terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Luiz Baccelli

A Cia. Nó ao Vento lamenta a partida do Mestre Luiz Baccelli.
Saudades... e certeza que ele vai continuar abrilhantando a vida com a sua arte, de algum lugar!


Obrigada Mestre!



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Farol - Nutrição com Renata Belarmino

Dia do beijo cênico, mas com mau hálito Não!


A halitose ou mau hálito é mesmo muito desagradável em cena. Esse odor eliminado tanto pela respiração quanto pela boca pode ser indicativo de jejum prolongado, má higiene oral, baixo fluxo salivar, má digestão e até de doenças.

Alimentos específicos também produzem o chamado “bafinho”, damos a este o nome de halitose específica, quando, por exemplo, comemos alho.


Alguns alimentos podem nos auxiliar a combater os maus odores são estes:


  • Água, pois estimula as glândulas salivares;


  • Maçã, que possui ação detergente, ajudando a eliminar a saburra lingual, além de estimular a salivação;


  •     Gengibre que estimula alguns processos digestivos;


  •     Chá de boldo, pois ajuda na digestão evitando a formação de gases que podem ser eliminados pelas vias respiratórias;


  •      Alimentos ricos em líquidos como sucos e sopas.



Lembrem-se, os alimentos podem auxiliar no combate ao mau hálito, mas se persistir devemos investigar, tendo em vista que as causas podem ser diversas. Não passem mais de 3h sem se alimentar, mantenham a boca bem higienizada e viva o beijo cênico!!


Renata Belarmino
Atriz, Nutricionista e Personal Diet CRN 35113/P


Quer um plano nutricional especialmente para você? Consulte através do email: renatabelarmino@yahoo.com.br


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Como fui arrebatada pelo teatro - por Marilandi Pereira

Acho que esta paixão pelo teatro já vem de outras vidas. Lembro que já fazia dramas homéricos com meus irmãos quando pequena, do tipo fingir que estava morta, dizer que ia embora e nunca mais voltaria, escrever bilhetes de despedida, este teatro nato das crianças.
Mas subi ao palco mais ou menos com uns 4 anos de idade. Minhas irmãs e primos montaram uma peça de teatro baseada em um circo que passou em Canelinha (minha querida cidade natal) chamado Pinduca. Eu tinha apenas duas aparições e me lembro exatamente como eram. Uma eu simplismente entrava em cena e dizia "Mãe, em baixo da água tem água?" e a outra era entrar na loja do meu primo, que fazia papel de sapateiro e perguntar se tinha sapato de gambá. Na estréia para as crianças do bairro, como não sabia nem falar direito perguntei se tinha sapato de bangá. Risadas e aplausos geral. E creio que foi neste dia que o bixinho do teatro me invadiu e criou morada. Até hoje lembro daquela sensação... Ai que saudades que me deu.

Marilandi Pereira é atriz



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Farol - Voz com Renata Ferreira

A Voz no Teatro

No teatro, a voz do ator tem uma importância fundamental. Através das suas modulações e possibilidades, aliadas as emoções, aos movimentos corporais e energias do personagem, o ator transmite e influencia sensivelmente o espectador.

A voz falada tem seu poder de envolvimento e de sugestão, é o ato essencial na interpretação, e o ator precisa ter cuidados incorporados ao seu dia-a-dia, o que permitem a preservação e o aprimoramento da emissão vocal.

Não é normal apos ensaios, estréias, apresentações, momentos em que a voz é mais exigida, o ator sair com dor, ardor,cansaço vocal, rouquidão, ou perder a voz.

A voz é o instrumento de trabalho do ator e alguns cuidados são essenciais para a saúde vocal, que auxiliam a prevenir o aparecimento de alterações e doenças nas cordas vocais, e a promover melhor desempenho da arte de falar!

Nas próximas colunas desenvolverei mais sobre esses assuntos!

"Estar de bem com a voz é uma benção não só para a primadona como para o artista dramático. Sentir que temos o poder de dirigir nossos sons, comandar sua obediência, saber que eles forçosamente transmitirão os menores detalhes, modulações, matizes da nossa criatividade." Stanislavski, 1983.

