quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Como fui arrebatada pelo teatro - por Paula Oliveira


A primeira vez que eu tive contato com teatro, e que me marcou muito, foi a peça de teatro musical Os Saltimbancos, em 1977, eu tinha 4 anos de idade. Eu estava com meus pais e minha irmã. Depois assisti ao filme, com a Lucinha Lins no elenco! Foi um momento mágico na minha vida.
Lembro-me com carinho e saudade até hoje.Marcou tanto que hoje, sou atriz e cantora! Essas referências fazem parte da nossa formação e são muito importantes para o nosso desenvolvimento.

Paula Oliveira é atriz e jornalista



quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Como fui arrebatada pelo teatro - por Karen Francis


 Desde que eu me conheço como gente eu faço teatro. Sou a neta mais velha de oito. Desde pequena eu já obrigava meus primos mais novos a decorarem os textos que eu digitava na máquina de escrever. Encenava "A praça é nossa" em meu sítio, com figurino e marcações que eu também dirigia (sim, eu gostava da Praça é nossa). Eu obrigava inclusive os primos meninos a fazerem papel de mulher; e, por mais tempo que eu tenha ficado um sem pisar no palco, eu sempre soube que esse é o lugar onde a liberdade me pega pela alma.

Karen Francis é atriz



quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Como fui arrebatado pelo teatro – por Paulo Barros




Minha família costumava a passar o final de ano na casa de uma tia minha, em Guarulhos. Íamos todos os anos para lá.
Num determinado ano, acho que com 5 ou 6 anos de idade, minha tia, juntamente com meus pais, nos levaram, meus irmãos, primos e eu, para assistir uma peça num pequeno teatro próximo ao Lago, na Vila Galvão, teatro Nelson Rodrigues.
Me lembro muito pouco da história e não me lembro do nome, mas o que me marcou foram os atores. Fiquei impressionado como eles conseguiam “fazer” aquelas pessoas, aqueles animais (minha maneira simples de entender). Era mágico! Em especial me lembro de um ator que se destacava dos outros.
Quando acabou o espetáculo pedi ao meu Pai que me levasse para conversar com o elenco, e quando falei com esse ator perguntei seu nome e ele me respondeu: Rogério. Aquele momento era muito especial, estava eu conversando com um ”Artista”. Fiquei pensando: “Será que ele mora numa casa normal, como a minha?”. Não poderia ser! (rs). “Pessoas assim deveriam morar em casas diferentes, divertidas!” Então não me contive, perguntei: “Onde você mora?” E ele me respondeu: “Na Bela Vista”. Perguntei para meu pai “onde é a Bela Vista?” Ele me disse “Ah! É muito longe!”. Morávamos em Osasco nessa época. Bem! Fomos embora.
Muitos anos depois estou eu morando no “Bixiga”!! Não vim para a Bela Vista por esse motivo, é claro! Mas sempre me lembro desse momento de minha vida.

Paulo Barros é ator


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Como fui arrebatado pelo teatro - por Wanderley Salgado


Na Ópera Cavalleria Rusticana
A primeira lembrança que tenho de teatro, aconteceu por volta dos meus 7 anos de idade na escola, quando fui escolhido para declamar uma poesia no dia das mães. Além de descobrir a minha facilidade para decorar, encontrei prazer nos aplausos das pessoas que prestigiaram aquela apresentação.
Em minha adolescência fiz teatro no ginásio. Nessa época, meus professores fizeram uma performance da música "Eu sou Free" da banda Sempre Livre. Eu amei aquela apresentação e foi a primeira vez que pensei: "Eu quero isso pra minha vida!".

Após alguns anos consegui vir à São Paulo a fim de ingressar na faculdade e estudar teatro.
Aproximadamente há um mês morando aqui, na casa dos meus tios, consegui me inscrever num curso de teatro amador, porém meu tio disse: "Se fosse filho meu, não deixaria fazer". Como vim para isso, ignorei esse comentário e fui batalhar pelos meus sonhos.

Segui minha vida, trabalhando, fazendo faculdade e sempre estudando teatro. Lembro que o dinheiro era pouco e o tempo também, mas não abria mão de estar aos sábados e domingos batalhando pelo meu sonho de ser ator.

Somente após alguns anos, trabalhando em uma empresa e recebendo um bom salário, consegui fazer um curso profissionalizante no Teatro Escola Macunaíma, onde aprendi muitas coisas e, principalmente, a valorizar o processo de montagem de uma peça com as professoras Einat Fabel e Mônica Granndo.
Ao sair do Macunaíma, não queria perder o contato com o teatro, então fiz uma oficina com o grupo Os Satyros, onde descobri o que é ser um ator criador. Lá fiquei por 4 anos e fiz parte do NES (Núcleo Experimental dos Satyros), no qual tive excelentes professores, dentre eles, Roberto Audio, que sabe muito bem como lapidar um ator.

Em 2008, nós, os atores que fazíamos parte do NES, formamos a "Cia Bruta de Arte" e seguimos, desde então, na arte do fazer teatral.

