporciona saciedade.




 Mantenham hábitos saudáveis e apostem nesse par perfeito!


Renata Belarmino

Atriz, Nutricionista e Personal Diet CRN 35113/P

Quer um plano nutricional especialmente para você? Consulte através do email: renatabelarmino@yahoo.com.br


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Como fui arrebatado pelo teatro - por Domingos Charik

Foi lá pros anos de 1988, quando fui assistir pela primeira vez uma peça de teatro, que foi numa escola estadual, a peça "DOIS PERDIDOS NUMA NOITE SUJA" de Plinio Marcos.

Foi algo magico que me tocou profundamente, assistindo aquela peça e aquilo tudo ao meu redor, cenário, canhões de luzes, fiação e os atores... fiquei encantado, daí por diante nunca mais deixei o teatro.

Domingos Charik é ator



sexta-feira, 12 de abril de 2013

Receita do Grumete - Pudim de leite em pó

Dessa vez quem enviou a receita para o grumete foi a jornalista Gisele Melo.
Valeu Gisele, ficou uma delícia!

O Grumete


Ingredientes
•    3 ovos
•    2 xícaras de água filtrada
•    2 xícaras de leite em pó
•    2 xícaras de açúcar

Modo de Preparo
- Bater muito bem no liquidificador em primeiro lugar os ovos, depois o açúcar e o leite.
- Após, colocar em assadeira caramelizada e assar em banho-maria no forno por cerca de 40 minutos.



quarta-feira, 3 de abril de 2013

Como fui arrebatado pelo teatro - por Hélio Pajeú

Quando criança o mundo dos sonhos e da inventação já me fascinava. Mesmo sem nada entender, pegava as folhas que meu irmão datilografava, nas quais estavam escritas duas ou três palavras na mesma sequência, e as transformavam em belas estórias, em textos dramáticos, magníficas peças teatrais que só existiam na minha cabeça. Com elas em punho entrava no grande palco que eu enxergava no terreiro de frente da minha casa, lá no interior de Pernambuco. Ali travestido do personagem que eu encarnava, que só eu vislumbrava, emocionava a grande plateia que me aguardava depois do limiar: a singela plantação de cana cana-de-açúcar de papai, que pra mim era um imenso público adorável que me aplaudia ao fim de cada espetáculo. Ali sentia o calor das luzes que me alumiavam no centro da cena, que vinham direto do sol. Sentia também o breu que vinha do anoitecer. Naquele meu palco inventado eu fui rei, fui amante, fui menino, fui cangaceiro e herói. Anos mais tarde, já não tão ingênuo, dentro da caixa preta e com um palco de verdade pude sentir, sem fantasiar, as delícias de dar vida a um personagem numa história de outrem. Foi no Teatro Fernando de Azevedo, na Praça da República que dei feitio ao Cabo Arlindo, na peça Xandu Quaresma de Francisco de Assis. Não consigo descrever a sensação que tomou conta de minh’alma, mas ela me acompanha até hoje e era exatamente a mesma da primeira vez que subi ao meu palco diante das folhas secas que me aplaudiam fervorosamente, ali naquele instante remoto que me reconheci artista e que constitui minhas mais alegres memórias teatrais.

Hélio Pajeú é ator e bailarino (como ele diz: "um escrivinhador de garatujas")



segunda-feira, 25 de março de 2013

Farol - Nutrição com Renata Belarmino


Sal: Protagonista ou Antagonista?

Atualmente o sal têm sido apontado como grande vilão da nossa saúde, e sim, devemos deixar claro que o consumo excessivo é sim prejudicial,  uma vez que pode aumentar o risco de hipertensão, doenças cardiovasculares, derrame cerebral, dentre outras doenças.

O sal também é mocinho!

