sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Como fui arrebatado pelo teatro, por Sérgio Rufino


Sérgio Rufino em cena
Bom..., acho que foi meio que por acaso... (ou será que não? rsrsrs)
Com dezesseis anos fui acompanhar um amigo num curso de iniciação teatral, promovido pela prefeitura de minha cidade, São José do Rio Preto, SP. (1981), durante as férias escolares. Aliás, Rio Preto é sede do Festival Internacional de Teatro (FIT) de São José do Rio Preto, um dos maiores do Brasil.

No final do curso houve uma montagem, Rei Momo, de César Vieira.
Quase 30 atores no grupo.  Mas a peça tinha personagem pra todo mundo, rsrs.

Acho que o “arrebatamento” foi se dando durante esse processo todo, até a estreia , no palco do Teatro Municipal de São José do Rio Preto (Casa cheia!), pois eu percebi que ali, naquele palco, eu me sentia inteiro, vivo, criativo... Eu havia encontrado algo que me realizava, e, claro, isso é muito bom!

Depois de estrear minha primeira peça, fiquei pouco anos na minha cidade, antes de me aventurar em São Paulo, mas nesse período assisti a muitas peças profissionais que se apresentaram no Teatro de lá.

Grandes atrizes e atores (Cleyde Yáconis, Walderez de Barros, Hugo Della Santa, Eurico Martins, Lilia Cabral, Silvia Poggetti, Fernando Neves, Glória Menezes, Esther Góes...), grandes trabalhos..., que só foram confirmando o que eu já vinha sentindo a respeito do teatro e dessa nossa arte de atuar.

O Trabalho mais marcante para mim, na época, foi Macunaíma, direção do Mestre Antunes Filho.

Sérgio Rufino é ator




sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Como fui arrebatada pelo teatro, por Fabiana Dias Laurenzano (Nana Dias)

Fabiana e seus pequenos artistas

Em 1998, me formei na Faculdade de Administração e nunca tinha ido à um teatro na vida e comecei a ir em algumas peças no SESC PAULISTA de graça, onde ficávamos mais de uma hora para pegar o ingresso gratuitamente. Assisti: O PRÍNCIPE DE TIRO, O MAMBEMBE, ESCOLA DE MARIDOS e fui me apaixonando. Senti muita falta de turma de gente, devido a sala de aula. Então, eu, juntamente com minha amiga Greice, entramos na escola MACUNAÍMA e conhecemos gente maravilhosa. Se não me engano, a minha primeira professora foi Márcia. SAUDADES!! 

Foram 2 anos de cursos e peças maravilhosas. Só não consegui fazer um tipo de peça: Comédia Nordestina- meu sonho. Mas ainda recebo e-mails do Luiz Monteiro e quem sabe um dia. Rsrsr... Hoje sou casada e tenho dois filhos, deixando esta passagem inesquecível da minha vida, para ter mais um sonho realizado de montar minha família linda! 

Fabiana Dias Laurenzano


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A gente viu por aí - Desilusão das Dez Horas

Ontem fui ao Viga Espaço Cênico ver a peça "Desilusão das Dez Horas".

Senti cheiro de mar e ouvi gaivotas cantando ao longe!

Eu sou o tipo de pessoa que gosta de poesia. Da poesia da vida. E dessas coisas todas: ausência, desejos secretos, hipocrisia social, e tudo mais, todas ditas com poesia, com leveza, sem gritos, barulhos e pancadaria. E "Desilusão das Dez horas" é assim. Toca a alma sem gritar. Porque gritos assustam e afugentam a alma. A alma precisa de silêncio para assentar a areia no fundo e ouvir o canto dolorido das ostras "construindo" pérolas.

A peça me fez pensar que cada um de nós tem um "mar particular" dentro de si. Esse mar representa os nossos mais sinceros desejos e muitas vezes ele fica lá, escondido, ninguém sabe dele e a gente vive numa calmaria conformista, vive parado num porto social, ali onde é bom sermos vistos. E ficamos lá, em compasso de espera. Mas todo mundo que é mar dentro de si, tem dia que vira tempestade. E ouvem-se trovões, a onda varre a praia e carrega a gente pro nosso verdadeiro lugar. Muitas vezes, na grande maioria, acabamos de volta ao porto e ficamos ali mais uma vez, observando o mar, com vontade de voltar pra lá.