É importante mencionar que pela primeira vez, em dezembro de 2007, por estar apaixonado e com planos de me casar, resolvi deixar o teatro por ciúmes da namorada, mas isso não demorou muito. Em março de 2008 estava de volta para o meu grupo fazendo o que me deixa feliz, atuar. Foi nesse período que o mestre Paulo Goya me disse que "quando o bichinho do teatro entra no seu corpo, independente se você é um bom ou mau ator, ele ficará por toda a vida".

Para mim, o ato de representar é como o de cantar em um coral, no qual a música te dá a sensação de êxtase, uma ligação com o divino, o que não tem explicação.


Wanderley Salgado é ator

Esse mês o ator está em cartaz no Teatro Municipal de São Paulo com a ópera "Salomé" e em outubro retorna ao mesmo teatro como o mafioso na ópera "Cavalleria Rusticana".



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Como fui arrebatado pelo teatro - por Ricardo Aciole

Olá a todos os leitores do blog da Cia Nó ao vento. Fiquei muito honrado pelo convite da Rita Brafer para escrever sobre minhas primeiras experiências e contatos com o teatro. Lembrei de dois momentos importantes, que seguem abaixo:

A primeira experiência com a plateia...
Aos 11 anos de idade a professora de Artes pediu que escrevêssemos cenas e apresentássemos na sala de aula. Fiquei empolgado com a ideia. Tínhamos que em poucas semanas formar grupos, escrever e apresentar. Todos começaram a escolher os colegas com quem tinham mais afinidades, ninguém me chamou e fiquei sem grupo. Quer dizer, ficaram sem grupo o meu colega Samuca e eu. Foi triste ter só o Samuca como grupo! Era muito difícil criar algo legal só com dois “atores”, nós nos esforçávamos mas não tínhamos nenhuma ideia boa. Os dias foram passando, a semana das apresentações se aproximando, e nada. Faltando poucos dias, Priscila, a menina de um dos grupos já formados, nos chamou para entrar no dela. Ela deve ter ficado com dó da gente. Eles também não tinham cena pronta só algumas ideias. Com mais gente foi mais fácil, conseguimos apresentar e foi um sucesso na sala de aula. Sem ensaiarmos muito fizemos a peça toda improvisando. Eu entrava dançando a música “Florentina” do Tiririca, depois dessa apresentação algumas pessoas ficaram me chamando de Tiririca por um bom tempo.


Ricardo Aciole
Depois com 17...
Com 17 anos saí da escola e não sabia o que estudar, tinha aberto um Céu (Centro Educacional Unificado) perto de casa e meu irmão se matriculou no curso de teatro. Fiquei interessado e acabei me matriculando também. Criamos uma cena com o grupo e a orientadora disse que a apresentação seria no outro dia em um Sarau. O lugar ficou lotado de gente, havia um grupo de forró, todos dançavam animados. Disseram que seriamos os próximos. A cena era sobre o ciclo da vida, eu entrava, deitava em posição fetal, ia levantando como se estivesse crescendo, depois ficando velho e virava um feto de novo. Pois bem, foi só eu iniciar e me encolher como um feto que as pessoas começaram a ir embora. Eu de olhos fechados ali no chão como um feto e ouvindo as pessoas dizerem: - Putz, ficou chato!
Aquele burburinho, a sala ficando vazia e mesmo assim fizemos toda a cena e conseguimos acabar com o Sarau! E de lá pra cá algumas vitórias, outras derrotas, mas nunca mais parei com o teatro.

Ricardo Aciole é ator


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Como fui arrebatado pelo teatro – por André Domicciano


Não sei dizer quando ou como fui “arrebatado”. A minha relação com o teatro é mais antiga que minha memória, eu acho. Lembro-me de ir ao teatro desde sempre. Minha mãe, que fora atriz nos tempos de faculdade, fazia questão de me levar para ver espetáculos sempre que possível. Mesmo morando no Butantã, boa parte de minha infância se deu na Bela Vista. Acredito que, parte de mim, sempre residiu na Brigadeiro.
Mas foi aos doze anos que pisei, pela primeira vez, num palco. Foi horrível! Tudo que tinha pra dar errado, deu! Tenho uma autoimagem daquele momento. Nela, me vejo balançando de um lado para o outro enquanto vomitava um texto que não deveria ser meu (o ator principal faltara no dia e eu tive de substituí-lo de última hora). Horrível!
Misteriosamente, no ano seguinte eu estava lá, uma vez mais. E, desde então, nunca larguei os palcos. Nunca. De lá para cá, foram mais de 18 anos. E, assim, volto ao início do meu relato: não sei dizer quando ou como fui arrebatado, pois não imagino como seria minha vida sem o teatro...

André Domicciano é ator, diretor e dramaturgo


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A Cia. Nó ao Vento indica!

Vale a dica para ver o espetáculo "4ª reticência" no 5º Festival de Teatro Cidade de São Paulo.