Sim, no passado ficou muito conhecido como tempero e conservante de alimentos. Atualmente sabemos da sua importância na transmissão de impulsos nervosos e equilíbrio das nossas células.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a ingestão de sal deve ser de 5g, o equivalente a cinco pacotinhos de 1g ou uma colher rasa de chá. Algumas dicas valiosas podem nos ajudar a não ultrapassar essa quantidade, então:


  • Tire o saleiro da mesa;
  • Não dose o sal por pitadas, use uma colher para não perder a noção do quanto coloca no preparo das refeições;
  • Substitua o sal por temperos naturais como cominho, orégano, hortelã;
  • Evite de temperar a salada com sal;
  • Modere em alimentos na conserva como azeitonas, palmito, milho, ervilha;
  • Evite sopas e temperos prontos, pois estes contém glutamato monossódico, riquíssimos em sal;
Lembrem-se, o sal pode ser um grande aliado para a saúde. Deixe esse personagem em equilíbrio e colherá bons frutos nessa narrativa.


Renata Belarmino

Atriz, Nutricionista e Personal Diet CRN 35113/P

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quarta-feira, 20 de março de 2013

Como fui arrebatada pelo teatro - por Wilma de Souza

Década de 70. Cursava a EAD na primeira turma que começou e se formou na USP.Não tinha a menor idéia da importância do curso que estava fazendo.

Fomos assistir Peer Gynt com a direção do Antunes Filho. Fiquei maravilhada com a encenação que foi me deixando de boca aberta e olhos fixos naqueles atores maravilhosos, pensando que era tão mágico e tão bem realizado que eu não conseguia me imaginar fazendo o menor daqueles personagens.

Peguei o gosto para me dedicar à pesquisa e preparação de atriz a partir da seriedade dedicação e talentos que vi naquele espetáculo, que me contaminou completamente.

Wilma de Souza é atriz



segunda-feira, 18 de março de 2013

Farol - Voz com Renata Ferreira

10 Dicas e Cuidados para manter a Qualidade Da Voz do Ator!

Alguns cuidados são essenciais para a voz estar saudável, e o conhecimento dessas dicas básicas auxiliam a prevenir o aparecimento de alterações e doenças nas pregas vocais (as populares cordas vocais):

* Procure manter-se hidratado, sempre com uma garrafinha de agua ao alcance de suas mãos, bebendo pelo menos 2 litros de água fresca ao longo do dia, nos intervalos dos ensaios e apresentações teatrais;               

* Pigarrear e tossir são os piores prejuízos da voz, pois estes hábitos podem lesar as pregas vocais. Gritar sem suporte respiratório também, principalmente em ambientes ruidosos;

* Uma boa noite de sono é fundamental para a saúde da voz! Evite dormir com tensões na região do pescoço, use um travesseiro não muito alto e nem muito baixo;

* Evite os inimigos da voz: álcool, o fumo e as drogas, que causam irritação e laringite;

* Pastilhas, sprays, gengibre e bebida alcoólica não melhoram o desempenho vocal, eles apenas anestesiam o trato vocal e mascaram a sensação de dor, irritabilidade, podendo levar a alterações;

* Não se auto-medique. Vários medicamentos têm efeitos colaterais nas pregas vocais;

* Reduza o uso da voz nos casos de gripe, resfriados ou alergias das vias respiratórias ou em periodo pré menstrual;

* Evite condimentos, refrigerantes, comidas gordurosas, chocolate, leite e derivados. Procure ter uma dieta rica e balanceada, evitando os alimentos que causam azia e má digestão, pois podem provocar irritaçao nas cordas vocais. Modere o consumo de cafeína!

* Inclua a maçã em sua dieta, ela é adstringente e auxilia na limpeza do trato vocal;

* Fazer aquecimento e desaquecimento vocal, antes e depois do uso profissional / continuo da voz: existem vários tipos de exercícios vocais e o ator deve fazer treinamento vocal gradativo, freqüente e bem orientado;

 Em casos de queixas vocais, procure um otorrinolaringologista ou o fonoaudiólogo especialista em voz. Esteja atento aos primeiros sintomas de alteração vocal, como cansaço, ardor ou dor ao falar, falhas na voz, mudança de tom, pigarro, rouquidão por mais de 15 dias!