Nunca tinha visto Hélio Cícero em cena. (E aí me pergunto porque a gente perde tanto tempo?) Pretendo ver mais vezes. Ator incrível, verdade impressionante e uma voz de trovão tocante!

Os detalhes da atriz Mônica Granndo cortando verduras, mexendo a panela, movimentos tão precisos que apesar de não ter nada ali quase pude sentir o cheiro da comida.

E o menino de Alberto Guiraldelli? Não faz muito tempo, em outra peça, eu tive a oportunidade de vê-lo interpretando uma mulher (Gilda) e tive dúvida se era mesmo ele ou uma atriz muito parecida fisicamente com ele em cena. Já ontem, tive certeza que era um menino em cena e que o ator pode ser, verdadeiramente ser, tanto a mulher quanto o menino.


As luzes, os lampiões, as sombras... simples e primoroso!

Saí de lá com vontade de conhecer Wallace Steves (a peça é inspirada em um poema homônimo desse dramaturgo e mais um vez me pergunto: porque a gente perde tanto tempo?), ver mais vezes Hélio Cícero em cena e torcendo para que esse elenco possa nos brindar com novas histórias.


Gratidão Marcela Grandolpho, Mônica Granndo, Alberto Guiraldelli e Hélio Cícero pelo presente nessa noite de quinta! Foi um prazer navegar com vocês.



Rita Brafer - 06/10/2015

A peça "Desilusão das Dez horas" está em cartaz no Viga Espaço Cênico até dia 17 de Dezembro/2015, as quartas e quintas 21h. Vejam!



sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Como fui arrebatado pelo teatro - por Mauro Schames


O ator em Romeu e Julieta - direção de Marcelo Lazzarato
Quando eu era adolescente, 16 anos, fazia teatro amador em Porto Alegre.  Eu estava no final de uma apresentação e um senhor, acho que ele se identificou como Judeu Polonês, se aproximou, me chamou e disse que havia sido ator na Europa, mas saiu de lá por causa da guerra. Me cumprimentou pelo trabalho, me fez alguns elogios e me disse que eu poderia ser um grande ator. Não levei muito a sério. Me mudei para São Paulo e depois viajei para Israel onde me formei em Agronomia. 

Voltei 5 anos depois. 

Um dia eu estava no Guaruja sentado com uma vizinha e sua  filha na praia. Elas eram mineiras e eu sempre me sentava ali. A filha era deslumbrante...  E entre conversas, cervejas e devaneios elas me perguntaram porque, com todos aqueles meus questionamentos e idéias eu não entrava para o teatro. Naquele momento, depois de 10 anos, a primeira imagem que tive foi do senhor polones me chamando no palco. Acho que a vida é assim. Algumas pessoas passam por nós e nem imaginam a revolução que causam.

Ali lembrei também da primeira vez que o teatro havia me deixado em extase. Foi uma apresentação de "O beijo da mulher aranha", com Rubens Correa. Ele sentado num beliche e movendo o pé como se fosse o rabo de um gato. No teatro Ruth Escobar.

E já se passaram 25 anos.

Mauro Schames é ator


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Como fui arrebatado pelo teatro - por Darson Ribeiro


Darson Ribeiro
“Arrebatado” talvez seja um verbo perfeito no caso de quem realmente, se viu em êxtase pelo teatro, e é óbvio, que quando isso me ocorreu, eu nem sabia da existência dele, e, muito menos do teatro como profissão – essa, que eu escolhi lá, e mantenho, e, vivo dela.

Eu fui muito precoce, graças à uma mãe que, sofredora (como a maioria) vislumbrava um “ser alguém” pro mais novo de nove irmãos, e, por ela, me chafurdava numa mini bibliotecazinha da escolinha de madeira num sítio chamado Colônia Central, no interior do Paraná. Sítio onde nasci, e, como todo bom artista, carrega dentro de si.

Ela fazia o que hoje se denomina “adaptação”, de músicas sertanejas e outras melodramáticas ao extremo, e as encenava. E, eu sempre tava lá. Tão pequeno quanto meus olhinhos de criança, subia no palco e encarava a plateia formada por roceiros, sitiantes e fazendeiros, e suas respectivas famílias. Meus amigos de infância eram todos da roça.