A apresentação será no próximo dia 27/08, as 21h, no Teatro União Cultural.

Com texto, atuação e direção da Karen Francis e do Ed Fuster, a peça aborda a sempre atual temática dos relacionamentos. É um drama com pitadas de comédia que busca a aproximação com o público por meio da identificação com os personagens, que expõe em cena todos os prazeres e problemas de um relacionamento, ora apresentados de forma realista e ora através de simbologias que dão margem a sensações e reações variadas.

Porque "4ª reticência"? Como eles dizem "a 4ª reticência nada mais é do que o espaço de silêncio onde tudo é dito."


Vale muito a pena conferir!! Eu vi e estou na torcida!!!

Merda! E que venham muitas e belas temporadas!

Rita Brafer




quarta-feira, 30 de julho de 2014

Como fui arrebatado pelo teatro - por Renato Prieto

Costumo dizer que não tenho profissão tenho devoção meu primeiro contato foi na escola com minha mestra Glória... Me entregou um texto e disse: quero que vc participe do encerramento deste ano , sinto que seu caminho é o teatro, então vamos começar?

....nunca mais parei.

Até hoje meu coração bate forte quando alguém da produção diz: Renato está pronto? Vou dar o terceiro sinal!... Vamos começar??
O ator no espetáculo "Encontros Impossíveis"

Renato Prieto é ator


A Caravana da Ilusão está voltando!!!


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Como fui arrebatado pelo teatro - por Flávio Guarnieri


Teatro: Minha paixão e meu infinito amor! Amo a arte de representar! Pudera: Fui gerado durante "Eles não usam Black-tie" no teatro de Arena (Hoje Eugênio Kusnet) em 1958 e nasci em Lisboa em Setembro de 1959 durante a tournê de Gimba! Os dois espetáculos de autoria de meu amado e saudoso pai, Gianfrancesco Guarnieri! No início não queria ser ator! Queria fazer medicina! Ser Médico pediatra! Depois quis ser comandante na aviação e em seguida, piloto de Fórmula 1! Aí, vc para pra pensar e descobre que existe uma forma sim de ser tudo isso! A profissão de ator, em que vc pode ser o médico, o comandante, o piloto e qualquer coisa que vc quiser e a hora que quiser! RS! Meu primeiro contato com o teatro como ator foi ainda amador no colégio Equipe e com direção do Serginho Groisman! Foi a peça "O berço do Herói" , que todos conhecem pela televisão, como Roque Santeiro de Dias Gomes! Eu fazia justamente o protagonista, que era o cabo Jorge! Papel do queridíssimo e agora muito saudoso tbém, José Wilker! Meu primeiro contato profissional foi uma peça do Marcílio Moraes chamada "Sonata sem Dó" e que por uma extrema coincidência estreeou no teatro de Arena em 1977 (o mesmo espaço onde fui gerado e tendo como um dos fundadores, o meu pai! Ganhei com essa peça o prêmio APCA de ator revelação e de lá pra cá não parei mais! Quis o destino que me tornasse ator! Quis o destino que eu me tornasse um melhor ser humano a cada dia! Com seus erros e acertos inerentes a raça humana! Quis o destino que eu me tornasse gente! Quis, sim, o destino, que eu me tornasse sempre um verdadeiro homem de teatro!

Flávio Guarnieri é ator


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Como fui arrebatado pelo teatro - por Messias Carvalho


O ator em cena da peça "O som das cartas que não li"


A primeira lembrança que tenho de minha iniciação no teatro vem da infância, quando com 7 anos numa festa de Natal na casa de um tio alguém sugeriu que as crianças preparassem uma apresentação sobre o natal e junto a primos e amigos fizemos o um conto de natal improvisado que nos ocupou por um fim de semana inteiro. Os adultos queriam mesmo é que as crianças se ocupassem e acabaram despertando naquela criança um encanto que lhe faz brilhar os olhos até hoje.
Depois fui fazer teatro na escola, apresentava trabalhos encenados, participei de festivais de teatro estudantil, quase bombei várias vezes no colegial devido aos ensaios, mas era o xodó dos professores e direção da escola, justamente por fazer teatro na escola e para a escola.

Como a maioria fiz bastante teatro amador até me profissionalizar em 2000 e desde então não faço outra coisa. Em 2009 depois de passar por alguns coletivos de São Paulo junto a outros artistas que conheci nestas passagens criamos nossa companhia de teatro aonde venho desenvolvendo minhas pesquisas e trabalhos atualmente.

Messias Carvalho é ator


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Como fui arrebatado pelo teatro - por Silvio Tadeu

Sempre  difícil... é assim que começo.

Sempre difícil  voltar ao passado, falar ou escrever, sobre assuntos que foram catalisadores em nossas vidas, que mudaram o nosso rumo.

Falar sobre isso, sem sentir o famoso “nó no estômago", sem o peito disparar, e ainda sentir que essa magia ainda existe, a que permaneceu no primeiro dia!

Falar da forma como o teatro entrou em minha vida.


Aceito o desafio.