A voz é o bem precioso do ator! Cuide dela!

Renata Dall'Agnol Ferreira
Fonoaudióloga - Crfa 18492
Professora de Canto e Técnica Vocal
contato@renatacantoevoz.com.br
www.facebook.com/cantoevoz
Twitter/Instagram: @RenataCantoeVoz


sexta-feira, 15 de março de 2013

Receita do Grumete - Fricassê de frango por Sandra Dias

A maruja Sandra Dias está fazendo uma falta danada aqui em Sampa!
Mas enviou para o Grumete, direto de Aparecida, essa deliciosa receita de Fricassê de Frango.
Se for tão bom quanto o brigadeiro que ela faz garanto que é de "lamber os beiços".

 

O Grumete



Fricassê de frango

Ingredientes:
1 1/2 peitos de frango temperados, cozidos e desfiados
1 lata de creme de leite
1 copo de requeijão
1 lata de milho
A mesma medida (lata) de leite
2 colheres (sopa) de amido de milho
200 g de mussarela
50 g de queijo parmesão ralado
Batata palha

MODO DE PREPARO
Bater no liquidificador o milho com a própria água e o leite com o amido dissolvido
Junte ao frango e mexa até engrossar
Retire do fogo e junte metade do creme de leite
Coloque metade deste creme no fundo de um refratário retangular
Disponha o queijo mussarela
Cubra com o restante do creme
Misture o requeijão com a outra metade do creme de leite
Coloque sobre o creme no refratário
Polvilhe com o queijo ralado
Por último a batata palha
Leve ao forno para gratinar
Sirva quente, com arroz branco e salada verde


quarta-feira, 6 de março de 2013

Como fui arrebatada pelo teatro - por Lizyh Elysa

Uma vez eu fui com o meu pai assistir a uma peça de teatro, uma comédia e me encantei com o jeito que os atores tem para mudar de humor em cada cena e em como eles conseguiam chorar e ao mesmo tempo rir. Mas, eu não pensei em fazer teatro ou coisa do tipo. Entao um dia eu tava na minha escola de ingles e vi um cartaz que dizia: "nova turma de teatro. Interressados falem com a diretoria". Daí eu senti que era o que eu devia fazer e agora eu tenho certeza de que eu nao errei na minha escolha.

Lizyh Elysa é estudante de teatro (a nossa Julieta. Em breve...)



terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Luiz Baccelli

A Cia. Nó ao Vento lamenta a partida do Mestre Luiz Baccelli.
Saudades... e certeza que ele vai continuar abrilhantando a vida com a sua arte, de algum lugar!


Obrigada Mestre!



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Farol - Nutrição com Renata Belarmino

Dia do beijo cênico, mas com mau hálito Não!


A halitose ou mau hálito é mesmo muito desagradável em cena. Esse odor eliminado tanto pela respiração quanto pela boca pode ser indicativo de jejum prolongado, má higiene oral, baixo fluxo salivar, má digestão e até de doenças.

Alimentos específicos também produzem o chamado “bafinho”, damos a este o nome de halitose específica, quando, por exemplo, comemos alho.


Alguns alimentos podem nos auxiliar a combater os maus odores são estes:


  • Água, pois estimula as glândulas salivares;


  • Maçã, que possui ação detergente, ajudando a eliminar a saburra lingual, além de estimular a salivação;


  •     Gengibre que estimula alguns processos digestivos;


  •     Chá de boldo, pois ajuda na digestão evitando a formação de gases que podem ser eliminados pelas vias respiratórias;


  •      Alimentos ricos em líquidos como sucos e sopas.



Lembrem-se, os alimentos podem auxiliar no combate ao mau hálito, mas se persistir devemos investigar, tendo em vista que as causas podem ser diversas. Não passem mais de 3h sem se alimentar, mantenham a boca bem higienizada e viva o beijo cênico!!