Aos oito anos, já na primeira série do ginásio (pasmem!), min
ha aula de português foi interrompida por uma japonesinha chamada Deusa, que, a pedido da “Tia Cecília” tentava arrebanhar meninos e meninas para um Curso de Teatro, o Grupo TECO. E, lá fui eu. Lembro que na primeira leitura de PLUFT, ela dizia “você tem ótima leitura, mas, “canta” lendo teatro. E, teatro é diferente”. Se por um lado entrar pra esse mundo artístico foi bom, por outro, sofria, porque novinho, nunca tinha personagem pra mim, além do que, talvez, não houvesse tanta confiança num rapazola caipira, de pés empoeirados dentro das meinhas brancas do uniforme azul e branco. E, lá eu permaneci, e, além do teatro, aprendi com essa “tia” artes plásticas, danças folclóricas, jazz, e balé. Sim, o único moleque que encarou as aulas de balé que se seguiram até mesmo quando eu servi o exército. Subi no palco fazendo coadjuvante numa peça chamada O ESPANTALHO e, já ao ar livre, no Bosque Municipal. O sentimento espelhado nos olhos dos espectadores, e, principalmente da minha mãe, era algo que até hoje me arrebata. São olhares que me perseguem como se me guiando. Assim como de alguns professores que já depois, na Faculdade de Contábeis, me faziam voar pra palcos que hoje, eu frequento, e até dirigi, como o Guaíra em Curitiba, e os dois municipais, o de São Paulo e o do Rio, cujo arrebatamento foi ainda maior quando eu sabia que eu, aquele moleque caipira, dirigia um palco que incluía não só as sapatilhas que conheci de balé e jazz, mas, artistas fenomenais, óperas, shows, orquestras, e, óbvio, o teatro.

A fala ou o ouvir num texto teatral é pra mim, talvez, meu maior arrebatamento. É neles que me entrego. É com eles que me sinto pleno. É com eles que chego no final da equação sofrida pra ser apreendida lá atrás, mas, que, mais somando que subtraindo, me fizeram chegar nesse mundão do teatro.

Se por vezes questiono aquela mãe por ter insistido num vestibular de Contábeis, e, não de Letras, deixo de questioná-la imediatamente quando lembro de eu vestido de rei com capa de lençol velho..., que ela costurava. Se a primeira impressão é que fica, a vida difícil na roça, somada à adaptações altamente dramáticas por ela pro palco em paralelo a um sonho que já me atordoava a cabeça, me fez ator. Me fez teatro. Me fez homem de teatro.

Duas mulheres que nem se conheciam, e, que, indiretamente me apresentaram pra vida artística.
Já formado em contábeis, de novo aquela “tia” me procurou pra dizer que Artes Cênicas tinha sido instituído em Curitiba pela PUC, e durante o almoço daquele mesmo dia, a outra mulher – minha mãe – complementou “se é isso que você quer, filho, vá!”, e fui. E ainda estou indo.
E é assim, que quero continuar. Arrebatado pelo teatro.

Darson Ribeiro é Ator, Diretor, Cenógrafo e Figurinista, e Produtor

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Como fui arrebatado pelo teatro - por Alberto Guiraldelli


