quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ajude-nos a colocar a Caravana na estrada!



Navegantes, nos ajudem a manter vivo nosso sonhos!
Para colaborar acesse:


http://www10.vakinha.com.br/VaquinhaE.aspx?e=255578#.Uw4c2tEON3o.blogger





Gratidão desde já!
Equipe Cia. Nó ao Vento




Como fui arrebatado pelo teatro - por João Signorelli


O ator como Gandhi
Tenho dois momentos marcantes sempre levado pelo meu pai. O primeiro 1964 Teatro Paramount a peça "My fair lady" com Paulo Autran e Bibi Ferreira,  fiquei impactado com as luzes cenários e a alegria com que Paulo trabalhava. Eu tinha 8 anos.
Aanos depois, em 1973, trabalhei com eles na minha primeira peça adulta profissional "O homem de la mancha".

O segundo momento, em 1970, "Castro Alves pede passagem" de Guarnieri.

Essas foram as duas interpretações mais magnificas que vi até hoje e que me fizeram querer ser ator para um dia presentear o publico com uma beleza tão grande como aquela que tinha visto. As interpretações de Zanoni Ferrite como Castro Alves, um gênio como ator e o ataque epilético que o irmaõ de Castro, acho que se chamava Zé Augusto, tinha em cena numa perfeição artística e medicinal de Antonio Fagundes. Saí do teatro Ruth Escobar completamente alucinado por esse dois atores,pelo texto e direção do Guarnieri...

João Signorelli é ator


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Como fui arrebatada pelo teatro - por Ana Júlia Carleti


Ana Júlia Carleti
Minha convivência com o teatro começou desde que eu era bem pequenininha, pelo fato de o meu pai ser ator e diretor. Aos cinco anos de idade, passei a ir em suas peças teatrais e comecei a reparar o quanto ele gostava daquilo e o quanto aquilo o deixava orgulhoso de si.
Certa vez fiz uma pequena participação em uma de suas peças, coisa pequena, sem fala, mas eu gostei de estar lá, no palco, sentindo aquela energia boa que o público traz e aquele nervosismo que jamais esquecerei. A partir daí percebi então que era isso que eu queria, eu queria sentir o mesmo orgulho de meu pai, queria poder saber mais sobre aquele mundo maravilhoso! Mas eu era pequena, não tinha como dar certo, ninguém acreditaria em mim e eu também não acreditava. Esse sonho foi esquecido durante anos, mas um dia, por culpa do destino talvez, eu achei um livro de Shakespeare “A megera domada” e aquilo me trouxe de volta ao teatro, eu comecei a fazer aulas e aquele sonho que eu tinha quando pequena, está vivo de novo e se tornando realidade cada dia mais. Tenho apenas 13 anos, mas posso afirmar que o teatro nunca sairá da minha vida, ele é o que me inspira, é o sonho pelo qual eu luto todos os dias, é o que eu quero para mim!

Ana Júlia Carleti é estudante de teatro