terça-feira, 30 de abril de 2013

Como fui arrebatado pelo teatro - por David Medeiros

O teatro parece ter me tomado desde sempre. Quando era adolescente eu, minhas primas e vizinhos, montávamos peças para platéias enormes de 4 ou 5 pessoas, no quintal de casa, e éramos felizes demais com aquilo. Quando entrei no colégio, tive a felicidade de encontrar um monte de gente louca, que compunha o Projeto Criação, dirigido por Celso Solha e Juliano Pereira, do qual participei por 3 anos e é de lá a primeira imagem forte que guardo do teatro (1995), a encenação da peça Bobuque, a intenção que meus colegas queriam dar naquilo me acendia. Hoje, o protagonista daquela peça é um dos fundadores da Brava Companhia, que é notória em nossa cena teatral. Bem, depois de lá, e até hoje, ainda me faço platéia para sorver o néctar dessa bela arte e fico feliz das vezes que posso enfiar os pés na suculenta jaca que é o palco.

David Medeiros é ator e um amante de arte



segunda-feira, 29 de abril de 2013

Farol - Nutrição com Renata Belarmino

1, 2 Feijão com Arroz...

E não é que essa cantiga infantil faz todo sentido? Tanto o arroz quanto o feijão, possuem ótimos benefícios quando consumidos separados, agora juntos formam uma excelente fonte proteica.

O arroz possuem vitaminas do complexo B que são responsáveis pela manutenção do corpo e da mente, além de possuir carboidratos, folato e cálcio que é essencial para o bom funcionamento corporal.

Já o feijão é rico em fibras que ajudam no funcionamento do intestino, vitaminas do complexo B e alguns minerais como ferro, zinco, potássio que tem função reguladora no organismo.

A combinação de 3 colheres de arroz pra duas de feijão é um ótimo aliado pra quem quer obter os benefícios de ambos, pois a união ajuda a manter a glicemia e proporciona saciedade.




 Mantenham hábitos saudáveis e apostem nesse par perfeito!


Renata Belarmino

Atriz, Nutricionista e Personal Diet CRN 35113/P

Quer um plano nutricional especialmente para você? Consulte através do email: renatabelarmino@yahoo.com.br


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Como fui arrebatado pelo teatro - por Domingos Charik

Foi lá pros anos de 1988, quando fui assistir pela primeira vez uma peça de teatro, que foi numa escola estadual, a peça "DOIS PERDIDOS NUMA NOITE SUJA" de Plinio Marcos.

Foi algo magico que me tocou profundamente, assistindo aquela peça e aquilo tudo ao meu redor, cenário, canhões de luzes, fiação e os atores... fiquei encantado, daí por diante nunca mais deixei o teatro.

Domingos Charik é ator



sexta-feira, 12 de abril de 2013

Receita do Grumete - Pudim de leite em pó

Dessa vez quem enviou a receita para o grumete foi a jornalista Gisele Melo.
Valeu Gisele, ficou uma delícia!

O Grumete


Ingredientes
•    3 ovos
•    2 xícaras de água filtrada
•    2 xícaras de leite em pó
•    2 xícaras de açúcar

Modo de Preparo
- Bater muito bem no liquidificador em primeiro lugar os ovos, depois o açúcar e o leite.
- Após, colocar em assadeira caramelizada e assar em banho-maria no forno por cerca de 40 minutos.



quarta-feira, 3 de abril de 2013

Como fui arrebatado pelo teatro - por Hélio Pajeú

Quando criança o mundo dos sonhos e da inventação já me fascinava. Mesmo sem nada entender, pegava as folhas que meu irmão datilografava, nas quais estavam escritas duas ou três palavras na mesma sequência, e as transformavam em belas estórias, em textos dramáticos, magníficas peças teatrais que só existiam na minha cabeça. Com elas em punho entrava no grande palco que eu enxergava no terreiro de frente da minha casa, lá no interior de Pernambuco. Ali travestido do personagem que eu encarnava, que só eu vislumbrava, emocionava a grande plateia que me aguardava depois do limiar: a singela plantação de cana cana-de-açúcar de papai, que pra mim era um imenso público adorável que me aplaudia ao fim de cada espetáculo. Ali sentia o calor das luzes que me alumiavam no centro da cena, que vinham direto do sol. Sentia também o breu que vinha do anoitecer. Naquele meu palco inventado eu fui rei, fui amante, fui menino, fui cangaceiro e herói. Anos mais tarde, já não tão ingênuo, dentro da caixa preta e com um palco de verdade pude sentir, sem fantasiar, as delícias de dar vida a um personagem numa história de outrem. Foi no Teatro Fernando de Azevedo, na Praça da República que dei feitio ao Cabo Arlindo, na peça Xandu Quaresma de Francisco de Assis. Não consigo descrever a sensação que tomou conta de minh’alma, mas ela me acompanha até hoje e era exatamente a mesma da primeira vez que subi ao meu palco diante das folhas secas que me aplaudiam fervorosamente, ali naquele instante remoto que me reconheci artista e que constitui minhas mais alegres memórias teatrais.

Hélio Pajeú é ator e bailarino (como ele diz: "um escrivinhador de garatujas")