quarta-feira, 31 de julho de 2013

Como fui arrebatado pelo teatro - por Gustavo Haddad

Meu primeiro contato com o teatro foi aos 13 anos em minha cidade natal, Bauru SP.
Em  fevereiro de 1989, numa terça feira chuvosa de carnaval, fui levado por uma amiga de infância para conhecer uma senhora, proprietária de uma escola de datilografia, Dona Celina Lourdes Alves Neves (professora, autora e diretora de teatro com uma vasta biblioteca teatral).
Até então meu interesse estava só em aprender a “arte de datilografar”- nossa como estou velho!!
Comecei a freqüentar as aulas de datilografia.
Como exercício para aprimorar minha digitação, Dona Celina, me oferecia textos de teatro para copiar através da máquina de escrever. Foi ai que o teatro me pegou, fiquei fascinado por aquelas histórias e a forma como eram contadas, com diálogos, cenários e ações. Conclusão, lia os textos até a última linha sem apertar um único botão da maquina de escrever. Logo ficou claro, para mim e para paciente professora, que eu não teria futuro com a datilografia.
Nos aventuramos então em uma montagem amadora e o texto escolhido foi “O pedido de casamento” de Anton Tchecov, ensaiamos durante 2 meses na sala de visitas da casa de Dona Celina e fizemos uma única apresentação, em um Espaço Cultural no centro da cidade, minha primeira tentativa nos palcos.
Segui com o teatro amador, até que em 1993 tive a experiência definitiva. Assisti na praça da Catedral, no cento de Bauru, a montagem de “Romeu e Julieta” do Grupo Galpão com direção do Gabriel Villela. Depois de ver o que esta trupe mineira fazia em cima de uma Veraneio, fui arrebatado pelo teatro e tive a certeza que era esta a estrada que eu queria percorrer.


Gustavo Haddad é ator


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Receita do Grumete - Caldinho de Açafrão

Tá frio né?
A dica do Grumete é um jeito rápido, fácil e delicioso para aquecer o seu estômago! Caldinho de Açafrão! Huuuummmm e esse cheirinho bom de açafrão!



Ingredientes
. 4 xícaras (chá) de caldo de carne
. 1 colher (chá) de açafrão em pó
. 4 ninhos de macarrão cabelo-de-anjo
. Sal
. Pimenta e azeite a gosto
. Folhas de manjericão para decorar

Modo de preparo
1. Misture o caldo com o açafrão e ferva.
2. Junte a massa e cozinhe conforme as instruções do fabricante.
3. Tempere com o sal e a pimenta e regue com o azeite. Decore com folhas de manjericão e sirva


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Como fui arrebatada pelo teatro - por Mônica Granndo

E no mês em que comemora 25 anos de carreira a atriz e diretora Mônica Granndo (que dirigiu o primeiro trabalho da Cia. Nó ao Vento, a peça Navalha na Carne) nos conta como foi que o bichinho do teatro lhe pegou. Parabéns Mônica que venham mais 25, e mais 25 e mais 25...


Em "Essa Moça"
Tive algum momentos marcantes que me levaram a esta escolha, o primeiro deles foi aos 9 anos ao assistir uma apresentação da peça Chapeuzinho Vermelho, fomos mau pai, minha irmã do meio, então com 3 anos e eu. Lá pelas tantas esta minha irmã se levantou da plateia e correu ao palco pra ajudar a Chapeuzinho, fiquei impressionada com a verdade daqueles atores que convenceram minha irmã de que a apresentação era de real. Mais tarde, já com 16 anos iniciei um curso de teatro no Sesi de Sorocaba e depois da primeira aula, no palco daquele teatro, ouvindo os aplausos dos meus colegas tive certeza de que ali era o meu lugar. Nessa época assisti peças incríveis como "Corpo de Baile" dirigido por Ulysses Cruz, "Electra concreta" de Gerald Thomas, "Paraíso Zona Norte" de Antunes Filho e acada espetáculo desses tinha mais certeza do meu caminho. Este mês completo 25 anos de carreira, data da minha primeira peça em cartaz no Sesi de Sorocaba.

Mônica Granndo - atriz, diretora e professora de teatro


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Como fui arrebatado pelo teatro - por Mauro Baptista Vedia


A primeira peça que lembro de ter visto foi uma peça infantil que assisti em Montevideo, escrita pelo melhor amigo de meu pai, Alberto Paredes, Chun Chun, Los Ferrocarilles, era o nome em castellano. Lembro bem de meu ponto de vista, bem baixinho, eu deveria nao ter mais do que 5-6 anos e medir não mais do que 1 metro, assistindo os atores vestidos e fazendo o trem em cena, e da música composta para a peça, do mesmo nome. A cena era em plano aberto, geral. Chun, chun seria o ruido que o trem faz quando larga aquela fumaça. Eu me divertia muito e era, sobretudo, muito feliz, já que havia no atmosfera da época, fins dos sessenta, muito afeto, muito afeto e generosidade. Lembro também como se fosse hoje do rosto do filho do dramaturgo, Daniel, em primeiro plano, rindo e cantando para mim a música. Na época, consigo recordar que meu pensamento ao assistir a peça era sobretudo emoção, sentimento, felicidade, quando eu não tinha que me preocupar com nada e era rodeado de de afeto.

Mauro Baptista Vedia é diretor de teatro e cineasta.