Renata Dall'Agnol Ferreira
Fonoaudióloga - Crfa 18492
Professora de Canto e Técnica Vocal
contato@renatacantoevoz.com.br
www.facebook.com/cantoevoz
Twitter/Instagram: @RenataCantoeVoz



Nova parceria - coluna Farol!


Ah! As Renatas!
Como postamos semana passada, o significado do nome diz muito sobre elas: "Sua generosidade já é percebida na infância, desde muito cedo já sabe dividir, entende a necessidade dos outros e sente-se bem ajudando como pode. Liga-se a profissões onde possa exercer este seu lado. Sempre pensando num mundo melhor, não poupa energia ao participar de atividades de cunho social. Busca atividades rentáveis também, mas não sem um propósito de ajudar o maior número de pessoas possivel..."

Pois é, após a nossa nutricionista querida, que tem nos dado dicas valiosas, a Renata Belarmino, a Cia. Nó ao Vento tem agora a Fonoaudióloga e Professora de Canto e Técnica Vocal Renata DallÁgnol Ferreira como nossa parceira!
Ela vai nos dar dicas do uso e dos cuidados com a voz.
Seja bem vinda Renata!!!

O primeiro post da coluna "Farol - Voz com Renata Ferreira já já!!



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Como fui arrebatado pelo teatro - por Otávio Martins

 A primeira vez que fui arrebatado pelo Teatro foi em "Electra Com Creta", do Gerald Thomas, quando eu tinha 14 anos. Pra mim o teatro era uma coisa bacana, mas jamais poderia imaginar as possibilidades que a criação teatral poderia trazer antes de ver aquele universo fantástico que vi na peça. Até hoje tenho na memória as performances de Maria Alice Vergueiro e Beth Goulart.

Otávio Martins é ator e diretor



Receita do Grumete - Pavê de banana com doce de leite

Ingredientes
- 6 bananas caturras
- 1 colher (sopa) de manteiga
- 1/2 xícara de açúcar
 

Creme de doce de leite
- 300g de doce de leite
- 1 lata de creme de leite Ganache
- 200g de chocolate meio amargo
- 1 lata de creme de leite
 

Preparo
1. Corte as bananas em rodelas.
2. Leve ao fogo uma frigideira com a manteiga e o açúcar e deixe começar a caramelizar.
3. Adicione as rodelas de banana ao caramelo e deixe dourar.
4. Retire do fogo e reserve.
5. Para o creme de doce de leite, misture bem o doce de leite com o creme de leite até que fique uniforme. Reserve.
6. Para o ganache, derreta o chocolate em banho-maria.
7. Junte o creme de leite e misture até que fique homogêneo.
8. Distribua nos copinhos uma camada de bananas carameladas.
9. Por cima, ponha uma camada de creme de doce de leite.
10. Distribua mais uma camada de bananas.
11. Cubra com outra camada de doce de leite.
12. Finalize com uma camada de ganache.



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O teatro e eu - Daniela Campos

Inspirada na série "Como fui arrebatado pelo teatro" a Daniela Campos um pouco da sua tragetória de vida, sempre com a presença do teatro, com "a arte vencendo a dor". Que a arte sempre vença a dor Dani!!!
   

A primeira vez que tive contato com teatro foi em medos de 95, quando tinha 14 anos (17 anos atrás!). Fui convidada por alguns amigos para participar de um curso de teatro que havia em uma faculdade aqui em Coronel Fabriciano, cidade onde nasci. Na época, eu treinava vôlei em um clube de uma cidade vizinha. Meu sonho era ser uma Ana Moser. Sonho este que acabou no exato momento em que vi um cara que atende pelo nome de Ricardinho, contar a história de Édipo Rei, de Sófocles, filho dos reis de Tebas, Laio e Jocastra. Fiquei fascinada pela história e pela forma como o Ricardinho a contava. 