O ator em "Algumas vozes" - 2008
Quando eu estava na 7ª Série, um professor da minha escola pública da prefeitura estava montando um grupo de teatro para a nossa escola que não tinha sequer um auditório. Eu não atendi a esse chamado, provavelmente por vergonha, eu acho, já que sempre fui muito tímido. Fiquei surpreso que um dos meus melhores amigos aceitou entrar nesse grupo. Nunca imaginei ele em um palco ou fazendo alguma coisa artística. Ele era mesmo é bom de bola. Aquele professor e seus 10 ou 15 alunos, sem ajuda de dinheiro da escola, porque não havia nenhum, conseguiram com rifas e sei lá mais o quê, montar um palco em uma sala de aula que servia mais como depósito em prédio anexo. Nesse “teatro” eles fizeram tudo: mesa de luz, pequenos refletores, sistema de som, plateia com cadeiras enfileiradas, etc. Quando eu entrei lá primeira vez eu assisti aquele meu melhor amigo fazendo um dos papéis principais, não de uma peça infantil, ou adolescente, mas de uma adaptação de Dona Xepa, de Pedro Bloch. Eles todos ali naquele pequeno palco interpretando personagens com texto decorado e figurinos. Nós na plateia prestando atenção e acreditando naquilo que acontecia no palco. Tudo no espaço de uma sala de aula de uma escola da prefeitura de São Paulo no início dos anos 1980. Quando saí daquele verdadeiro teatro, eu senti com uma coisa que acho que misturava alegria e inveja. Queria fazer parte daquilo de qualquer forma, e com muita insistência, em alguns meses, eu estava na montagem seguinte daquele grupo, me apresentando para outras escolas da rede pública. E aquela energia que levava aqueles menino e meninas no início da adolescência a dedicar seus fins de semana e todos os horários possíveis a limpar o palco, costurar figurinos, ensaiar cenas e coreografias e arrumar tudo que fosse preciso para que acontecesse um espetáculo, nunca mais me abandonou, e eu desconfio que é essa a razão de por que, sempre que acaba uma peça e eu fico aguardando para cumprimentar alguém que eu conheça da produção, eu sinto um impulso imenso de ajudar os técnicos a desmontar o cenário.

Alberto Guiraldelli é ator, diretor e dramaturgo


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Como fui arrebatado pelo teatro - por Thiago Mota


O ator durante ensaios de "Tempo de Amar"
Bom posso dizer que foi aos meus 5-6 anos de idade, quando na EMEI que eu estudava apresentou uma historia sobre "mario de andrade" e me lembro que eu queria representar, e foi uma sensação única. Desde então não parei mais, fiz alguns comerciais para rede nacional (Mc Donalds / DDD / Chiquititas), fui um dos jovens talentos do Raul Gil, participei do reality dance do programa Hoje em Dia...
E sempre estou envolvido com arte, seja ela por meio da musica, dança ou interpretação!

Thiago Mota é ator 


O ator estreia o Musical "Tempo de Amar" no próximo dia 22.
Não percam!




terça-feira, 30 de junho de 2015

Como fui arrebatado pelo teatro, por Alexandre Tigano



Alexandre Tigano
Fui assistir à peça “Visitando Sr. Green“, com o Paulo Autran. Nunca havia visto Paulo Autran no palco, e percebi que demorei muito, nem sei porquê, e me arrependi de tudo o que não havia visto dele. Achei maravilhoso, ele interpretava com a alma, e muita paixão. Ele dominava o palco, e é bonito ver alguém que sabe que aquele é o seu lugar. Ele achou o dele! Mas logo em seguida, ao sair da sala do teatro, chegamos juntos à escada rolante, e ficamos cara-a-cara, só nós dois. Aí não teve jeito, me apresentei e conversamos por um tempo. Fiquei surpreso de ele ter me dado tanta atenção, e entre os conselhos, teve um muito engraçado, que eu não esperava ouvir: “Seja ‘entrão’ , cara de pau mesmo… bem, pelo visto, você leva jeito!” Com essa, ele me convenceu! (risos) Mas, brincadeiras à parte, depois de vê-lo no palco e de tudo o que ele me falou, descobri que queria ter aquele lugar pra mim também. Queria ser ator.

Alexandre Tigano é ator


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Como fui arrebatado pelo teatro, por Ronaldo Ventura


