quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Como fui arrebatado pelo teatro - por Ricardo Aciole

Olá a todos os leitores do blog da Cia Nó ao vento. Fiquei muito honrado pelo convite da Rita Brafer para escrever sobre minhas primeiras experiências e contatos com o teatro. Lembrei de dois momentos importantes, que seguem abaixo:

A primeira experiência com a plateia...
Aos 11 anos de idade a professora de Artes pediu que escrevêssemos cenas e apresentássemos na sala de aula. Fiquei empolgado com a ideia. Tínhamos que em poucas semanas formar grupos, escrever e apresentar. Todos começaram a escolher os colegas com quem tinham mais afinidades, ninguém me chamou e fiquei sem grupo. Quer dizer, ficaram sem grupo o meu colega Samuca e eu. Foi triste ter só o Samuca como grupo! Era muito difícil criar algo legal só com dois “atores”, nós nos esforçávamos mas não tínhamos nenhuma ideia boa. Os dias foram passando, a semana das apresentações se aproximando, e nada. Faltando poucos dias, Priscila, a menina de um dos grupos já formados, nos chamou para entrar no dela. Ela deve ter ficado com dó da gente. Eles também não tinham cena pronta só algumas ideias. Com mais gente foi mais fácil, conseguimos apresentar e foi um sucesso na sala de aula. Sem ensaiarmos muito fizemos a peça toda improvisando. Eu entrava dançando a música “Florentina” do Tiririca, depois dessa apresentação algumas pessoas ficaram me chamando de Tiririca por um bom tempo.


Ricardo Aciole
Depois com 17...
Com 17 anos saí da escola e não sabia o que estudar, tinha aberto um Céu (Centro Educacional Unificado) perto de casa e meu irmão se matriculou no curso de teatro. Fiquei interessado e acabei me matriculando também. Criamos uma cena com o grupo e a orientadora disse que a apresentação seria no outro dia em um Sarau. O lugar ficou lotado de gente, havia um grupo de forró, todos dançavam animados. Disseram que seriamos os próximos. A cena era sobre o ciclo da vida, eu entrava, deitava em posição fetal, ia levantando como se estivesse crescendo, depois ficando velho e virava um feto de novo. Pois bem, foi só eu iniciar e me encolher como um feto que as pessoas começaram a ir embora. Eu de olhos fechados ali no chão como um feto e ouvindo as pessoas dizerem: - Putz, ficou chato!
Aquele burburinho, a sala ficando vazia e mesmo assim fizemos toda a cena e conseguimos acabar com o Sarau! E de lá pra cá algumas vitórias, outras derrotas, mas nunca mais parei com o teatro.

Ricardo Aciole é ator


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Como fui arrebatado pelo teatro – por André Domicciano


Não sei dizer quando ou como fui “arrebatado”. A minha relação com o teatro é mais antiga que minha memória, eu acho. Lembro-me de ir ao teatro desde sempre. Minha mãe, que fora atriz nos tempos de faculdade, fazia questão de me levar para ver espetáculos sempre que possível. Mesmo morando no Butantã, boa parte de minha infância se deu na Bela Vista. Acredito que, parte de mim, sempre residiu na Brigadeiro.
Mas foi aos doze anos que pisei, pela primeira vez, num palco. Foi horrível! Tudo que tinha pra dar errado, deu! Tenho uma autoimagem daquele momento. Nela, me vejo balançando de um lado para o outro enquanto vomitava um texto que não deveria ser meu (o ator principal faltara no dia e eu tive de substituí-lo de última hora). Horrível!
Misteriosamente, no ano seguinte eu estava lá, uma vez mais. E, desde então, nunca larguei os palcos. Nunca. De lá para cá, foram mais de 18 anos. E, assim, volto ao início do meu relato: não sei dizer quando ou como fui arrebatado, pois não imagino como seria minha vida sem o teatro...

André Domicciano é ator, diretor e dramaturgo


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A Cia. Nó ao Vento indica!

Vale a dica para ver o espetáculo "4ª reticência" no 5º Festival de Teatro Cidade de São Paulo.

A apresentação será no próximo dia 27/08, as 21h, no Teatro União Cultural.

Com texto, atuação e direção da Karen Francis e do Ed Fuster, a peça aborda a sempre atual temática dos relacionamentos. É um drama com pitadas de comédia que busca a aproximação com o público por meio da identificação com os personagens, que expõe em cena todos os prazeres e problemas de um relacionamento, ora apresentados de forma realista e ora através de simbologias que dão margem a sensações e reações variadas.

Porque "4ª reticência"? Como eles dizem "a 4ª reticência nada mais é do que o espaço de silêncio onde tudo é dito."


Vale muito a pena conferir!! Eu vi e estou na torcida!!!

Merda! E que venham muitas e belas temporadas!

Rita Brafer