O ator como Creonte no espetáculo Édipo Rei em 2002


A que seria uma primeira vez, não deu certo. Era um domingo de uma manhã  ensolarada .
Como todo bom garoto, possuidor dos seus seis ou sete anos, na rua, em frente de casa, quando meu pai e minha irmã, saíram muito bem vestidos, e meu patriarca, me convidou para irmos ao Teatro Municipal, assistir uma apresentação, não lembro se era de balé ou ópera. Recusei o convite. Adiei a  oportunidade de conhecer “a minha casa", pois achei, na minha infantil concepção, que esse tal  “ teatro”  só poderia ser mesmo muito chato, pois em pleno domingo de brincadeiras, eu iria por roupa bonita, e me privar da  diversão !

Anos se passaram,  creio que em 76 ou 77, mais uma vez, meu pai,  espectador assíduo de um extinto programa da TV Cultura, “Teleteatro" , onde alguns espetáculos eram editados e formatados para a telinha, e quem não tinha o poder aquisitivo de  pagar um espetáculo de teatro com qualidade, era contemplado com um espetáculo “em casa “ .

O primeiro que assisti, por acaso, não por interesse confesso, foi  “A Ratoeira" de Agatha Christie, em um elenco estrelar, como Pepita Rodrigues, Carlos Eduardo Dolabella, Edwin Luise.

Acostumado ás interpretações noveleiras, me chamou a atenção o trabalho de Edwin Luisi, num trabalho impecável como Cristopher Ross, o jovem carente e perseguido na cena do crime.
Ficou marcado .

O próximo foi meu grande divisor de águas:  “ O Santo Inquérito “ de Dias Gomes, com Regina Duarte no papel absoluto de Branca Dias .
Uma pergunta em mim ficou :  fazer teatro  é isso? 
Contestar com  pureza, força e ingenuidade as pressões que sofremos, e ainda fazer isso com arte ?

Nunca podia imaginar que seria isso !

Ficou em mim não mais a curiosidade, mas a certeza!

Queria saber mais sobre  isso .

Mais um salto no tempo, ano acho que de 1982.
Estava no Colégio, quando passaram nas classes com o aviso : “Alunos que  queiram integrar o grupo de teatro do colégio, comparecer no próximo  sábado ás 14 horas". 

Pronto! Surgiu minha oportunidade!

Grande  ansiedade, finalmente chegou o sábado.

Lá estava eu, e o grupo era grande.

Não entramos... portões de acesso ao teatro fechados!

Segundo explicações, alguém da diretoria, não havia enviado a circular, autorizando a abertura da escola nesse sábado, portanto não haveria reunião do grupo .

Grande revolta .

Frustados, fomos ao bar, afogar as mágoas na cerveja.

E mesmo assim, sem ter entrado no espaço físico, conheci o que viria a ser, um “ grupo de teatro”.

Estava acostumado com a turma de garotos, que só falavam de festas e garotas, mas aquelas pessoas eram  diferentes . O assunto era  MPB, Rock, Filosofia, Política ...me sentia em casa e motivado a prosseguir a descobrir ainda mais  sobre esse tal “ teatro".

Próximo sábado, nova reunião do grupo, desta vez, com os portões abertos, e o teatro idem ...quando entrei, naquela platéia escura, e uma energia, que ainda sinto, todas as vezes que entro em um teatro, vi que era um assunto sério , ao menos  para  mim.

Duas peças fora cogitadas de serem montadas por esse grupo, uma deles, escrita por um professor de matemática, um nordestino, também compositor, que explorava em seu texto, as mazelas do seu povo de origem, sofredor da seca e da falta de perspectiva.

E religiosamente, todos os sábados ás 14 horas, era o dia religioso do teatro, onde eu me entregava com prazer aos exercícios físicos, intelectuais e espirituais .

O grupo não vingou, como todo grupo amador,  onde nem todos agarram o compromisso, mas a semente em mim ficou e  para sempre e até hoje .

Os anos se passaram, muitas escolas, grupos, e estudos, até os dias atuais, onde fiz da Arte Cênica, minha forma de viver, em 2001, fundei minha própria companhia de teatro, o Ágata.

Tenho orgulho também de ter trabalhado com diretores importantes no nosso cenário como  Antunes Filho, Gabriel Veiga Catellani, Juçara Moraes, Dulce Muniz, Roberto Aschcar, Elio Marios Defterios e ter contribuído na formação de muitos artistas, que hoje estão aí, no mercado, ajudando a conduzir a nossa chama.

Essa é a minha história .

Contem outras por favor .