Eu já estava na escola então eu tinha mais de 07 anos, mas eu tenho certeza que tinha menos que 10 - pois com 10 anos eu fui ao teatro pela primeira vez, fui com a escola assistir: "A Galinha dos Ovos de Ouro" - não era uma peça ruim, mas eu me lembro que as outras crianças riam, e eu ficava analisando a interpretação dos atores, e falando mal do figurino (continuei fazendo isso ao longo dos 20 e poucos anos depois... - tem gente que não aprende mesmo, eu sempre fui um desses.)
Mas eu sempre considerei que meu primeiro contato com o teatro foi em outro momento: Passava na TV o filme "Fama", que retrata o dia-a-dia de uma escola de artes, eu não conseguia prestar atenção porque eu era pequeno e não entendia nada, até aparecer uma cena que mostrava os alunos/atores fazendo um exercício... eu me lembro claramente de ver aquela cena, e dizer para mim mesmo, que aquilo era um exercício de teatro, que servia para desinibição, que ajuda na projeção vocal - eu pensei isso, mas não com esse vocabulário, mas com as palavras simples que conhecia.
Eu me lembro de ter me surpreendido comigo mesmo. De estranhar eu entender aquilo sem nunca ter visto nada parecido. De perceber que eu não sabia de muita coisa na vida, mas sabia que eu tinha um destino.
Quando fiz 14 anos, eu li num ônibus um aviso sobre um curso de teatro, oferecido pela prefeitura, eu li o anúncio e percebi que o ônibus estava parado no ponto exato que eu deveria descer para me inscrever; pedi para o motorista abrir a porta, desci e fui andando até o local, sem estranhar nada, sem pressa, me apresentei para quem fazia a inscrição: "Oi, sou o Ronaldo. Que veio fazer a inscrição." - como se a pessoa estivesse me esperando. E foi numa quarta-feira que pisei descalço num palco, de onde nunca mais saí.

Ronaldo Ventura é ator




sexta-feira, 22 de maio de 2015

Receitas do Grumete "Sabores da Infância" - Bolinho de Chuva


O Grumete hoje resolveu preparar Bolinhos de Chuva para homenagear as marujas Débora de Souza e Cláudia Fernanda na série de receitas "Sabores da Infância".

Como disse a Débora: "Era mágico ver aquela pequena massa branca se transformar em bolinhos."

Cláudia, já fez bolinhos de chuva para a pequena Catarina? :)



Ingredientes
2 ovos
2 colheres (sopa) de açúcar
1 pitada de sal
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (sobremesa) de fermento em pó
1 xícara (chá) de leite
Óleo para fritar
Açúcar e canela para polvilhar.

Preparo
Bata as claras em neve, junte as gemas, bata mais um pouco, acrescente açúcar, o sal, o fermento e, aos poucos, a farinha de trigo, alternando-a com leite até formar uma massa mole.

Aqueça o óleo e, separe porções da massa com uma colher e vá colocando-as aos poucos.

Deixe fritar até ficar dourados por igual.

Sirva-os quentes polvilhados com açúcar e canela.






sexta-feira, 8 de maio de 2015

Receitas do Grumete "Sabores da Infância" - Canjica


Continuando a série "Sabores da Infância" o Grumete hoje traz a Canjica, direto das lembranças da nossa maruja Anna Becorsi.

Hummmm! Lá vai!

Ingredientes
500g de milho de canjica
1 litro de leite
1 vidro de leite de coco
1 lata de leite condensado
1 colher de café de sal

Preparo:
"Escolha" o milho retirando grãos estragados e pedrinhas. Lave e coloque de molho numa tigela a noite toda com água o suficiente para cobrir todos os grãos. Para cozinhar, coloque na panela de pressão (o milho e a água da tigela) e acrescente mais água (se necessário) para cobrir a canjica quando estiver na panela.

Depois de cozida acrescente o leite, o leite de coco, o leite condensado e o sal. Polvilhe com canela em pó à gosto!

É só saborear, quentinha ou gelada!



quinta-feira, 30 de abril de 2015

Como fui arrebatada pelo teatro, por Nayara Teles


Nayara Teles
Eu precisava de um emprego e acabei caindo no Teatro Escola Macunaíma.
Havia visto uma peça com 8 anos de idade, "O mágico de Oz" e fiquei encantada.
O tempo passou e por ser de uma cidade do interior, onde não havia teatro, acabei esquecendo a boa lembrança.
Já adulta, entrei no Macu e descobri esse universo de sonhos. Como trabalhava lá, tinha direito a estudar de graça.
Muito tímida, levei um certo tempo para me sentir à vontade.
Ao longo do tempo, fui me transformando, aprendendo, rindo, chorando e após 8 peças e 4 anos e meio de estudos, posso dizer que esse é o meu lugar. O teatro é o mundo encantador das ações reflexivas e criativas.
Hoje tenho um grupo, na verdade um trio e estamos com uma peça nova em formação, para em breve trocarmos nossas emoções  em cima do palco.
Não dá pra ficar longe do teatro.