Renata Belarmino
Atriz, Nutricionista e Personal Diet CRN 35113/P


Quer um plano nutricional especialmente para você? Consulte através do email: renatabelarmino@yahoo.com.br


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Como fui arrebatada pelo teatro - por Marilandi Pereira

Acho que esta paixão pelo teatro já vem de outras vidas. Lembro que já fazia dramas homéricos com meus irmãos quando pequena, do tipo fingir que estava morta, dizer que ia embora e nunca mais voltaria, escrever bilhetes de despedida, este teatro nato das crianças.
Mas subi ao palco mais ou menos com uns 4 anos de idade. Minhas irmãs e primos montaram uma peça de teatro baseada em um circo que passou em Canelinha (minha querida cidade natal) chamado Pinduca. Eu tinha apenas duas aparições e me lembro exatamente como eram. Uma eu simplismente entrava em cena e dizia "Mãe, em baixo da água tem água?" e a outra era entrar na loja do meu primo, que fazia papel de sapateiro e perguntar se tinha sapato de gambá. Na estréia para as crianças do bairro, como não sabia nem falar direito perguntei se tinha sapato de bangá. Risadas e aplausos geral. E creio que foi neste dia que o bixinho do teatro me invadiu e criou morada. Até hoje lembro daquela sensação... Ai que saudades que me deu.

Marilandi Pereira é atriz



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Farol - Voz com Renata Ferreira

A Voz no Teatro

No teatro, a voz do ator tem uma importância fundamental. Através das suas modulações e possibilidades, aliadas as emoções, aos movimentos corporais e energias do personagem, o ator transmite e influencia sensivelmente o espectador.

A voz falada tem seu poder de envolvimento e de sugestão, é o ato essencial na interpretação, e o ator precisa ter cuidados incorporados ao seu dia-a-dia, o que permitem a preservação e o aprimoramento da emissão vocal.

Não é normal apos ensaios, estréias, apresentações, momentos em que a voz é mais exigida, o ator sair com dor, ardor,cansaço vocal, rouquidão, ou perder a voz.

A voz é o instrumento de trabalho do ator e alguns cuidados são essenciais para a saúde vocal, que auxiliam a prevenir o aparecimento de alterações e doenças nas cordas vocais, e a promover melhor desempenho da arte de falar!

Nas próximas colunas desenvolverei mais sobre esses assuntos!

"Estar de bem com a voz é uma benção não só para a primadona como para o artista dramático. Sentir que temos o poder de dirigir nossos sons, comandar sua obediência, saber que eles forçosamente transmitirão os menores detalhes, modulações, matizes da nossa criatividade." Stanislavski, 1983.

Renata Dall'Agnol Ferreira
Fonoaudióloga - Crfa 18492
Professora de Canto e Técnica Vocal
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Nova parceria - coluna Farol!


Ah! As Renatas!
Como postamos semana passada, o significado do nome diz muito sobre elas: "Sua generosidade já é percebida na infância, desde muito cedo já sabe dividir, entende a necessidade dos outros e sente-se bem ajudando como pode. Liga-se a profissões onde possa exercer este seu lado. Sempre pensando num mundo melhor, não poupa energia ao participar de atividades de cunho social. Busca atividades rentáveis também, mas não sem um propósito de ajudar o maior número de pessoas possivel..."

Pois é, após a nossa nutricionista querida, que tem nos dado dicas valiosas, a Renata Belarmino, a Cia. Nó ao Vento tem agora a Fonoaudióloga e Professora de Canto e Técnica Vocal Renata DallÁgnol Ferreira como nossa parceira!
Ela vai nos dar dicas do uso e dos cuidados com a voz.
Seja bem vinda Renata!!!

O primeiro post da coluna "Farol - Voz com Renata Ferreira já já!!



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Como fui arrebatado pelo teatro - por Otávio Martins

 A primeira vez que fui arrebatado pelo Teatro foi em "Electra Com Creta", do Gerald Thomas, quando eu tinha 14 anos. Pra mim o teatro era uma coisa bacana, mas jamais poderia imaginar as possibilidades que a criação teatral poderia trazer antes de ver aquele universo fantástico que vi na peça. Até hoje tenho na memória as performances de Maria Alice Vergueiro e Beth Goulart.