Silvio Tadeu é ator
silviotadeu.blogspot.com.br


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Como fui arrebatado pelo teatro - por Tadeu Di Pietro


Comecei com seis ou sete anos de idade, quando ia viajar e acampar com amigos patrulheiros(uma espécie de escoteiros), e todas as noites tínhamos várias atividades para entreter o grupo em volta da fogueira. Eu e os amigos achávamos super divertido contar histórias, cantar , fazer piadas ou contos de terror, brincando com os fatos e assuntos do acampamento. Era uma aventura tão divertida, que ficou na lembrança prá toda vida e deixou uma vontade danada de voltar a brincar disso. Passaram-se mais de vinte e cinco anos com a vida desviando o curso para estudos, trabalhos,família etc. até que um dia depois de tanta estrada ,a vontade de brincar daquele jeito ficou tão grande ,que tive de procurar alguns amigos para viajar vidas e es/histórias. Foi aí que me entreguei seriamente e descobri o nome dessa brincadeira : - Teatro e a fogueira : - Palco... E a propósito.., continuo adorando contar histórias... Viva Dionísio!

Tadeu Di Pietro é ator


segunda-feira, 26 de maio de 2014

A Caravana da Ilusão está na estrada!


Gratidão a todos que estiveram presentes nas apresentações no Circuito Profissional Macunaíma.
Em breve em novo teatro!



quarta-feira, 21 de maio de 2014

Como fui arrebatada pelo teatro – por Karina Zichelle


Ao ouvir a palavra teatro, a lembrança mais antiga, guardada no fundo da minha cachola, é a de uma peça infantil chamada “O Palácio Não Acorda”, que assisti numa excursão com a escola lá pelos meus nove, dez anos de idade. Recordo-me da fila para subir para o ônibus (creio que foi o meu primeiro passeio escolar), da entrada do Teatro Arthur Azevedo, dos meus colegas, mas, da peça em si, apenas um borrão de uma única cena, uma imagem fixa, como um quadro impressionista. Não consigo dizer se gostei ou não da peça, mas esse episódio causou  uma inquietação cá dentro que só iria aumentar.

Desde essa mesma terna idade, tinha a certeza de que um dia seria atriz, minha brincadeira predileta, ao lado de minha irmã e de minhas amigas era “brincar de teatro”. Escolhíamos um tema, distribuíamos os personagens e começávamos os “ensaios” improvisados, e a partir deles construíamos a pecinha, que dali umas horas, ou no dia seguinte, apresentávamos para nossos pais. Escolhíamos o figurino com o que tínhamos no guarda-roupa, arranjávamos alguns apetrechos e, voilá: dávamos início à magia! Durante algum tempo continuávamos a representar a mesma peça, e quando uma nova amiga ia nos visitar, ensinávamos a peça para ela também. Lembro-me de três peças: uma sobre Cleopátra, a rainha malvada do Egito que confiscava os bens de seus cidadãos e terminava presa; outra sobre a aventura de duas irmãs para resgatarem sua prima sequestrada pela vampira que assombrava a cidade, e a terceira sobre uma família de ricas esnobes. Quanta imaginação!! Não sei porque, mas eu era sempre a vilã: Cleópatra, Vampirina e Stephanie (a patricinha arrogante). Como fazer teatro parecia simples naquela época! E era. Posso dizer que foi aí, em meio à brincadeira na sala da casa de minhas amigas, que fui arrebatada pelo teatro.

Essa vontade de ser atriz e contar histórias foi alimentada durante minha adolescência pelo cinema, e confesso que pouco frequentava os teatros da cidade. Durante muitos anos, essa certeza era tão forte que parecia inevitável sua realização, sem que nada eu precisasse fazer para lográ-la. Ledo engano. Aos dezenove anos de idade, já na faculdade, porém, o cenário se modificou. Recordo-me de estar no topo do “Morro da Coruja” (no Instituto de Física da USP), numa tarde fresca de primavera, quando tive uma epifania: não podia mais esperar a sorte bater à porta, era preciso desbravar o mundo! E assim, no meio do verão seguinte, matriculei-me no curso de Teatro e, por Dionísio!, fui arrebatada pelo Teatro a cada nova aula, a cada novo ensaio, a cada novo texto lido, a cada nova pessoa que conhecia, a cada nova peça que assistia...

Minha vida seguiu em direção a esse vórtice delirante, apaixonante e viciante que é o Teatro. Estar nos palcos é de uma beleza divina! Seja atuando, dirigindo, iluminando, assistindo ou lecionando, pois quando os aplausos ecoam pelos bastidores, a plateia se esvazia, as luzes descansam e as cortinas se fecham, um suspiro leve ecoa peito adentro: estou em casa...

Karina Zichelle é atriz

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Como fui arrebatado pelo teatro - por Tiago Leal



Quando criança , ainda em Jaguarão , interior do Rio grande do Sul,   brincava em um quintal que dava para os fundos de um teatro enorme,lindo e desativado, assim como vários outros do interior gaúcho. Eu e outros amigos
Escalávamos e brincávamos nas janelas ate que um dia , tentando pegar uma pombinha, entrei, sem conseguir sair... Fui salvo por um senhor, que tomava conta do lugar. Acho que era uma espécie de guarda ou coisa assim. A partir dai ele deixou que eu e toda a mulecada brincassemos no teatro, quase em ruínas e , mesmo assim, lindo.