    A partir daí, larguei o vôlei e comecei a participar de todas as oficinas de teatro que aconteciam na faculdade. Depois de algum tempo eu e alguns amigos começamos a fazer peças na escola e fomos convidados a participar de um grupo de teatro de rua, que se chamava Xangui.

Daniela está de blusa laranja - Xangui
 Ah, saudades... Com o grupo Xangui, começamos a participar de alguns eventos em Coronel Fabriciano, fizemos algumas apresentações em praças e fomos até a um festival em Betim. Neste festival vi, pela primeira vez, o grupo Galpão, foi então que tive certeza que ali era meu lugar. Mas, eu não queria só teatro de rua, queria conhecer o palco. O tão falado pelos colegas "palco Italiano".

   Pois bem, após uma desilusão amorosa, aos 16 anos de idade, resolvi juntar a fome com a vontade de comer e fui embora de “Fabri”. Eu e um amigo fomos para Belo Horizonte, de lá ele veio embora e eu partir para São Paulo. Ah, Sampa! Que saudade! Assim que cheguei a São Paulo, fui procurar uma escola de teatro. Foi aí que encontrei a escola Macunaíma. Acho que isso foi em 2000, sou péssima com datas. Lá apresentei minha primeira peça no tão sonhado "palco Italiano". A peça era "Teatro a Vapor", de Arthur Azevedo, dirigida por Luiz Baccelli. Depois veio "Bonitinha, mas Ordinária", de Nelson Rodrigues, dirigida por Juliana Pikel e "As Troianas", de Eurípides, dirigida por Luciana Magiolo, dentre outras.
     Nesta época, a cada seis meses, apresentávamos uma peça no final de cada semestre. Foram vários mestres que contribuíram para a minha formação. Não cheguei a concluir o curso, quando faltavam seis meses para o término, eu tive que abandonar o curso, minha vida em São Paulo não estava das melhores... Faltava tudo: maturidade, grana, resolvi que não iria mais atuar, saí da escola e arrumei um emprego em um banco.
  
As Troianas - Dani está de cinza
   Depois de um tempo, comecei a fazer faculdade de Produção Audiovisual.  Não iria mais atuar, mas também não queria ficar fora dos palcos, queria ficar perto, mesmo que fosse por de trás das coxias... Porém, mais uma vez, meus planos foram por água abaixo. Tive uma forte crise existencial, minha cabeça ficou muito confusa. Apaixonada, levei um baita pé na bunda e resolvi largar tudo de novo e voltar para Minas. Não queria mais saber de teatro, de palco Italiano de ficar atrás das coxias. Coloquei na minha cabeça que aquele mundo não era o meu, não me pertencia.
    Voltei para Minas e iniciei outro curso, Serviço Social. Tudo estava indo bem, até que um dia comecei a me incomodar com a situação em que vivia. Sentia falta de algo, um bichinho me picava. Picava tanto que me incomodava. Nessa época estava envolvida em um projeto de extensão da faculdade. Tinha que desenvolver um projeto para o campo de estágio no qual estava inserida. Foi então que pensei: "Puxa, posso usar o que aprendi no teatro neste projeto, pois a arte tem o poder de unir, de salvar, de mudar vidas!".  

"Bonitinha, mas ordinária". Dani é a 7ª da esquerda para a direita. "Ritinha"

    Era exatamente isto que eu estava procurando naquele projeto de extensão. Então, desenvolvi o projeto e o batizei de "A Arte Vencendo a Dor", titulo este que tomei emprestado de uma grande amiga, Isa Oliveira, autora do livro "A Arte vencendo a Dor".  Resumindo, hoje não estou em cima de um palco, não estou por de trás de nenhuma coxia, porém, sei que esse bichinho que insiste em me cutucar ainda vive em mim e, por ele viver dentro de mim, sei que esta história não acaba aqui, que muitos capítulos ainda estão por vir, afinal, "o show tem que continuar" e, quem tem alma de artista...

Daniela Campos e Rita Brafer em "As Primícias"

Daniela Campos e atriz e assistente social