Otávio Martins é ator e diretor



Receita do Grumete - Pavê de banana com doce de leite

Ingredientes
- 6 bananas caturras
- 1 colher (sopa) de manteiga
- 1/2 xícara de açúcar
 

Creme de doce de leite
- 300g de doce de leite
- 1 lata de creme de leite Ganache
- 200g de chocolate meio amargo
- 1 lata de creme de leite
 

Preparo
1. Corte as bananas em rodelas.
2. Leve ao fogo uma frigideira com a manteiga e o açúcar e deixe começar a caramelizar.
3. Adicione as rodelas de banana ao caramelo e deixe dourar.
4. Retire do fogo e reserve.
5. Para o creme de doce de leite, misture bem o doce de leite com o creme de leite até que fique uniforme. Reserve.
6. Para o ganache, derreta o chocolate em banho-maria.
7. Junte o creme de leite e misture até que fique homogêneo.
8. Distribua nos copinhos uma camada de bananas carameladas.
9. Por cima, ponha uma camada de creme de doce de leite.
10. Distribua mais uma camada de bananas.
11. Cubra com outra camada de doce de leite.
12. Finalize com uma camada de ganache.



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O teatro e eu - Daniela Campos

Inspirada na série "Como fui arrebatado pelo teatro" a Daniela Campos um pouco da sua tragetória de vida, sempre com a presença do teatro, com "a arte vencendo a dor". Que a arte sempre vença a dor Dani!!!
   

A primeira vez que tive contato com teatro foi em medos de 95, quando tinha 14 anos (17 anos atrás!). Fui convidada por alguns amigos para participar de um curso de teatro que havia em uma faculdade aqui em Coronel Fabriciano, cidade onde nasci. Na época, eu treinava vôlei em um clube de uma cidade vizinha. Meu sonho era ser uma Ana Moser. Sonho este que acabou no exato momento em que vi um cara que atende pelo nome de Ricardinho, contar a história de Édipo Rei, de Sófocles, filho dos reis de Tebas, Laio e Jocastra. Fiquei fascinada pela história e pela forma como o Ricardinho a contava. 

    A partir daí, larguei o vôlei e comecei a participar de todas as oficinas de teatro que aconteciam na faculdade. Depois de algum tempo eu e alguns amigos começamos a fazer peças na escola e fomos convidados a participar de um grupo de teatro de rua, que se chamava Xangui.

Daniela está de blusa laranja - Xangui
 Ah, saudades... Com o grupo Xangui, começamos a participar de alguns eventos em Coronel Fabriciano, fizemos algumas apresentações em praças e fomos até a um festival em Betim. Neste festival vi, pela primeira vez, o grupo Galpão, foi então que tive certeza que ali era meu lugar. Mas, eu não queria só teatro de rua, queria conhecer o palco. O tão falado pelos colegas "palco Italiano".

   Pois bem, após uma desilusão amorosa, aos 16 anos de idade, resolvi juntar a fome com a vontade de comer e fui embora de “Fabri”. Eu e um amigo fomos para Belo Horizonte, de lá ele veio embora e eu partir para São Paulo. Ah, Sampa! Que saudade! Assim que cheguei a São Paulo, fui procurar uma escola de teatro. Foi aí que encontrei a escola Macunaíma. Acho que isso foi em 2000, sou péssima com datas. Lá apresentei minha primeira peça no tão sonhado "palco Italiano". A peça era "Teatro a Vapor", de Arthur Azevedo, dirigida por Luiz Baccelli. Depois veio "Bonitinha, mas Ordinária", de Nelson Rodrigues, dirigida por Juliana Pikel e "As Troianas", de Eurípides, dirigida por Luciana Magiolo, dentre outras.
     Nesta época, a cada seis meses, apresentávamos uma peça no final de cada semestre. Foram vários mestres que contribuíram para a minha formação. Não cheguei a concluir o curso, quando faltavam seis meses para o término, eu tive que abandonar o curso, minha vida em São Paulo não estava das melhores... Faltava tudo: maturidade, grana, resolvi que não iria mais atuar, saí da escola e arrumei um emprego em um banco.
  
