sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Como fui arrebatada pelo teatro, por Fabiana Dias Laurenzano (Nana Dias)

Fabiana e seus pequenos artistas

Em 1998, me formei na Faculdade de Administração e nunca tinha ido à um teatro na vida e comecei a ir em algumas peças no SESC PAULISTA de graça, onde ficávamos mais de uma hora para pegar o ingresso gratuitamente. Assisti: O PRÍNCIPE DE TIRO, O MAMBEMBE, ESCOLA DE MARIDOS e fui me apaixonando. Senti muita falta de turma de gente, devido a sala de aula. Então, eu, juntamente com minha amiga Greice, entramos na escola MACUNAÍMA e conhecemos gente maravilhosa. Se não me engano, a minha primeira professora foi Márcia. SAUDADES!! 

Foram 2 anos de cursos e peças maravilhosas. Só não consegui fazer um tipo de peça: Comédia Nordestina- meu sonho. Mas ainda recebo e-mails do Luiz Monteiro e quem sabe um dia. Rsrsr... Hoje sou casada e tenho dois filhos, deixando esta passagem inesquecível da minha vida, para ter mais um sonho realizado de montar minha família linda! 

Fabiana Dias Laurenzano


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A gente viu por aí - Desilusão das Dez Horas

Ontem fui ao Viga Espaço Cênico ver a peça "Desilusão das Dez Horas".

Senti cheiro de mar e ouvi gaivotas cantando ao longe!

Eu sou o tipo de pessoa que gosta de poesia. Da poesia da vida. E dessas coisas todas: ausência, desejos secretos, hipocrisia social, e tudo mais, todas ditas com poesia, com leveza, sem gritos, barulhos e pancadaria. E "Desilusão das Dez horas" é assim. Toca a alma sem gritar. Porque gritos assustam e afugentam a alma. A alma precisa de silêncio para assentar a areia no fundo e ouvir o canto dolorido das ostras "construindo" pérolas.

A peça me fez pensar que cada um de nós tem um "mar particular" dentro de si. Esse mar representa os nossos mais sinceros desejos e muitas vezes ele fica lá, escondido, ninguém sabe dele e a gente vive numa calmaria conformista, vive parado num porto social, ali onde é bom sermos vistos. E ficamos lá, em compasso de espera. Mas todo mundo que é mar dentro de si, tem dia que vira tempestade. E ouvem-se trovões, a onda varre a praia e carrega a gente pro nosso verdadeiro lugar. Muitas vezes, na grande maioria, acabamos de volta ao porto e ficamos ali mais uma vez, observando o mar, com vontade de voltar pra lá.

Nunca tinha visto Hélio Cícero em cena. (E aí me pergunto porque a gente perde tanto tempo?) Pretendo ver mais vezes. Ator incrível, verdade impressionante e uma voz de trovão tocante!

Os detalhes da atriz Mônica Granndo cortando verduras, mexendo a panela, movimentos tão precisos que apesar de não ter nada ali quase pude sentir o cheiro da comida.

E o menino de Alberto Guiraldelli? Não faz muito tempo, em outra peça, eu tive a oportunidade de vê-lo interpretando uma mulher (Gilda) e tive dúvida se era mesmo ele ou uma atriz muito parecida fisicamente com ele em cena. Já ontem, tive certeza que era um menino em cena e que o ator pode ser, verdadeiramente ser, tanto a mulher quanto o menino.


As luzes, os lampiões, as sombras... simples e primoroso!

Saí de lá com vontade de conhecer Wallace Steves (a peça é inspirada em um poema homônimo desse dramaturgo e mais um vez me pergunto: porque a gente perde tanto tempo?), ver mais vezes Hélio Cícero em cena e torcendo para que esse elenco possa nos brindar com novas histórias.


Gratidão Marcela Grandolpho, Mônica Granndo, Alberto Guiraldelli e Hélio Cícero pelo presente nessa noite de quinta! Foi um prazer navegar com vocês.



Rita Brafer - 06/10/2015

A peça "Desilusão das Dez horas" está em cartaz no Viga Espaço Cênico até dia 17 de Dezembro/2015, as quartas e quintas 21h. Vejam!