Fiquei fascinado por aquele lugar. Eu voltava sempre lá e não conseguia entender direito para que servia. O vigia, com seu jeito tosco tentava me fazer entender o que seria e para que servia um  palco . Acho que ele também não sabia (risos).

Lembro dele falando que os atores contavam estórias. E eu perguntava: É legal?. E ele dizia: Não, é muito chato...(risos)

Anos mais tarde, em Porto Alegre, já com 16 anos fui assistir um espetáculo da Bia Lessa. Orlando, com a Fernanda Torres e vi que aquele velhinho,embora meu salvador, estava errado. Não havia nada de chato e era aquilo que eu queria fazer.

Tiago Leal é ator

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Vem aí A Caravana da Ilusão


"...somos feitos da mesma matéria de que são feitos os sonhos. Existimos porque alguém nos sonha... Diziam também que somos hóspedes das grandes fantasias noturnas dos homens, tão intensas que nos tornam visíveis àqueles que estão acordados... Mas diziam, e isso me parece terrível, que, quando que nos sonha acordar, nós desapareceremos..."


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Como fui arrebatado pelo teatro - por Bruno Perillo

 
O ator em cena
Desde criança, o sonho da experiência teatral, de várias maneiras, flutuou dentro de mim. Nas festas, organizávamos apresentações – que continham desde truques bizarros de mágicas a paródias musicais, e claro, as primeiras cenas teatrais.

 Me lembro de frequentar teatros também. Meus pais me levavam para ver peças infantis no Ruth Escobar, pois mamãe trabalhava ali em frente, no Hospital Menino Jesus.

Entretanto, já mais crescido, algo marcante ocorreu.

Um dia, meu pai quase me arrastou para assistir a uma montagem de Romeu e Julieta, do Antunes Filho. Por acaso naquele dia, na verdade, eu não estava nada a fim de sair – sei lá por quê – mas o velho acabou me “obrigando” a ir.

E assim, lá fomos nós (será que era no Sesc Anchieta? acho que sim...). Eu com um humor que, se já estava ruim, só piorou diante da ordem paterna.

Incrivelmente, durante a sessão – e isso eu não me esqueço – aquilo que se via no palco foi aos poucos me tomando de tal maneira que, ao final, eu me senti numa espécie de nuvem.

Entrei num estado de êxtase, pois nunca tinha passado por uma experiência semelhante. O mau humor se transformou em alegria plena. Graças ao esforço de papai.

Desde então, talvez até mesmo de modo secreto para mim, me apaixonei pelo teatro, e provavelmente eu soube, na inconsciência juvenil do meu ser, que era aquilo que eu deveria e desejaria fazer para sempre.

Acredito, até hoje, que o grande teatro reside na sua capacidade de ser uma experiência transformadora para um indivíduo.

Bruno Perillo é ator


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Como fui arrebatado pelo teatro – por Roberto Mega Jr.

Entrei em contato com a minha amiga Rita Brafer e falei: “Quero começar a fazer teatro, conhecer pessoas, dar boas risadas...” Simples assim.

Mas falando sério, não foi tão simples assim!


Como Roux com a atriz Gabriela Vieira
(Chocolate)
Minha paixão pelo teatro começou em um momento não tão bom, estava me sentindo meio sozinho (nada de depressão), mas com uma garra de mudar tudo e me divertir muito.

Ao entrar no Teatro Escola Macunaíma conheci um mundo novo, professores que foram minha base e pessoas sensacionais que tenho no meu ciclo de amizade até hoje.

Entrei no Macunaíma com uma meta, interpretar um dia um dos personagens de uma peça consagrada - Navalha na Carne. Meta alcançada quando fui o Vado em uma só cena, mas com toda a energia que sempre coloco em tudo que eu faço.

Após diversas cenas, improvisações, chegou o momento da estreia da primeira peça – Chocolate, no papel de Roux, interpretado no cinema por Johnny Depp, de quem sou fã.

Ao sair do Macunaíma puder estar ao lado de grandes nomes do teatro, acompanhando e trabalhando como Assistente de Produção.

Hoje, os ventos sopram e em breve estarei nos palcos, com a Cia. Nó ao Vento, vivendo o Lorde em A Caravana da Ilusão.



Roberto Mega Jr é ator integrante da Cia. Nó ao Vento e está no elenco do espetáculo A Caravana da Ilusão, de Alcione Araújo.





quarta-feira, 26 de março de 2014

Como fui arrebatado pelo teatro - por Danilo Caputto


A minha história não é muito diferente das muitas outras do teatro.
Me lembro que umas amigas foram fazer um trabalho de escola na biblioteca e viram um cartaz "Teatro Grátis" e me falaram. Uma delas, chamada Karina, era uma paixão minha, uma paixão secreta... Na verdade quando soube que ela iria participar resolvi fazer o mesmo.
Curiosamente o teatro me arrebatou pelo prazer. Passado algum tempo a minha amiga não foi mais, mas por algum motivo relacionado ao prazer imenso de estar naquele lugar continuei indo. E depois disso nunca mais parei. Isso foi em 2001, essa oficina de teatro se transformou em grupo, chamado Grupo Bolinho, da qual faço parte e existe até hoje.
Quanto a Karina infelizmente ela faleceu, muito jovem e deixou um filho que eu não conheço.... Me lembro de um momento no teatro em que dançamos juntos... este momento e muitos outros transformam o fazer teatro em algo único para mim.