As Troianas - Dani está de cinza
   Depois de um tempo, comecei a fazer faculdade de Produção Audiovisual.  Não iria mais atuar, mas também não queria ficar fora dos palcos, queria ficar perto, mesmo que fosse por de trás das coxias... Porém, mais uma vez, meus planos foram por água abaixo. Tive uma forte crise existencial, minha cabeça ficou muito confusa. Apaixonada, levei um baita pé na bunda e resolvi largar tudo de novo e voltar para Minas. Não queria mais saber de teatro, de palco Italiano de ficar atrás das coxias. Coloquei na minha cabeça que aquele mundo não era o meu, não me pertencia.
    Voltei para Minas e iniciei outro curso, Serviço Social. Tudo estava indo bem, até que um dia comecei a me incomodar com a situação em que vivia. Sentia falta de algo, um bichinho me picava. Picava tanto que me incomodava. Nessa época estava envolvida em um projeto de extensão da faculdade. Tinha que desenvolver um projeto para o campo de estágio no qual estava inserida. Foi então que pensei: "Puxa, posso usar o que aprendi no teatro neste projeto, pois a arte tem o poder de unir, de salvar, de mudar vidas!".  

"Bonitinha, mas ordinária". Dani é a 7ª da esquerda para a direita. "Ritinha"

    Era exatamente isto que eu estava procurando naquele projeto de extensão. Então, desenvolvi o projeto e o batizei de "A Arte Vencendo a Dor", titulo este que tomei emprestado de uma grande amiga, Isa Oliveira, autora do livro "A Arte vencendo a Dor".  Resumindo, hoje não estou em cima de um palco, não estou por de trás de nenhuma coxia, porém, sei que esse bichinho que insiste em me cutucar ainda vive em mim e, por ele viver dentro de mim, sei que esta história não acaba aqui, que muitos capítulos ainda estão por vir, afinal, "o show tem que continuar" e, quem tem alma de artista...

Daniela Campos e Rita Brafer em "As Primícias"

Daniela Campos e atriz e assistente social


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Farol - Nutrição com Renata Belarmino

Reeducação alimentar, já pensou nisso hoje?
 

Não é de agora que sabemos os benefícios de uma alimentação saudável. A reeducação é um ótimo aliado no auxílio e prevenção de doenças, e também contribui para o emagrecimento ou ganho de peso de maneira correta e sem sofrimentos.

Muitas vezes atores e atrizes sofrem mudanças bruscas na imagem, isso inclui de maneira geral mudanças corporais. Deste modo, dietas malucas têm sido utilizadas na busca do corpo ideal, tanto para satisfação pessoal, quanto para a interpretação de um personagem. A falta de acompanhamento pode comprometer saúde.


Não é preciso sofrer para atingir seus objetivos, dietas sem orientações podem até gerar o emagrecimento,
mas você pode estar fazendo isso errado, perdendo músculos no lugar de gordura e privando seu corpo de
nutrientes essenciais para manter a integridade do corpo. O contrário também é verdadeiro, dietas 

exageradas podem contribuir para o ganho excessivo de gordura, consequentemente aumentam o risco de doenças cardiovasculares.

Então que tal adotar a Reeducação Alimentar?
 

Esse é o nosso grande aliado, pois é capaz de mudar nossos hábitos e melhorar nossa saúde. Procure um Nutricionista, para que este faça um Plano Alimentar individual, adaptado a sua rotina e suas necessidades fisiológicas.
 

“Deixe o alimento ser o seu remédio e o seu remédio ser o seu alimento. Hipócrates


Renata Belarmino
Nutricionista e Personal Diet CRN 35113/P
renatabelarmino@yahoo.com.br