Nayara Teles é atriz


Relembrando - A Caravana da Ilusão (2014)

A Caravana da Ilusão, de Alcione Araújo

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Receitas do Grumete "Sabores da Infância" - Bolinho de carne moída

Continuando a série "Sabores da Infância", o Grumete preparou hoje a receita preferida da Rita Brafer: bolinho de carne moída! A Rita contou que a mãe dela faz até hoje! :)


Ingredientes
- 1 pão francês amanhecido
- 1/3 xícara (chá) de água
- 1/2 kg de carne moída
- 1 cebola pequena picada
- 1 dente de alho amassado
- Sal e pimenta-do-reino a gosto
- 1 ovo

Preparo
Numa tigela, coloque o pão francês e regue com água, molhando de todos os lados. Reserve por 15 minutos.

Esprema o pão molhado para eliminar o excesso de água e esmigalhe o pão dentro da tigela.

Junte a carne moída, a cebola, o alho, sal, pimenta-do-reino a gosto e o ovo.

Mexa até misturar todos os ingredientes por igual.

Forme bolinhos de cerca de 2 1/2 cm de diâmetro, usando uma colher (sopa) de massa para cada bolinho. Enrole os bolinhos com as mãos para dar o formato.

Frite em óleo bem quente até ficarem corados.

Rendimento: 30 a 35 porções

É calórico, mas muuuito gostoso!





terça-feira, 31 de março de 2015

Como fui arrebatada pelo teatro, por Mariana Pires



Mariana Pires
O teatro foi sempre muito presente desde sempre. Quando tinha uns 5 anos uma amiga do meu irmão que é atriz, a Geraldine Quaglia, me levou pela primeira vez assistir sua peça Saltimbancos. Fiquei ali quietinha na coxia fixada, coração disparado sabia que era aquilo que gostaria de fazer! Voltei pra casa cantando todas as musicas do Chico Buarque e minha brincadeira preferida era me apresentar pra família, virou uma paixão, todo final de semana assistia uma peça diferente., éramos amigos do crítico de teatro infantil do Jornal da Tarde e ele me levava sempre e pedia minha opinião sobre os espetáculos. Com seis anos entrei para a Casa do Teatro onde pude experimentar atuar e até hoje agradeço muito por ter sido apresentada pra essa maravilhosa arte que se faz presente até hoje seja atuando, ou assistindo um bom espetáculo, é sempre muito bom pra alma! Evoé!

Mariana Pires é atriz e bailarina



sexta-feira, 27 de março de 2015

O Grumete está de volta!

O Grumete voltou a se inspirar na cozinha e resolveu perguntar aos "Marujos" da Cia. Nó ao Vento quais comidinhas os fazem lembrar da infância. Inspirado nisso, criou a série "Receitas do Grumete - sabores da infância"

Pra começar, uma simples e saborosa!
O Marujo Caco Ruffolo adorava a gemada que a mamãe, dona Corina, fazia pra ele: ela batia gemas com açucar numa caneca (que era exclusiva para a gemada por causa do cheirinho de ovo que ficava depois - rsrs) e o Caco se deliciava!

Bons tempos!



Pra quem se inspirou a fazer uma gemadinha, aí vai a receita do Grumete:

Ingredientes (é só isso mesmo):

    2 gemas de ovos
    1 xícara de chá de leite
    2 colheres de sopa de açucar
    Canela

Preparo:

    Pegue as gemas e o açúcar e bata com um garfo, até ficar bem misturado e como um creme.
    Após ferver o leite, misture ele bem quente com a gema e o açúcar.
    Adicione a canela e sirva ainda quente





Dia Mundial do Teatro



"O teatro é para o povo o que o Coro era para o antigo teatro grego; uma iniciativa de moral e civilização. Ora, não se pode moralizar fatos de pura abstração em proveito das sociedades; a arte não deve desvairar-se no doido infinito das concepções ideais, mas identificar-se com o fundo das massas; copiar, acompanhar o povo em seus diversos movimentos, nos vários modos e transformações da sua atividade."

Machado de Assis, em "Idéias sobre o Teatro".