Danilo Caputto é ator



quarta-feira, 12 de março de 2014

Como fui arrebatado pelo teatro - por Thadeu Peronne


Nasci em Jacarezinho, e claro, meu primeiro contato com Teatro foi lá. Meus professores, Selma Foggiato, Lourdes Teles entre outras que ministravam aulas no Colégio Rui Barbosa, nos levava com frequência para o CAT (Conjunto Amadores de Teatro) que na época era coordenado por Jofrre Elias. Lá também participava de oficinas onde brincávamos com bonecos fantoches etc. Assistíamos espetáculos incríveis como João e Maria etc. O Colégio Rui Barbosa nesta época era rico , muito rico em artes e teatro no Pavilhão.

Depois quando garoto, também frequentava show de calouros levado pela minha mãe e cantava na rádio da cidade e quase sempre era premiado. Foi o circo também que me inspirou, certa vez próximo de minha casa eu fui trabalhar no Circo de vendedor de cocada para a esposa do Palhaço. Tudo isso pra poder assistir as apresentações. Em casa também eu sempre fazia meta teatro já desde pequeno. E assim fui crescendo (uma criança diferente). Como tinha que trabalhar para sobreviver e ajudar meus pais acabava perdendo oportunidades.
Em 1986 fiz um CURSO DE DIREÇÃO com Luthero Almeida, nosso grande ator paranaense. Ali foi meu primeiro contato com profissionais.
Ainda neste tempo, imitava, brincava, jogava e desenhava. O SESC também fez parte de tudo com com professoras o orientadoras incríveis como Tia Gilda.

Já em Curitiba 1986 fiz uma ponta na Paixão de Cristo. Em 1991 atuei no The Baille II, já estava no primeiro ano de Cênicas PUC GUAÍRA, Musical incrível dirigido por Mácio Mattana e produzido pelo querido Zeca Wachelk que me convidara, pois com a saída da Letícia Sabatella eles redimensionaram a Cia e eu entrei, foi incrível no SESC DA ESQUINA 1991. Daí veio o Tanahora com Laercio Ruffa com três montagens incríveis Gota D'Agua, Bela Ciao e A Comédia dos Erros....

Então como podem ver, tenho um pouco de dificuldade para relatar MINHA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA prefiro MINHAS PRIMEIRAS.

Thadeu Peronne é ator

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A Cia. Nó ao Vento precisa da sua ajuda!
Em fase final de ensaios da peça "A Caravana da Ilusão", de Alcione Araújo, estamos fazendo uma "vaquinha"  com o objetivo de conseguir recursos financeiros para que possamos viabilizar a confecção dos nossos figurinos (que será construído a partir de peças de brechó customizadas, diminuindo assim nosso custo), nosso cenário (que consiste em pouquíssimos detalhes) e pagamento de aluguel de teatro para uma primeira curta temporada.
Içamos as velas! Contamos com a ajuda de vocês.

Para colaborar acesse:
http://www10.vakinha.com.br/VaquinhaE.aspx?e=255578 Você pode nos ajudar doando qualquer valor
a partir de R$ 5,00

 



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ajude-nos a colocar a Caravana na estrada!



Navegantes, nos ajudem a manter vivo nosso sonhos!
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Equipe Cia. Nó ao Vento




Como fui arrebatado pelo teatro - por João Signorelli


O ator como Gandhi
Tenho dois momentos marcantes sempre levado pelo meu pai. O primeiro 1964 Teatro Paramount a peça "My fair lady" com Paulo Autran e Bibi Ferreira,  fiquei impactado com as luzes cenários e a alegria com que Paulo trabalhava. Eu tinha 8 anos.
Aanos depois, em 1973, trabalhei com eles na minha primeira peça adulta profissional "O homem de la mancha".

O segundo momento, em 1970, "Castro Alves pede passagem" de Guarnieri.

Essas foram as duas interpretações mais magnificas que vi até hoje e que me fizeram querer ser ator para um dia presentear o publico com uma beleza tão grande como aquela que tinha visto. As interpretações de Zanoni Ferrite como Castro Alves, um gênio como ator e o ataque epilético que o irmaõ de Castro, acho que se chamava Zé Augusto, tinha em cena numa perfeição artística e medicinal de Antonio Fagundes. Saí do teatro Ruth Escobar completamente alucinado por esse dois atores,pelo texto e direção do Guarnieri...

João Signorelli é ator


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Como fui arrebatada pelo teatro - por Ana Júlia Carleti


Ana Júlia Carleti
Minha convivência com o teatro começou desde que eu era bem pequenininha, pelo fato de o meu pai ser ator e diretor. Aos cinco anos de idade, passei a ir em suas peças teatrais e comecei a reparar o quanto ele gostava daquilo e o quanto aquilo o deixava orgulhoso de si.
Certa vez fiz uma pequena participação em uma de suas peças, coisa pequena, sem fala, mas eu gostei de estar lá, no palco, sentindo aquela energia boa que o público traz e aquele nervosismo que jamais esquecerei. A partir daí percebi então que era isso que eu queria, eu queria sentir o mesmo orgulho de meu pai, queria poder saber mais sobre aquele mundo maravilhoso! Mas eu era pequena, não tinha como dar certo, ninguém acreditaria em mim e eu também não acreditava. Esse sonho foi esquecido durante anos, mas um dia, por culpa do destino talvez, eu achei um livro de Shakespeare “A megera domada” e aquilo me trouxe de volta ao teatro, eu comecei a fazer aulas e aquele sonho que eu tinha quando pequena, está vivo de novo e se tornando realidade cada dia mais. Tenho apenas 13 anos, mas posso afirmar que o teatro nunca sairá da minha vida, ele é o que me inspira, é o sonho pelo qual eu luto todos os dias, é o que eu quero para mim!

Ana Júlia Carleti é estudante de teatro

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Como fui arrebatado pelo teatro - por Cândido Damm


Eu ia com minha mãe ao Tablado e lembro de ficar impressionado de ir falar com os artistas no intervalo deles entre sessões e vê-los lanchando, essa imagem de ver aquela gente de figurinos comendo sanduíches não sai da minha cabeça.

Cândido Damm é ator

O ator na peça Hamlet em 2009 - dir. Aderbal Freire Filho



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Como fui arrebatado pelo teatro – por Caco Ruffolo


Imagina uma criança tímida que odiava fazer “teatrinho” na escola... Essa criança sou eu!!!
Lembro-me das aulas de Educação Artística... Desenhar, colar, pintar, recortar... era comigo mesmo. Mas quando a “tia” falava:” – Semana que vem teremos teatro!!!”. A sala “quase” toda vibrava. Eu, é claro, no meu canto, já apavorado com a situação, maquinava como fazer para não participar da aula. Diversas foram as desculpas. Haja dor de barriga e outras dores no corpo, inventadas é claro, para faltar à escola.

Foi-se a “pré-escola”, o “primário”, o “ginásio”... e no final do “colegial”, também conhecido como “segundo grau”, no auge dos meus 17 anos, conheci realmente essa arte maravilhosa chamada “TEATRO”.
Comecei a frequentar a Igreja Presbiteriana. E com poucos meses ali, fui convidado a participar de uma peça teatral. E agora? Minha timidez? Meu pavor? Claro que nem pensei duas vezes... e... Aceitei!!!
Foi amor à primeira vista. Um casamento perfeito!!! Daqueles que até a morte nos separe... quiçá depois...rsrs.
A relação eu-teatro foi inicialmente tão forte, que até hoje, há mais de 20 anos, ainda lembro de todo o texto, inclusive as alterações que foram feitas. Tudo bem que não era tão grande assim...rsrs. Fiz um escritor que era famoso e muito culto, e o texto terminava com uma frase forte e marcante: “– Apesar de todo o conhecimento que tenho, não consigo entender porque estou nesse mundo”.
Depois vieram outras e outras peças, sempre com o grupo da igreja, alguns musicais natalinos, trabalhos infantis... Sempre feitos com carinho e dedicação. O gosto, o amor, a paixão pelo teatro foi tão grande que resolvi estudar e me profissionalizar.
Hoje posso dizer, com certeza, em alto e bom som e por Deus, que fui “ARREBATADO PELO TEATRO”.




Caco Ruffolo é ator e está no elenco do novo espetáculo da Cia. Nó ao Vento, A Caravana da Ilusão, de Alcione Araújo. 



quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Como fui arrebatado pelo teatro - por Francisco Carvalho

E para começar 2014, a beleza do depoimento de Francisco de Carvalho a nossa coluna "Como fui arrebatado pelo teatro". Gratidão Francisco!

Feliz 2014 a todos!



Em resposta  a vossa pergunta, vem muitas coisas em minha mente. Quando garoto em Teresina ( 1965 ) assistia a todos os Bang - Bang e me deliciava com a performance dos atores. Aquilo me encantava de tal forma que eu ficava imaginando que se fosse comigo eu faria de outra maneira. Em 1967 assisti um espetáculo de Recife no teatro de Arena e fiquei deslumbrado, lembro que disse a mim mesmo: vou fazer isso! Em 1969 na virada para 1970, tive a oportunidade de fazer teatro em um grupo de Teresina, aí fizemos várias peças no colégio e não parei mais. Fui para São Paulo prá continuar com o teatro. Hoje são 37 peças profissionalmente, 18 novelas, 12 mine- séries vários longas e mais de vinte curtas. É isso aí. Precisando de mais informações é só dizer. Beijos.

Francisco Carvalho é ator